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| FOTO: M.BECKHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2026 |
Por: Mauro Bechman*
E, chegamos a 2026 com mais uma Copa do Mundo de Futebol masculino da FIFA com 48 seleções nacionais e três sedes: Canadá, Estados Unidos e México.
Seleções globalizadas, onde até mesmo seleções estreantes tem atletas atuando em outros clubes que não em suas ligas nacionais.
A seleção brasileira pentacampeã do Mundo é agora uma seleção quase toda globalizada, com a maioria dos atletas atuantes em diversos clubes do Mundo e um técnico muticampeão europeu. Sim, os torcedores brasileiros com idade superior a 40 anos de idade não reconhecem alguns dos atletas e talvez alguns dos atletas já não reconhecem mais o povo e o futebol brasileiro.
Mas, este era o desejo implantado nas mentes das gerações de fãs brasileiros especialmente por televisões esportivas e comentaristas esportivos que sempre elevaram o futebol europeu e depreciavam o futebol brasileiro. Inicialmente, defendiam um calendário que possibilitasse a transferência de jogadores brasileiros para a Europa, as chamadas "janelas de transferências".
Após isso, os comentaristas tornaram-se fãs do futebol europeu e passaram de comentaristas esportivos a economistas, focando apenas no nível de investimento dos clubes.
Ainda, fomentando a sujeição do público brasileiro ao futebol europeu e as narrações dos jogos da seleção brasileira que vem acompanhado do nome do atleta e do clube que ele atua na Europa, o que não assistimos quando se trata de jogadores brasileiros atuando por times brasileiros, oxalá, aparece fortuitamente, o nome de um dos clubes midiáticos do sudeste.
Então, a seleção brasileira que temos hoje é a seleção dos sonhos das empresas de marketing e comunicação e só não está mais completa porque o desejo quase infantil da mídia corporativa era ter como treinador o Guardiola, mas enfim, quem estava disponível era o Ancelotti. E aí, temos o Brazil da Copa do mundo de 2026, a copa perfeita, não sei se a sua.
Estaremos como sempre torcendo pelo Brasil!
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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909).

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