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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

CASA DE FARINHA FLUTUANTE E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA

FOTO: LIVE.RAFAEL ERAZO.
AUTOR:CUCUNACA, 2022.

Por: Mauro Bechman*

Nesta quinta-feira feira 29/09 às 19h30 a Live foi sobre o livreto sobre a Na Cheia e na Seca a sustentabilidade da Casa de Farinha flutuante na Amazônia Ocidental, do jovem doutor Rafael Erazo publicado pela Worges. 

A obra foi fruto de 7 anos de pesquisa pelo lago do Janauaca, município do estado do Amazonas.

FOTO: LIVRO. AUTOR: R. ERAZO. 2022.

Em três momentos, na Live, a preocupação não apenas com o processo produtivo ou apenas questões técnicas de logística, mas sobretudo uma preocupação com que há de humano nessa atividade. 

Assim, a geografia do Janauaca, reflete o microcosmo social que Amazônia possui no seu quadro humano. As contradições e complementaridades sempre presentes na territorialidade de afirmação das identidades.

A produção, o trabalho e a sociabilidade dependentes da relação do home com seu espaço, no tempo da cheia, da seca, da vazante em que os rios comandam a a vida. 

A herança da memória coletiva a partir do etno conhecimento e sobretudo a ligação entre o microcosmo do Janauaca e o mercado capitalista.

A publicação está disponível como cortesia do jovem doutor em Ciências Ambientais para quem deseja mergulhar na Casa de Farinha flutuante. NA_CHEIA_E_NA_SECA_A_SUSTENTABILIDADE_DA_CASA_DE_FARINHA_FLUTUANTE_NA_AMAZONIA_OCIDENTAL_BRAS

Gratidão por este momento de crescimento intelectual e científico e por sua espirituosa participação nesta Live feira pelo rede social privada Instagram.


Saudações Geográficas e Amazônicas 🌿


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O PEQUENO PRÍNCIPE, NOTAS

FOTO: LIVRO O PEQUENO PRÍNCIPE.
 AUTOR DA FOTO: CUCUNACA, 2019.

Um dos maiores clássicos da literatura mundial, o Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry, é sem dúvida um texto colossal, seja pelo estilo universal seja elevado grau de humanismo presente na história, o que o torna atemporal.

Em situações limites, a humanidade se sobressai numa busca cega do próprio homem, mergulhado no seu próprio ego. Exupéry, apresenta cada homem em seu mundo, monotonamente sem sentido diante de uma existência finita e da enorme necessidade de se preencher o tempo da vida. E, nesta monotonia cada homem é cada mundo, solitário e por si só inexplicável, visto que, as justificativas para o viver são por si só frágeis demais para satisfazer a dimensão da vida. 

 Nas viagens do Pequeno Príncipe, ele conhece um rei em seu planeta de soberba, em si mesmo, imperador e tirano diante do que se candidata a ser seu súdito, mesmo que a autoridade nem mesmo seja levada à sério, mas um rei. Que rei? Talvez este seu exercício de subversão maior, contesta a autoridade de quem não é autoridade. A vaidade e o senso de manipulação da flor sobre o amor de seu dedicado protetor, uma desilusão necessária para que a lucidez brote sobre as ações e sobre as pessoas em suas limitações humanas.

O administrador que só se debruça sobre os números cuja doentia quantificação das coisas o leva a crença de que o seu fazer é mais significante que o dos outros.A exatidão buscada como certeza nos números justificando a seriedade e a posse como ícones de poder e sucesso, uma mera fantasia. O geógrafo que não viaja, prisioneiro de sua vaidade e de sua pena sobre a escrivaninha. Um mundo também sem sentido.

 A raposa carente, sempre incompreendida, mas que consegue ensinar o verdadeiro significado de cativar, afinal é mais fácil amar o que nos é oportuno e cômodo. E a serpente, o mistério e a sedução do convite à viagem por trilhas ainda não plenamente conhecidas. Sobre ser humano, em meio a atividades, que não cheguem nem perto de um ser como o humano, é em verdade a busca no deserto do Saara nesta saga o pequeno príncipe nos ensina que somos únicos e que aí reside a nossa verdadeira beleza.

Li, aos 47 anos de idade, acredito que esta era a idade certa para ler o pequeno príncipe. Agora sim, consertei meu avião e agora vou decolar deste deserto.

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SAINT-EXÚPERY, Antoine de, 1900-1944. O pequeno príncipe. Trad: Dom Marcos Barbosa. Rio de Janeiro:Agir, 2006. 96 págs.