sábado, 24 de outubro de 2026

AOS PRIMEIROS VOTANTES

 

FOTO: M. BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2026

Por: Mauro Bechman*

Este processo eleitoral, chegando ao seu término, revelou que as estações mudam e que o tempo é o maior tirano de uma vida.

Em 1989, estava cursando o terceiro ano na Escola Estadual Farias Brito na Praça 14 de Janeiro. Era a primeira vez que votava para presidente da República. Praticamente tudo era política, no banco Caixa Econômica Federal onde fazia meu estágio em Assistente de Administração de Empresas, na Igreja no clube de jovens e na escola no turno noturno.

Era a primeira eleição para presidente após 26 anos de Ditadura Militar. Grande tensão no ar, na escola dos quatro terceiros anos, em sua maioria, três votavam em Lula e um em Leonel Brizola. Entre os amigos da Igreja, no grupo de jovens, os universitários eram Lula e os de ensino médio optavam por Guilherme Afif e Domingos e Collor de Mello.

Lembro das ameaças e do momento de grande politização da época. Um dos nossos colegas de escola servia a aeronáutica, e falava que o brigadeiro havia feito a formatura e no discurso aos soldados "a ameaça de mudarem a bandeira do Brasil" caso algum candidato da esquerda vencesse. 

Lembro também que este amigo falou que o brigadeiro informou a tropa que ficassem atentos pois em caso de emergência, todos deveriam ser chamados aos quartéis a partir de uma senha a ser transmitida nos meios de comunicação, rádio e televisão. Não sabia se seria ou não uma chamada para um golpe ou apenas segurança em caso de desordem institucional. Enfim, nunca saberei.

Foi neste cenário que fui votar pela primeira vez. No primeiro turno votei no Guilherme Afif Domingos (PL) mas no segundo turno, lembrando dos colegas universitários, acabei votando no candidato Lula (PT),

Collor venceu e em 1992 sofreu impeachment. E o resto você estuda em História.

Nessa postagem quero dizer aos jovens eleitores e eleitoras que em momentos de crise é que crescemos aprendemos mais sobre a política e como ela pode definir para o bem ou para o mal o nosso futuro. 

Desse modo, sob a pressão dos dias atuais, sejam sociais ou geopolítica, não tenha medo. Exerça seu direito conquistado a duras penas pelas gerações que te antecederam.

Se o destino lhe dê a oportunidade de escolher, então escolha. Lembre que seu voto é importante e é o somatório de votos como o seu que podem tornar a vida melhor, a sua, a de sua família, a minha e a de pessoas que você nem imagina que dependam de seu gesto democrático. Por isso, vote sem medo de ser feliz.

Eu torço por você. Anote!


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909)

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A RAZÃO E A LOUCURA DAS ARTES CONTRA A BANALIDADE DO MAL E A SÍNDROME DE CASSANDRA

FOTO: FILÓSOFO WALQUIMAR BORGES.
AUTOR: CUCUNACA, 2026

A RAZÃO E A LOUCURA DAS ARTES CONTRA A BANALIDADE DO MAL E A SÍNDROME DE CASSANDRA

Autor: Walquimar Borges


Se a história do pensamento humano nos sugere algo, talvez seja a hipótese de que a transformação social não decorra de certezas prontas, mas da fresta aberta pela aliança entre duas forças opostas: a "boa loucura" da arte e a clareza rigorosa da ciência. A arte traz o delírio poético não como resposta final, mas como a busca mais visceral pela liberdade humana que constitui um ensaio constante para romper com a rotina petrificada e reacender o espanto. 

A ciência, por sua vez, consolida-se como alicerce da razão e motor da evolução precisamente porque duvida: usa o método para questionar o óbvio, desmontar ilusões e desmascarar consensos apressados. Não por acaso, as artes e a o conhecimento científico são defenestrados pela pós-verdade e pelo preconceito implementado pelos segmentos ultraconservadores e isso se percebe calramente aos ataques às universidades públicas.

A arte e a ciência só transformam o mundo quando saem dos gabinetes e galerias para ocupar a vida comum de forma democrática. Não se trata de uma união conceitual, mas do movimento vivo dessas duas forças ao alcance de qualquer pessoa. É quando a expressão artística e o conhecimento científico se tornam acessíveis no dia a dia que surge uma práxis real, capaz de desacomodar certezas e alterar a dinâmica social.

