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sábado, 17 de agosto de 2019

QUADRADO IMPERFEITO, PRÉ-PROSA

FLOR SELVAGEM.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.


Por. TYMMONS CREEPS*

Em dez anos, acumulou-se um museu de coisas e traças.
São trapaças do tempo.
Meu humor mudou e agora as ratazanas se enojam de mim
Mas, no meu espelho ainda me vejo como o candidato a yupie de Nova York.

Não há mais tempo para se iludir...
Só se pode ser capitalista sendo socialista e toda ideia de publico tatua pássaros nas paredes da privada dos piratas de boca limpa.

Salto para o passado hoje comandado por andróides e psicoplégicos.
Eu caminho em minha cruzada de fé no amor, resquícios do arqueozóico.
Vejo amigos com bens e tristemente escondem que não estão bem.

Aí vem a estúpida sensação de nota zero.
Tudo é implacável.

O meu humor também.


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*Membro da Confraria dos Poetas Livres. Fundada em 1992.

sábado, 12 de janeiro de 2019

2012 DE VOLTA...pré-poesia

FOTO: CUCUNACA, 2018.

Ele dormiu pra você em 2012. Ele acordou em 2018. Foi à rua e viu o cotidiano...vestiu sua roupa branca, botou seu chapéu italiano e saiu vendo por suas lentes o mundo. E assim escreveu em seu diário de volta.

REINA o silêncio
a cultura é o comerciável.
A TERRA É PLANA.
os diferentes sã
o desiguais, uns de barba e outros sem.
UM LIVRO doutrina a vida.
Não há produtos, apenas imagens.
UM governo entretém os que leram livros
ELE massacra os que leram e os próprios livros
Todos se vigiam e são vigiados por todos
O SUBMUNDO do coração emerge.
o ar da cidade está com cheiro de mal.
pessoas são monstros, disfarçadas de donas de casa e aeromoças.
Donzelas vestem cor-de-rosa, cavalheiros azuis e está banida a cor escarlate.
os de roupas brancas, com sujeiras e machas, atendem os miseráveis e perdidos.
a rua é quente e o coração dele está frio
viu as velhas prostitutas formosas ainda e ainda em busca de um verdadeiro amor.
as árvores ouvem e falam, não há flores e somente folhas se disfarçam entre espinhos.
na avenida marginal, tudo é escuro e tem odores desagradáveis.
NA FALA tudo é mentira.
A liberdade somente a da mente para os que nunca tomaram vacinas.
e o observador de passarinhos se esconde na casa dos leões leais.
a CIDADE é do mundo, menos sua.
o frio com chuva fina é trocado pelo abraço dos Emaús, da partilha de um pedaço de fruta-pão e um gole de café.
é ano novo! feliz 2018!

sábado, 26 de dezembro de 2015

O HOMEM DE BRANCO, PRÉ-POESIA.

FOTO: RUA BERNARDO RAMOS, CENTRO HISTÓRICO DE MANAUS. AM. AUTOR: CUCUNACA, 2015.

O Homem de branco caminha na cidade das pedras incandescentes.
O Homem de branco caminha em meio as cores de muitos matizes bronzeados pelo Sol.
O Homem de branco desalinha em meio aqueles que eram seus, pois nasceu e se criou entre eles.
Na multidão de milhares de cores, o Homem de branco, ainda acredita que seja um deles.

O Homem de branco não pára de pensar.
O Homem de branco ainda sonha.
O Homem de branco anda elegantemente, porém de forma simples e sem boçalidade.
O Homem de branco não se cansa de vagar.

O Homem de branco sempre só.
O Homem de branco contempla o céu azul, branco e laranja.
O Homem de branco tenta o diálogo com uma urbanóide.
O Homem de branco não consegue se comunicar e triste vira pó.

O Homem de branco, volta ao seu lugar.
O Homem de branco fica mudo.
O Homem de branco, abre sua timeline.
O Homem de branco já não é mais de Manaus.

Autor: Bijoca do Lago do Miracãera.