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| FOTO: M. BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA 2026 |
Por: Mauro Bechman*
Às vezes pecamos por teimosamente insistir em ver as coisas e as pessoas da forma mais inocente e doce possível, ou seja, sem maldade ou intenção de dolo sendo que em algumas situações até disfarçamos a nós mesmos os pecados alheios os legando ao acaso. Uma forma de nos depurar nesse mundo tão belo quanto espinhoso.
Esses comportamentos de ver o mundo e as pessoas desprovidas de bons propósitos, são em verdade muito reveladores, pois nos desnudam diante da realidade da vida. É na sua rejeição ao enxergar o mundo tal qual se apresenta que você viu o quanto foi inocente ou simplesmente "bobo ou boba" diante das circunstâncias da vida.
Muitas vezes insistimos em acreditar que determinadas pessoas que se apresentam como gentis ou boas, o de fato são. E por nossa crença, acreditamos que elas sejam minimamente capazes de nos permitir a empatia. É aí que reside o nosso engano.
Ninguém absolutamente ninguém tem a obrigação de se colocar no seu lugar. De sentir ou partilhar suas inseguranças ou dores.
Saiba, elas são apenas suas e se em algum momento você pensou que alguém viria e o salvaria ou ainda tivesse empatia com sua situação, saiba que isso, foi apenas uma fantasia sua. Essa pessoa não virá, foi você mesmo quem a inventou. Então libere-se.
Produto do seu mais profundo Eu, em boa parte de nossas vidas, a pretensa empatia vai se configurando em mais uma de nossas próprias ilusões. E, a este choque com os fatos nos faz compreender em que mundo estamos e claro, daí também nasce a nossa maturidade amiga e companheira da sabedoria. Portanto, cuide-se e acredite na sua empatia, pois certamente se você bem se conhece, saberá reconhecer no outro um pouco de si mesmo.
E eu, tenho que cuidar desse meu Jeito sem jeito, de acreditar nas minhas ilusões.
Saudações amazônicas!
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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909).

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