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| FOTO: AUTOFOTO. AUTOR: CUCUNACA, 2026 |
Por: Mauro Bechman*
Quando a chuva cai
Meu corpo se acalma
A respiração fica sem muita ação
E eu vejo o tempo que se esvai
Não há mais pressa
Quando a chuva cai
Alguns buscam abrigo
Eu busco sentido
O desespero é silencioso
Pela minha arrogância de me acreditar senhor de mim
Meu olhar solitário e despretensioso
Se esvai também quando a chuva cai
Minha cabeça serena
Descobre o sentido do estar sem sentido
Não há muito o que fazer
Talvez se abrigar ou apenas apreciar
Quando a chuva cai
E com ela, minha solitude também vai

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