Esse impacto cotidiano atinge diretamente a dinâmica da sociedade contemporânea, profundamente anestesiada pelo “Último Homem” nietzschiano — um indivíduo acorrentado ao conforto medíocre e incapaz de criar novos valores. 

Esse mesmo sujeito se converte com facilidade no burocrata ordinário que é o home comum irreflexivo de Hannah Arendt, operando como uma engrenagem que cumpre ordens sem qualquer julgamento ético ou senso de responsabilidade moral. Para selar esse cenário, a Síndrome de Cassandra se manifesta no negacionismo e na cegueira ultraconservadora, uma recusa deliberada da realidade em que a pós-verdade e o preconceito prevalecem mesmo diante dos alertas explícitos da ciência.

É justamente nessa fratura que a presença democrática da arte — ao provocar o afeto que arranca o indivíduo da apatia — e da ciência — ao instigar a dúvida que destrói a obediência cega — surgem como vias fundamentais para resgatar a capacidade crítica e a dignidade humana contra o automatismo da nossa época.

Hannah Arendt, ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann pelas atrocidades nazistas, observou que a barbárie totalitária não dependia exclusivamente de monstros eivados de perversidade extraordinária, mas sim da figura do "homem comum irreflexivo ". Esse homem comum — também conhecido como o "burocrata ordinário" — é aquele que atua sem convicções ideológicas profundas, movido unicamente pelo carreirismo, pelo zelo técnico e pelo cumprimento cego do dever.

É neste cenário que se percebe a essência da "banalidade do mal", que reside na incapacidade ou recusa deliberada de exercitar a faculdade de julgar. A este fenômeno 

Arendt chamou de ausência de pensamento, ou seja, a irreflexão que faz com que o indivíduo comum abdique de se colocar no lugar do outro e renuncie ao autoexame. A obediência passiva converte-se no motor invisível que viabiliza a destruição de direitos e a naturalização de atrocidades. O homem comum banaliza o mal e contribui para o nascimento e a perpetuação da barbárie.

O homem que banaliza o mal abdica de sua autonomia intelectual e encontra ressonância direta na figura filosófica que Friedrich Nietzsche chamou de o "Último Homem". Com efeito, o Último Homem é o ser humano que desistiu de aspirar a algo maior e se contentou com a mediocridade confortável; neste sentido, reduz a felicidade ao bem-estar raso, à ausência de risco e à busca constante pelo calor morno do rebanho.

Percebe-se que esse diagnóstico deixou de ser uma abstração filosófica para se tornar a realidade do século XXI no qual, em vez de utilizar as ferramentas contemporâneas para libertar a humanidade, o Último Homem capitula diante do controle e do comodismo,sufocando o "caos interior" necessário para criar novos valores e dar à luz uma "estrela 

dançante". Se é necessário muito caos para gerar uma estrela, o Último Homem desistiu de vê-la brilhar ou mesmo de vê-la nascer: conformou-se a um caos domesticado.

O homem comum irreflexivo é também o Último Homem que, ao exercer seus labores tecnocráticos e burocráticos, adequa-se às circunstâncias implantadas sem reflexões e sem contraposições, domesticando o caos — como na canção Panis et Circenses, de Caetano Veloso e Gilberto Gil: "as pessoas na sala de jantar estão ocupadas em nascer e morrer".

A convergência entre o burocrata irreflexivo de Arendt e o Último Homem de Nietzsche resulta na Síndrome de Cassandra, conceito utilizado por Jean-Marc von der Weid para descrever a paralisia e a negação social diante de crises anunciadas. Inspirado no mito da profetisa que previa tragédias reais, mas era sistematicamente ignorada, o termo explica 

por que alertas fundamentados sobre rupturas democráticas, colapsos ambientais ou violência são desprezados: por preguiça moral e impotência psíquica, a sociedade prefere manter ilusões confortáveis a assumir os custos da resistência.

A urdidura da sociedade contemporânea revela-se no entrecruzamento de três diagnósticos cruciais: na ausência de pensamento tecida por Arendt engrena-se a passividade do executor; no regaço morno do Último Homem de Nietzsche adormece a busca pela verdade; e na recusa do aviso de Cassandra, denunciada por von der Weid, ergue-se a blindagem perversa contra o real. O horizonte resultante é o de um rebanho 

resignado, onde o empobrecimento moral se disfarça de virtude e a desinteligência deixa de ser ferida para tornar-se estética e modo de vida.

