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| FOTO: M. BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2026 |
Por: Mauro Bechman*
E, de repente um Novo Ano. Muitos abraços, beijos e emoções pela passagem de mais um tempo em nossas vidas. Talvez este ano venha a recompensa pelo empenho profissional, quem sabe neste novo ano novas e outras oportunidades de ser um pouco mais feliz do que se é sejam possíveis, ou quem sabe, o ano seja menos triste que o ano que se desfez em segundos no brinde alegre do Réveillon. Em meio a tantas incertezas, a vida continua.
Com um tempo cada vez comprimido pela estúpida grita pela onipresença no cosmos virtual das fantasias humanas e um espaço suprimido sem fronteiras entre solidariedade, ódio, dor, reencontros e distanciamentos, o que resta da humanidade nos humanos respira.
Na minha cidade, administradores bobos se coagulam com os antipoetas e fazem da urbe um arremedo de felicidade. E os mágicos e profetas do desastre vomitam por todas as ventas, sua ignorância e incompetência ao tentar se ler um livro. O mundo é fúria, os dragões, as bestas e os herodites procuram estabelecer sua ordem, fazendo sofrer as espécies, a natureza e a humanidade. E, ainda não é o caos.
No paralelepípedo da Rua Marcílio Dias, o andarilho da tribo, distribui cores, sorrisos, agrados em caramelos errantes, corteja as belas caboclas enquanto balança a cabeça levemente saudando os passantes sob o sol equatorial. Caminha entre os enganados pelo sistema internacional com suas tecnologias programadas para fracassar e viciar seus clientes e a morena bela da janela. Tudo em vão, se desejam pará-lo. Recado aos zumbis: Fracassarão miseravelmente! Os bem-te-vis só sabem cantar a Esperança. Então, tenhamos eu e você um propósito para este novo tempo: - Que nunca percamos a Esperança!
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*Professor de Geografia. Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Livre de Manaós (1909).

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