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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

SEMINÁRIOS AVANÇADOS EM GEOGRAFIA


SEMINÁRIOS AVANÇADOS EM GEOGRAFIA

Com o Professor Dr.

JOSE WILLIAM VESENTINI

(DEGEO -USP)

Autor de livros didáticos e universitários de Geografia e dezenas de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais.

Foto: Geóg. Dr. José Willian Vesentini. Autor: Divulgação, 2012.


Específico:

1) Apresentar as discussões atuais sobre o ensino de Geografia frente às mudanças no mundo contemporâneo.

2) Apresentar as discussões sobre Epistemologia da Geografia como suporte para o desenvolvimento da pesquisa em Geografia.

PROGRAMAÇÃO

Primeiro dia: 08/10

Manha > O Ensino de Geografia no Século XXI 08h:00

Noite > O Ensino de Geografia no Século XXI 18h:00

Segundo dia: 09/10

Tarde > Epistemologia de Geografia:

Da Geografia Crítica para onde? 15h:00

LOCAL: Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL - Campus Universitário da UFAM.



 
Entrada Franca



 
REALIZAÇÃO:
Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Departamento de Geografia UFAM
Pró-reitoria de Extensão e Inovação - PROEXTI

domingo, 23 de maio de 2010

O GEÓGRAFO E A GEOGRAFIA

FOTO: GEÓGRAFO. AUTOR: CUCUNACA, 2012.
Neste artigo, discutirei as condições e os condicionantes na formação do profissional geógrafo, bem como, as mudanças de contexto que possibilitaram ao geógrafo alçar novos vôos e ampliar seus horizontes profissionais.

O TRABALHO DO GEÓGRAFO

Estamos entrando na Semana em Homenagem ao Geógrafo, pois dia 29 de maio é o Dia do Geógrafo, este profissional que chega ao Brasil antes mesmo de sua consolidação enquanto estado nacional.
Desde a chegada dos portugueses, os geógrafos já tinham um papel importante na delimitação e na forma de pensar a apropriação das colônias lusitanas. Da Geografia portuguesa herdamos as técnicas clássicas de cartografia e a forma de pensar e consolidar conquistas territoriais.

A medida que o país ia sendo conquistado e seu espaço consolidado, o trabalho do geógrafo continuou restrito a um "fazer estratégico" legado á consultoria da coroa real portuguesa e ademais, junto ás instituições governamentais de planejamento e pesquisa, revelando uma postura ética ligada aos detentores do poder, neste caso, o Estado.

A partir de 1978, sob o égide da abertura política brasileira - o que se consolidaria em 1979 com a Lei da Anistia, a Corporação dos Geógrafos passa a ter uma postura de enfrentamento com o status quo no país, marcando assim, um rompimento do fazer geográfico a serviço apenas do Estado. Neste sentido, o papel da AGB - Associação dos Geógrafos Brasileiros, fora de suma importância para a organização da categoria profissional no país, multiplicando-se em entidades por todas as regiões do país. E, neste contexto, não poderíamos deixar de destacar o papel da AGB seção Manaus, criada em 1982, na defesa intransigente das questões relacionadas ao espaço urbano e ao meio ambiente da Amazônia.

Os geógrafos atravessaram crises de identidade, ligadas á própria epistemologia da ciência, que por vezes num descrédito e perda de foco do fazer do Geógrafo. As entidades em que os préstimos do Geógrafo eram necessários se restringiam às escolas públicas e privadas e ou com alguma ressalva a entidades públicas ligadas ao planejamento, o que não inspirava jovens à escolha desta atividade como profissão, uma vez que, no capitalismo, o critério de valoração profissional passa pela condição de "status social" que uma determinada profissão representa para a sociedade, além da possibilidade de ganho financeiro.

A formação holística e multidisciplinar do Geógrafo, dificultou sua absorção como força de trabalho para o mercado. Realidade esta, que sofreu uma alteração significativa com os novos contextos do inicio do século XXI, com a valoração do profissional multidisciplinar em todos os campos. Estas perspectiva se deu principalmente ao avanço das geotecnologias e das preocupações relacionadas com o meio ambiente e as ações humanas.

Atualmente, podemos pensar que o Geógrafo passa a representar um ATOR importante na trama da vida socioambiental e aquela formação eclética e multiface, que outrora significava uma dificuldade para absorção deste profissional para o mercado, hoje representa um diferencial importante para perfil do profissional desejado nas instituições em que o trabalho do geógrafo se faz necessário. Deste modo, os Geógrafos estão cada vez mais presentes - além de suas áreas clássicas - na área de saúde ambiental e coletiva, geotecnologias, educação ambiental e planejamento da cultura.

Neste sentido, para se credenciar a esta profissão, deve-se construir a competência no envolvimento com a ciência e a militância permanente pelo projeto de ser um GEÓGRAFO, independente de sua área de atuação, seja no ensino, na iniciativa privada ou nas instituições públicas. O mercado aí está, selecionando os melhores profissionais, os que tem compromisso e os que amam o que fazem.