Perante essa maquinaria de torpor, cabe aos pensadores, cientistas e artistas o papel incendiário de agitar a quietude desse sono dogmático. 

Reconstruir a capacidade de pensar exige desvestir a razão de seus mantos aristocráticos, transformando-a em farol público acessível a todos — lâmina afiada contra as sombras das fake news e dos delírios conspiratórios —, ao mesmo tempo em que a criação artística reaviva o fogo da paixão e o compromisso ético com o vir-a-ser.

A arte e a ciência só transformam o mundo quando saem dos gabinetes e galerias para ocupar a vida comum de forma democrática. Não se trata de uma união conceitual, mas do movimento vivo dessas duas forças ao alcance de qualquer pessoa. É quando a expressão artística e o conhecimento científico se tornam acessíveis no dia a dia que surge uma práxis real, capaz de desacomodar certezas e alterar a dinâmica social.

Esse impacto cotidiano atinge diretamente a dinâmica da sociedade contemporânea,profundamente anestesiada pelo “Último Homem” nietzschiano — um indivíduo acorrentado ao conforto medíocre e incapaz de criar novos valores. 

Esse mesmo sujeito se converte com facilidade no burocrata ordinário de Hannah Arendt, operando como uma engrenagem que cumpre ordens sem qualquer julgamento ético ou senso de responsabilidade moral. É nesse cenário de negação e pós-verdade que se consolida a Síndrome de Cassandra: aqueles que apontam a realidade concreta — amparados pela ciência e pela arte — são encarados como loucos, histéricos ou alarmistas por uma maioria ultraconservadora que se recusa a enxergar os fatos. É justamente nessa fratura que a presença democrática da arte e da ciência surge como via fundamental para resgatar a capacidade crítica e a dignidade humana contra o automatismo da nossa época.

Arte e razão erguem-se, assim, como os antídotos fundamentais contra a decadência do rebanho. Se a lucidez científica confere a ossatura analítica, a coragem de desarmar narrativas falaciosas e o dever de encarar a realidade sem véus, a arte — embalada por sua "boa loucura" e pela vertigem da liberdade radical — devolve ao espírito humano o espanto, a sensibilidade e a ousadia de rasgar o cotidiano domesticado. Pela responsabilidade histórica que carregam, cientistas, pensadores e criadores devem popularizar o saber e tensionar as certezas mornas que anestesiam o presente.

A verdadeira esperança não se aninha no repouso covarde do Último Homem, mas na força coletiva de cultivar o pensamento autônomo e reafirmar, na tapeçaria do tempo, a criação imperiosa dos valores que celebram a vida.

Acreditar no poder da arte e na clareza da ciência é recusar a rendição ao absurdo. A práxis do artista e o rigor científico não podem ser luxos encastelados: precisam infectar o cotidiano de forma democrática. Hoje, quem aponta a verdade e expõe os fatos é reduzido a Cassandra — diagnosticado como "louco" por uma maioria entorpecida pelo preconceito e pela desinformação. Popularizar a razão e o sensível é o único modo de fazer a verdade ser finalmente ouvida, interrompendo esse descalabro antes que a sociedade deságue de vez na barbárie ultraconservadora.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal. Tradução de José Rubia de Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1963.

• MEDEIROS, D. O Último Homem. Coluna Cuidados Humanos, Revista Humanitas / Portal Neo Mondo.

• NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra: Um livro para todos e para ninguém. Tradução de Mário da Silva. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

• VON DER WEID, Jean-Marc. A síndrome de Cassandra. Revista Será? / Democracia e seus Desafios, 2022.


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*Professor de Filosofia, Pedagogo, Bacharel em Direito, Pós-graduado em Filosofia e Psicanálise, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

MANAUS 357 ANOS, A COBAIA DA "CIVILIZAÇÃO"

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2026

Por: Mauro Bechman*

Talvez seja, essa Geografia que nos condena.a estas muitas alcunhas ao longo de sua breve história de cidade. Em busca de novos recursos para matéria prima industrial, a aventura da ciência na expedição de La Condamine pela Amazônia no século XVIII, chegou-se ao látex que vai dando início a uma cruel ruptura civilizacional com a transformação do espaço geográfico. 

