sábado, 1 de julho de 2017

RÚSSIA 2017 COPA DAS CONFEDERAÇÕES

FOTO-MOSAICO: COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2017.
AUTOR: CUCUNACA, 2017.
Amanhã, ás 14h horário de Manaus, ocorrerá a finalíssima da Copa do Mundo das Confederações (Copa das Confederações) entre Alemanha e Chile. Criada pela FIFA como evento teste um ano antes da realização da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, a Copa das Confederações é importante meio de as seleções preparem seus elencos para a Copa do Mundo de Futebol. Quanto à Geografia, três situações nos levam a refletir sobre a Geografia e o lugar do Brasil no Mundo Contemporâneo.

A primeira situação reside no fato de como estes eventos esportivos globais vem acontecendo em países que se destacaram nos últimos 20 anos em que alçaram a pleitear uma posição da Geografia Política do Mundo contemporâneo. Eventos como as Olimpíadas e as Copas do Mundo de Futebol tem visitado alguns destes países que nem sempre vigoram entre as nações hegemônicas. 

Num caso especial, temos os Jogos Olímpicos realizados em 2008 na China, em 2016 no Brasil e nas Copas do Mundo de Futebol realizados em países como a África do Sul em 2010 e o Brasil em 2014. Soma-se a isto, as Olimpíadas de inverno em Sochi na Rússia e agora a programada Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2018 na Rússia. Mas o que estas nações tem em comum? Além do quase nada, tem-se um elemento fundamental para se compreender a Geopolítica do Esportes, estas nações integram o BRICS, um grupo de países emergentes econômicamente composto por Brasil, Rússia, Índia,China e África do Sul. Ou seja, economias que fora os desajustes sociais (especialmente nos países como Índia, África do Sul e Brasil) tem enorme capacidade produtiva e riqueza circulante.

Na segunda situação , em 2017 a Copa das Confederações na Rússia tem um sabor especial, o que vemos na Rússia é muito diferente do que se viu no Brasil há quatro anos atrás com sua classe média reacionária ultrajando ferozmente a Presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores. Classe média esta, macomunada com a Media empresarial hegemônica que inclusive defendiam abertamente a não realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Em 2017 na Rússia, pelo contrário do Brasil, após a vitória na Guerra da Síria, o presidente russo Vladimir Putin foi respeitosamente aplaudido na abertura do evento. Realmente distantes os dois povos, o Brasil com sua herança de periferia capitalista e a Rússia com sua História secular e imperial.

A terceira situação, nos leva ao campo de jogo. México e Chile levam milhares de torcedores aos estádios da Rússia. Os mexicanos são apaixonados por futebol e sim, eles acompanham a seleção do seu país mundo a fora. Noutra ponta, está a melhor seleção chilena de todos os tempos. O Chile entrará em campo contra a sempre poderosa Alemanha, com o histórico recente de superar Brasil, Argentina e Uruguai na hegemonia do futebol sul americano. Não é a toa que está cheia de chilenos nesta Copa das Confederações, tamanha é a esperança de vencer e conquistar seu grande espaço no cenário futebolístico mundial. A despeito da arrogância argentina e da boçalidade brasileira, o futebol colegial do Chile sabe de sua responsabilidade e tem o apoio de uma parte expressiva da torcida russa. O campeão das duas últimas edições da Copa América tem o enorme desafio de vencer a atual tetra campeã Mundial, a Alemanha.

Pelo sim, pelo não muda a Geopolítica das nações, muda a Geopolítica do Futebol.

Sem ranço nenhum...vamos! Chile! Chilêlê! Chile! Chilêlê!

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