sábado, 7 de janeiro de 2017

SEGUNDA DICA: REFLITA SOBRE A INFORMAÇÃO QUE RECEBE

FOTO: APARELHOS CELULARES ANTIGOS.
AUTOR: CUCUNACA, 2016.

No mundo contemporâneo, estamos expostos a mais informação que os nossos antepassados. A ponto de em apenas um dia recebermos informações que eles só teriam acesso ao longo de 40 anos de vida. Assim, no avanço nas telecomunicações e da esfera do mundo virtual, encurtando espaços e comprimindo o tempo, torna-se muito fácil recebermos informações que não nos agregam valor, seja ele, financeiro ou intelectual. Uma atmosfera de informações que nos chegam diariamente e muitas das vezes, nos conduzem a dispersão ou perda de foco. 

Embora, haja sempre nessas informações, uma intencionalidade de negar a realidade e impor interpretações do real e do mundo. Por isso, devemos em 2017 triar, ou melhor, selecionar nossos canais de informação. Buscar a formação, à luz de nossas perguntas para a notícia como num princípio aristotélico das questões. Por quê? O que isso me diz? Por quê tenho que agir da forma que me pedem? Quem e de que lugar vem essa informação? Ela poderia ser falsa? Hoje, há uma verdadeira economia da informação, sites, redes sociais, blogs, flogs, canais e outros meios que disputam a hegemonia sobre a visão do mundo e a partir dela propagar seus valores, muitas vezes, privados.

Acho prudente, selecionar seus canais de informação para que sejam formativos. Comecem pela sua barra de favoritos, que encurta tempo na sua navegação, ajuda na autodisciplina e prestigia o jornalista que tem comprometimento e honestidade.

São muitos os casos em que a pseudo informação gerou desinformação. Por exemplo, no último dia 06 de janeiro em Manaus, houve grande confusão no Centro Histórico e Comercial da cidade. Veiculou-se em redes sociais, que estava ocorrendo, um "arrastão" - bandidos assaltando as lojas e pessoas - e nas mensagens, recomendava-se que avisassem amigos e parentes para não irem ao Centro por conta do tal "arrastão". A desordem foi de tal dimensão, que houve correria e as lojas, fecharam imediatamente inclusive com clientes dentro. Ora, no dia primeiro, a cidade e o mundo escandalizaram-se com a brutal rebelião nas penitenciárias de Manaus e na manhã do dia 06 na penitenciária de Boa Vista em Roraima. Então já havia uma psicosfera nas pessoas propensas a receber informações desse gênero para lembrar o geógrafo Milton Santos. Os prejuízos para o comércio ainda não puderam ser calculados com a ausência de clientes nas lojas. O ambiente melhorou apenas quando a força policial comunicou que tratava-se apenas de um grande "Boato" que gerou correria entre as pessoas, versão esta também dada pela imprensa hegemônica. 

Para todos percebermos que há uma necessidade real de refletir sobre as informações que recebemos e claro, viver uma vida mais saudável nas cidades. Comece de forma simples, como falamos, pela sua barra de favoritos, depois para as notícias, faça as perguntas e assim melhore sua qualidade de vida, fazendo uma crítica sobre as notícias que consome. Isso é ser um cidadão, uma cidadã comprometidos com o bem estar da coletividade e o seu próprio.

Saudações Socioambientais!

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