No final do século XIX, a cidade dos Manaú, ganha status de urbe dos trópicos úmidos onde o velho forte de São José sucumbe ante o aterro de igarapés, as edificações neoclássicas, as ruas em paralelepípedo, um porto flutuante e um mercado com duas faces, um espécie de olhar para o rio Negro e outro para as ruas que avançam para o interior da floresta. 

Sob o sol dos trópicos úmidos, o tempo e a economia natural vão sendo substituídos abruptamente pelo relógio e pelo livro-caixa. 

A arquitetura urbana, expressão máxima da força civilizatória européia se impõe na paisagem, mesclando e adaptando-se no que o espaço e no que a inteligência humana permitem. Prédios e casas com tetos altos, assoalhos com passagens de ar frontais são registros de limitações que a Geografia lhe impõe. 

Não é fácil domar este espaço amazônico, o rio se revolta e a cada enchente ele se apresenta aos olhos de todos em pleno centro histórico de Manaus. O Amazonas, o imperador dos rios, mostra que nem sempre a civilização vence. Seria mesmo possível uma cidade européia no meio da floresta?

Num segundo momento, destacamos a imposoição do modelo zona franca de Manaus, um modelo industrial exógeno à regiao. Com seus galpões e ritmos frenéticos de produção, o signo da velocidade, da máquina que altera os padrões de pensar e exercer o trabalho e consequentemente a vida em sociedade. 

Num gigantesco espaço de natureza, um espaço industrial, onde máquinas se confundem com pessoas e pessoas passam a ser números e apenas recursos necessários a produção, a cidade vai sendo metamorfeada.

No início da zona franca, a dificil adaptação laboral, trabahadores desmaiam nas linhas de produção, vômitos e até abandono de emprego. A natureza humana sofre para que um modelo de civilização seja implantado. Desse modo, Manaus faz novamente parte deste experimento civilizacional.

Chegamos ao século XXI e com ele a prosperidade econômica em meio a perda dos lugares naturais como o balneário do Parque 10 de Novembro, a Cachoeira do Tarumã, os igarapés da Ponte da Bolíva e a as mangueiras da avenida Constantino Nery. A cidade é agora juma metrópole regional sendo o 6º PIB do Brasil.

Em 2020 a cidade enfrenta a Pandemia do Sars Cov 2. Os governos estadual e federal alinhados a Extrema Direita assumem a gestão da crise. Creio que os amazonenses incrédulos não conseguiam acreditar que em Manaus por conta da temperatura quente o virius viesse a sobreviver e se espalhar. Mas se espalhou. Caos hospitalar e a rede de atendimento colapsa. Covas são feitas às pressas e carros frigorificos estacionam perto de hospitais. Os lugares de socialização como igrejas, escolas, faculdades e as ruas vazias.

Na esteira dos discursos, a negação da Pandemia, enquanto a fila para sepultamentos aumentavam nos cemitérios. A cidade está vazia, escondida em seus medos.

E, a classe dominante mais uma vez não se mostra como elite. Busca furar filas para atendimento, para hospitalização e para a vacinação contra o virus, enquanto permite que tratamentos experimentais em pacientes sejam feitos em Manaus, a partir do uso de hidroxocloroquina. Centenas de pacientes perdem a vida e não fosse apenas isso, a negligencia logistica impede que o oxigênio chegue aos hospitais e mais amazonenses perdem a vida.

A cidade cobaia recebe doses cavalares de estupidez e ignorância.

Agora em pleno 2026, durante as eleições para governos estadual e federal, a cidade é sufocada por fumaça oriunda das matas e florestas a partir de incêndios criminosos. 

E o céu azul com nuvens brancas de Manaus e de várias localidades amazonenses se fecham. Incendiários miseráveis ateiam fogo em espaços verdes e municípios próximos. A fumaça extensa e densa vai sufocando e cobrindo a cidade de Ajuricaba por 15 dias.

Em meio a luta política pelo poder, uma corrente ideológica que acredita que a missão do homem é dominar a natureza, rebuscando a velha retórica da oposição entre a civilização e a barbarie ou estado de de natureza.

E, novamente falta ar aos amazoneses. . Seu "amaldiçoado sol" não aparece no céu há dias enquanto temos a cidade com o pior ar do mundo.

Lembramos dos tempos de magistério superior para a discplina de gestão dos recursos naturais em que dizíamos, que a umidade impediria de grandes incêndios pela natureza e composição de nossas florestas, úmidas, higrófilas, densas. Nosso triste engano, criminosos passaram a usar combustível com alto poder de inflamação.

