![]() |
| FOTO: MENINO JESUS. PARÓQUIA DOM BOSCO MANAUS. AUTOR; CUCUNACA,2015. |
Então é Natal! Desde criança nascido e criado numa família católica, aprendi juntamente com meus entes que a Celebração do Natal é um importante momento para a reflexão sobre o milagre da vida, mas sobretudo, momento para os festejos pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, reunir a família, trocar presentes, as novenas de natal, receber vizinhos e parentes distantes,preparar a ceia, ir a missa do galo...rituais importantes para a formação de um cristão e da transferência de uma tradição cultural religiosa e cristã.
Nestes dias, vendo pela televisão da mídia empresarial privada, reportagens sobre as ceias de natal, sobre o que preparar para a ceia, como ser prático na ceia, etc...fiquei a refletir sobre estes aspectos. Uma das coisas que me chamou bastante a atenção fora o fato das reportagens mostrarem o Natal como Evento,igualando-o a quaisquer outros não-cristãos. Um apelo clássico a negação da espiritualidade, da ritualização e da cultura,especialmente a brasileira.
Todos as reportagens vindas das tevês empresariais privadas de São Paulo,em nome da praticidade, afinal não se tem mais tempo,visto que tempo é dinheiro, trouxeram em si, uma negação do Natal. Primeiro, pela ausência de símbolos natalinos,onde o processo pedagógico ocorre, sendo a tradição passada de geração a geração nas famílias. Especialmente na preparação da Ceia de Natal, onde as pessoas se encontram para a ritualização na produção dos doces, dos bolos, das comidas na cozinha,onde a vida ganha sentido e prazer.
Na cozinha, onde o espaço permite o recebimento e a participação das pessoas mais próximas no preparo da ceia, onde se conversa, onde se relembra e onde se sorri em família, traduzindo um pouco do verdadeiro espírito natalino. Ora, numa destas reportagens das televisões comerciais, vêem-se apelos tipo: "Encomendem sua Ceia Natalina" ou em outras palavras "Natal Delivery",coisificando o natal, desritualizando a produção dos alimentos e toda a atmosfera presente nesta ceia especial. Poderíamos encontrar razões para os que moram em apartamentos, solitários, famílias pequenas, mas certamente não seriam razões cristãs. Não se está falando em comer em excesso, mas em dar significado a data, um sentido verdadeiramente cristão, amizade, encontro, misericórdia, família, humildade, reflexão e alegria.
Difícil mesmo para um amazonense, acostumado a uma mesa farta,gente falando, crianças em festa,aceitar um anti-natal, sem o significado deste grande momento para a humanidade, em que o Cristo Jesus nasceu para nós, com uma mensagem de paz, de humildade e realeza. No natal, a pobreza de Jesus, um Rei Menino, numa manjedoura, a mensagem universal do Amor ao Próximo e o resplandecer da Luz da Esperança.

Nenhum comentário:
Postar um comentário