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segunda-feira, 30 de maio de 2016

AGB MANAUS: A ATUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS NA AMAZÔNIA 2010-2013

FOTO-ARTE: LOGOMARCA DA AGB MANAUS. 2012.
AUTOR: GEÓG. JOSÉ ROSELITO CARMELO, 2012.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Manaus, existe desde 1982 e briosamente vem resistindo ao tempo, alternando momentos de cadência e intensidade na sua atuação junto a sociedade. Ao longo destas três décadas, muito foi feito e outras lutas continuarão. Uma desta lutas, talvez a mais importante neste momento é a de revivificar a associação.

Assumi a Diretoria Executiva da AGB por um consenso em que foi montada um Grupo de Trabalho interinstitucional por profissionais que estavam interessados em desenvolver a recuperação da associação.Um trabalho excitante mesmo que voluntarioso, demandou envolvimento de todos de profissionais ligados as instituições de pesquisa e ensino. Nesse tempo, algumas conquistas foram ocorrendo como: 

a) A Reunião dos documentos  da Associação dispersos sob a guarda pessoal de alguns associados e ex-diretores;
b) A Re-aproximação com o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) que nos deu muito apoio;
c) A Comemoração pelos 30 anos da Associação em 2012 com uma seção solene no Auditório do CREA em que foram dadas placas em homenagem àqueles que contribuíram com a Geografia de forma destacada, entre estes: os Deputados Marcelo Ramos (PSB) e José Ricardo (PT);
d) A luta contra a exclusão do ensino de Geografia dos currículos do ensino básico no Amazonas, em que fora feito, uma carta aos vereadores de Manaus;
e) A criação de um blog como forma de comunicação institucional da associação;
f) Foram feitos contatos com a AGB Nacional para reforma do Estatuto, uma vez que o da AGB Manaus, ainda era o da fundação que tive que recuperar junto a um cartório na cidade;
g) A AGB Manaus, participou de alguns eventos públicos na UFAM, CREA, Uninorte e UEA.

Outras lutas ficaram pendentes como o sonho de uma sede própria em que alguns geógrafos chegaram a propor o aluguel de uma sala, mas que a proposta foi esmaecendo até permanecer como sonho. Outras dificuldades, como o desentusiasmo de alguns integrantes que começaram a faltar reuniões, já mostravam o cansaço do grupo de trabalho que a esta altura era composto por quatro integrantes (2014). Busquei então manter a liturgia do cargo, mantendo o blog e convocando por duas vezes inscrições para chapas, chegando até conversar com algumas pessoas, mas sem sucesso.

Encontrei coisas boas entre meus pares, mas também coisas ruins, dentre essas, a vaidade de alguns que sempre são obstáculos a construção de qualquer forma de coletividade e a "ausência dos presentes" aqueles integrantes que sempre estão nas listas, mas que você e ninguém pode nunca contar, pois numa gestão em que as decisões são colegiadas os grandes passos, que precisam do voto de todos, tornam-se sempre uma ilusão.

Importante experiência, e acredito que um passo foi dado e a AGB Manaus com sua pesada História de contribuição para uma Amazônia e um Brasil justo, deve almejar sonhos dignos de sua envergadura.


Saudações Geográficas!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MAURO BECHMAN: 10 ANOS DE MESTRADO

FOTO: Tese de Mestrado. Autor: Geóg. M. Bechman, 2013

Neste dia 30, fizemos DEZ ANOS DE DEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO na Universidade Federal do Amazonas. Exatamente nesta data, alcancei a titulação de Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pelo Instituto de Ciências Humanas e Letras - ICHL. 

A orientação da pesquisa foi do Prof. Dr. José Duarte Alecrim do Departamento de Geociências, tendo a Banca Examinadora composta pelos Doutores Haiton Igreja e Antônio do Santos. A pesquisa tema foi a orla fluvial de Manaus, mais especificamente, nas áreas de risco ambiental das encostas do Educandos, São Raimundo Nonato e Compensa. Nosso objetivo, conhecer o comportamento das Populações em áreas de risco ambiental. Foi de fato, uma empreita com trabalho estenuante de campo subindo e descendo encostas, visitando as famílias residentes e aplicando os formulários e entrevistas, nos sábados, nos domingos...não tivemos folga.

A confecção da dissertação também foi trabalhosa exigindo muitas renúncias. Horas que abdicamos da presença de parentes e amigos e dos momentos de lazer. Na reta final, trabalhamos até amanhecer e o esgotamento físico não desejaria a ninguém. Ainda, produzimos duas versões da dissertação, uma em que usamos as orientações de Furasté e a final e aceita com as orientações contidas no manual do mestrado.

Na defesa, meu computador falhou...quase me desesperei, mas o secretário do departamento de Geografia nos ajudou muito e cedeu um disponível na coordenação e a defesa pode ser feita. Durante o processo, foram formuladas 18 questões que foram respondidas uma a uma e algumas outras ainda que ficaram nas limitações do próprio trabalho. Após a defesa, fiquei do lado de fora da sala, e assim que fui chamado, lidas as considerações, recebi a noticia que já poderíamos nos considerar Mestre. Então recebi um sorriso e um abraço muito...mas, muito significativo dos nossos examinadores...senti naquele momento que havíamos entrado para um seleto grupo de intelectuais...nunca esqueceremos daquele instante. Foi mágico!

Muitas descobertas foram feitas na pesquisa, como as "opções" que os residentes em áreas de risco ambiental quando da sua condição de vida, a forma e orientação assumida pela população da orla do rio que mantém um elo nostálgico com o rio ao mesmo tempo que volta as fachadas de suas casas para a rua. Muito interessante!

Aprendi muito...muito e após 10 anos de Defesa, hoje vejo o quanto isso foi importante para minha carreira profissional e pessoal. Quando cheguei em casa, meus pais abriram um champanha e brindamos a conquista. Nunca me esquecerei deste momento!

Meu muito obrigado ao meu Orientador, Prof. Dr José Duarte Alecrim, ao amigo geólogo Elias Vicente Júnior que me deu um grande apoio e pelo seu companheirismo. Pela ajuda certa do meu irmão Aricelso Bechman e pelos meus pais, razão verdadeira desta dissertação que hoje completa 10 anos.