sábado, 12 de agosto de 2017

CULTURA POPULAR RESISTE

FOTO: QUADRILHA JUNINA ANJOS DO FAROESTE.
MANAUS. AM. AUTOR: CUCUNACA, 2017.

Hoje, dia 12 desde as 20h no Centro Histórico de Manaus, mais precisamente na Rua Silva Ramos na famosa quadra do colégio Ribeiro da Cunha, ocorre um arraial da comunidade circundante. Os pequenos comerciantes dos arredores e mais a grande comunidade que reside nas imediações tornaram possível o arraial. Muitas famílias, com jovens e crianças na sua maioria de origem mais humilde usufruíam do espaço público. 

Tudo é especial nesse lugar, a quadra abrigou a tradicional Escola de samba Gres Sem Compromisso e o próprio nome do Colégio que homenageia o Tenente Ribeiro da Cunha que levantou-se em armas na década de 1930 no movimento tenentista que levou Getúlio Vargas ao poder no Brasil.

Nesta noite, algumas apresentações de grupos folclóricos, danças e quadrilhas além de barracas de guloseimas juninas. As famílias presentes, me deram muita alegria com suas crianças e jovens. Por alguns minutos voltei a crer que podemos ser felizes como nação. Isso me fez recordar que os pobres em sua vida tão sacrificada adaptaram e inventaram as festas juninas popularizando-as e tornando-as partes inseparáveis da identidade do país e das regiões.

Vendo a apresentação da quadrilha Anjos do Faroeste do Bairro de São Jorge lembrei do amor por estes folguedos, famílias acompanhando seus filhos brincantes.Mães e alguns pais acompanhando a apresentação dos filhos e alguns ainda com filhos pequenos e pequenas. Realmente, me enche de esperança de que a cultura popular resistirá a toda essa força desmobilizadora deste tempo de anti-coletivismo.

Nessa noite, meu capital de lembranças boas, voltou a reluzir. Que bom.

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