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sábado, 10 de janeiro de 2026

ESPERANÇA

 

FOTO: M. BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2026

Por: Mauro Bechman*

E, de repente um Novo Ano. Muitos abraços, beijos e emoções pela passagem de mais um tempo em nossas vidas. Talvez este ano venha a recompensa pelo empenho profissional, quem sabe neste novo ano novas e outras oportunidades de ser um pouco mais feliz do que se é sejam possíveis, ou quem sabe, o ano seja menos triste que o ano que se desfez em segundos no brinde alegre do Réveillon. Em meio a tantas incertezas, a vida continua.

Com um tempo cada vez comprimido pela estúpida grita pela onipresença no cosmos virtual das fantasias humanas e um espaço suprimido sem fronteiras entre solidariedade, ódio, dor, reencontros e distanciamentos, o que resta da humanidade nos humanos respira. 

Na minha cidade, administradores bobos se coagulam com os antipoetas e fazem da urbe um arremedo de felicidade. E os mágicos e profetas do desastre vomitam por todas as ventas, sua ignorância e incompetência ao tentar se ler um livro. O mundo é fúria, os dragões, as bestas e os herodites procuram estabelecer sua ordem, fazendo sofrer as espécies, a natureza e a humanidade. E, ainda não é o caos. 

No paralelepípedo da Rua Marcílio Dias, o andarilho da tribo, distribui cores, sorrisos, agrados em caramelos errantes, corteja as belas caboclas enquanto balança a cabeça levemente saudando os passantes sob o sol equatorial. Caminha entre os enganados pelo sistema internacional com suas tecnologias programadas para fracassar e viciar seus clientes e a morena bela da janela. Tudo em vão, se desejam pará-lo. Recado aos zumbis: Fracassarão miseravelmente! Os bem-te-vis só sabem cantar a Esperança. Então, tenhamos eu e você um propósito para este novo tempo: - Que nunca percamos a Esperança!

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*Professor de Geografia. Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Livre de Manaós (1909).

quarta-feira, 15 de abril de 2020

DOME SEUS DRAGÕES

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

*Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman


Os dragões, eles sempre nos aparecem, do meio do nada.

Alguns deles foram criados para nós, para nos impor limites. Outros dragões, nós mesmos criamos no interior de nossos subconscientes e até os alimentamos diariamente.

Os Dragões nos acompanham a vida toda.

Para muitas pessoas, eles são como carcereiros e não temem as Joanas D`arcs, nem os cavaleiros com suas reluzentes espadas. Para outras, são apenas companheiros da prudência, uma espécie de fera que temos que conviver com lucidez para que eles não nos queimem ou devorem.

Nestes tempos difíceis, dome seus dragões e faça o que tiver que ser feito. Nunca a fé foi tão complemento da ciência. Por isso, devemos compreender com lucidez os enfrentamentos postos a nossa frente.

Para enfrentar os dragões são necessários alguns apetrechos:  a prudência, a ciência e a fé.

A prudência deve ser a tutora dos nossos comportamentos, balizados por nossa capacidade de desenvolver com inteligência a nossa auto disciplina, o nosso auto-cuidado e o nosso amor para com aquelas pessoas que estão ao nosso lado partilhando de nossas alegrias e desventuras, de nossas vitórias e esperanças.

A ciência, um dos Sete Dons do Espírito Santo de Deus deixados aos apóstolos de Jesus, deve ser a nossa poderosa lança para o enfrentamento dos dragões sejam eles reais ou imaginários.

E por último, a . Nossa força e energia motoras de nossas atitudes e esperanças. Se não alimentamos nossa fé, nossa campanha contra nossos dragões estará mais propensa ao insucesso. Então, não percamos a Fé.

Por isso, dome seus dragões! Assim como aparecem do meio do nada, ao nada voltarão. E, esta receita serve para os Dragões de verdade e os imaginários.

Salve a prudência, a ciência e a fé!


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Processos socioculturais. UFAM.