Com o passar dos dias, presenciamos novamente o silêncio das classes dominantes, criminoso silêncio combinado com a retórica das forças estaduais e municpais de combate a incêndios.

Negligência e negação das autoridades regionais e locais, colocaram a vida de bombeiros e brigadistas em risco, para que em likes e comentários de internet, favorecessem um grupo político adepto da supremacia e dominio do homen sobre a natureza, ao que chamam de civilidade.

Hoje, o município de Autazes está em chamas, alguns incendiários são detidos, mas nada é aprofundado nem pelas autoridades e nem pelos meios de comunicação de massa.

Nunca se sabe quais interesses e quem são os financiadores destes crimes. Entidades patronais e empresarias que se orghulham de defender a Zona Franca como modelo vitorioso de desenvolvimento ficam caladas expondo suas vergonhas em se dizerem que apoiam o meio ambiente. Um verdadeiro "silêncio dos inocentes".

Nosso desejo que Manaus seja nos próximos anos, seja a cidade verde, a cidade morena, a cidade sorriso e não mais a cidade cobaia deste doloroso processo de dominação chamado erroneamente de civilizatório.

Com o coração cheio de alegria e os pulmões cheios de cinzas ousamos dizer

Feliz Aniversário Manaus!


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909).

QUARTA-FEIRA POLÍTICA NO TERTÚLIA AMAZONICA

 

FOTO: (Da Esquerda para a direita) Rodney Marginal, Sandro Nine, Walkimar Borges, Torrinho e Jorge Breno). AUTOR: CUCUNACA, 2026

Por: Mauro Bechman*

Nesta quarta-feira 21/10 ás 18h30 o Canal Tertúlia Amazônica recebeu 04 convidados masters para uma Edição Especial com o tema: A Música como Instrumento Político. 

A mesa foi composta pelo filósofo Walkimar Borges que fez a abertura e o acolhimento dos demais convidados, cedendo a apresentação da edição ao geógrafo Mauro Bechman. Para a composição da mesa e desenvolvimento do tema, participaram o compositor e cantor Zeca Torres (Torrinho), o líder da Banda Perdidos Jorge Breno, o líder da Banda Renegados pelo Sistema, Rodney Marginal e o Representante da Frente Parlamentar pelo Dia do Rock e membro da banda Alma Blues, Sandro Nine. 

Na mesa, a história do posicionamento político diante dos diversos cenários de ameaça política aos direitos de expressão da arte e da cultura ante a ascensão de regimes autoritários.

Na oportunidade das eleições para a presidência da república dia 25/10, todos os presentes enfatizaram a defesa da Democracia e a opção por candidaturas que representem mais claramente os anseios populares e das minorias em suas diversas expressões culturais. Veja o vídeo completo no canal do Youtube, no link

MÚSICA E POLÍTICA

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909)

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

UMA NOVA GERAÇÃO VAI ÀS RUAS EM MANAUS

FOTO: LARGO DE S.SEBASTIÃO. MANAUS.
AUTOR: CUCUNACA, 2026.

Por: Mauro Bechman*

No último domingo 11/10 das 16h às 20h os movimentos sociais promoveram uma manifestação pública de apoio a candidatura a reeleição do atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores (PT) e sua coligação com partidos de esquerda e do centro democrático. A concentração foi no Largo de São Sebastião a frente do Teatro Amazonas no centro histórico de Manaus.

Uma multidão estimada em 100 mil pessoas estiveram presentes e percorreram as ruas do centro ao bairro da Cachoeirinha próximo a Avenida Beira Rio.

Chegamos no horário proposto e já nas imediações uma grande circulação de pessoas com seus cartazes e adereços vermelhos, além de leques com destaque aos coloridos. 

Encontramos um amigo, mas não tantos quanto imaginávamos, e meu colega de lutas sociais, de repente nos vimos cercados de muitos, mas muitos jovens com seus cabelos coloridos, trançados angola, tênis retrô e penteados parecem saídos de mangás e animes. Outros ainda, vestidos no estilo de seus "ídolos" midiáticos como fãs de bandas coreanas de adolescentes. 

E por um instante, no olhar, nos veio a realidade de que o tempo passou, de que as condições físicas são outras, de que o tempo era outro e uma nova geração estava pedindo passagem para serem os protagonistas na cena da vida política amazônica. 

