| FOTO: M. BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021. |
Por: MAURO BECHMAN*
Salvo o engano, lá pelo ano de 1985 refletindo sobre aquela velha competição entre os meninos da sala de aula para quem desejasse ser o melhor aluno da classe, ou o "Pai da Matéria", decidi ficar com a média oito.
Escolhi esse objetivo, o que á época equivaleria conceito BOM. As razões da minha opção foram bem interessantes.
Uma delas é que não desejava me distanciar dos demais colegas que obtinham notas menores que oito e também não aparecer um estudante negligente.
A nota nove seria a excelência já que nunca tive nenhuma espécie de fetiche pela nota dez. A nota máxima, só servia mesmo para uma espécie de "guerrinha de vaidade" com as meninas da sala que tiravam nota dez.
De outro modo, a nota oito permitia que eu dialogasse com quem estava abaixo de oito e acima dele, sem o risco de ser tachado de "burrinho" ou de "sabichão".
As notas foram variando ao longo da carreira estudantil, mas nunca perdi o meu horizonte.
Hoje, você tem muito mais que a intuição para escolher qual seria seu teto de notas escolares ou acadêmicas. Se houver essa condição, então escolha. O pior certamente é não escolher.
Saudações!
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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.
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