,Tudo na vida tem um tempo e este tempo deve ser bem usufruído e creio que fizemos isso bem, desde os tempos de faculdade.

E essa energia juvenil conduziu de forma entusiasmada essa que creio foi a maior manifestação pública a uma campanha política que participamos. O mar de gente jovem e alegre se estendeu da avenida Getúlio Vargas a Avenida Beira Rio, tomando os esteios da ponte de ferro da Cachoeirinha.

Na turba, vimos alguns ex alunos e alunas não aqueles dos tempos de universidade, mas dos tempos atuais, do ensino médio. No nosso coração, a alegria de ver aqueles rostos jovens sorrindo no meio de uma multidão de pessoas que de livre vontade decidiram estar ali, ao lado consciente das conquistas e lutas sociais do povo brasileiro.

Viva a Juventude amazonense! Viva o Povo Brasileiro!



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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909).

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

MANIFESTAÇÃO PRÓ LULA EM MANAUS

FOTO: LARGO DE SÃO SEBASTIÃO.
AUTOR: CUCUNACA, 2026


Por: Mauro Bechman*

Neste domingo 11/10 das 16h às 20h no Largo de São Sebastião Centro Histórico de Manaus, o Partido dos Trabalhadores, entidades sociais e outros partidos aliados promoveram uma manifestação política pelas ruas do centro histórico de Manaus em apoio a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.

A Manifestação política faz parte de uma Programação Nacional do partido e de seus aliançados ante a possibilidade de ascenção plena de partidos políticos de extrema direita aos poderes da República, o que representaria um retrocesso nas políticas de inclusão social. 

A concentração foi no Largo de São Sebastião em frente ao Teatro Amazonas e com partidos políticos, entidades sociais e movimentos estudantis além várias categorias de trabalhadores.

Em nossa previsão estiveram presentes no ato cerca de 100 mil pessoas que com slogans, canções e palavras de ordem percorreram do Largo de São Sebastião até a Praça do Prosamim na avenida Manaus Moderna próximo ao Mercado Walter Rayol no bairro da Cachoeirinha. 

Muitos jovens participaram da manifestação que tomaram quase em sua totalidade a Avenida 7 de Setembro até a ponte de ferro Benjamim Constant pintando de vermelho todo o trajeto conduzidos por oradores e candidatos dos partidos de esquerda e centro esquerda.

As eleições em seu segundo turno serão decididas no próximo dia 25 e uma das eleições cujo resultado poderá influir nos destinos não só do Brasil mas de toda a América Latina nos próximos anos.































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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909)

sábado, 19 de setembro de 2026

COMUNIDADE SANTO EXPEDITO CELEBRA 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM E REALIZA BATISMO

 

FOTO: SANTA MISSA E SANTO BATISMO.
AUTOR: CUCUNACA, 2026

Por: Mauro Bechman*

Neste santo sábado 19/09 às 19h30 a Comunidade Santo Expedito celebrou Missa por ocasião do 25º Domingo do Tempo Comum com Batismo de adulto.

A celebração foi presidida pelo pároco da Área Missionária São Paulo Apóstolo AMSPA padre joseleito Gregório da Silva Brito SJC assistido pelo ministro da eucaristia Cícero.

Após a proclamação do Evangelho segundo São Mateus 20, 1-16 o presidente da celebração destacou que a Justiça de Deus não é a justiça dos homens. E, conforme a parábola, o Senhor cumpre o que acorda com os homens.

Noutra forma, padre Gregório da Silva Brito SJC, tratou da necessidade de nos vermos como parte integrante do mistério da vida em Cristo e nos convida a viver a fé na igreja e na partilha em comunidade. 

Na celebração, o santo Batismo de Jeferson da comunidade Nossa Senhora de Fátima que busca a benção da Igreja para sua regularização e realização do Sacramento matrimonial. 

Após o rito, os comunicados pastorais convidando a todos para os festejos da comunidade São Pio de Pietrelcina e sua festa religiosa a ser realizada no dia 23/09 às 19h30 na comunidade com missa e procissão.

A celebração foi encerrada com a benção solene sobre os presentes e a toda comunidade onde o sacerdote desejou a todos um boa noite e um santo domingo.






















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*Secretário da Pastoral do Batismo da Área Missionária São Paulo Apóstolo AMSPA