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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

QUANDO O MELHOR É TER RAZÃO

 

FOTO: TEATRO AMAZONAS. 29M.
AUTOR: CUCUNACA, 2021

Por: Mauro Bechman*

Em muitas derrotas, aliás somos campeões em derrotas, sempre fica um sabor da vitória incompleta. Foram muitas eleições que se passaram.

Na verdade poucas vitórias. Aquelas inesquecíveis, como a de Mestrinho sobre Josué Filho em 1982 e ainda nem sabíamos o que estava em jogo áquela altura. Talvez uma outra, a vitória de Arthur Neto sobre Gilberto Mestrinho em 1989 ou a de Lula sobre José Serra (2002) enfim os dedos das mãos sobram quando falamos em vitórias em pleitos eleitorais.

Nas derrotas, o sentido de que faltou comunicação entre as idéias e as pessoas. Os desacertos e a imaturidade e mesmo assim, nunca nos faltou paixão e razão. Em 2012, o começo do apocalipse para Zootopia e chegamos assim a primeira década do século XXI.

Perdemos com Haddad, um professor num processo corrompido e legitimado devidamente pelo estabilishment, afinal era preciso retomar o domínio do quintal e o nosso lugar como nação na penumbra descrita por Roosevelt. 

Estávamos com a razão e com a emoção, esta última prisioneira da ilusão de democracia por quem não era democrático. Com a derrota, a pauta de futuro do Brasil foi para o fim da fila. Perdemos também com José Ricardo, um humanista e os amazonenses sofreram brutalmente com o choque da Pandemia.

Perdemos colegas de trabalho, amigos próximos e distantes, a ausência encoberta pela chuva de mantras e mentiras que impediram a tomada de consciência e lucidez. Mais uma vez, a derrota foi apenas a constatação de uma anomalia quase congênita implantada no córtex coletivo. 

Hoje, vemos que foi melhor manter a razão, estar embebecido de lucidez não nos desumanizando acreditando que está tudo bem, que o galo não vai cantar e que o amanhã nunca nascerá. Estais atentos! pois

Quem dorme com a razão nunca dorme


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

domingo, 28 de agosto de 2022

EETI MARIA DO CÉU VAZ D'OLIVEIRA PROMOVE DIA DE CONSCIÊNCIA SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER E SOBRE A SÍNDROME DE BERARDINELLI


FOTO: PROF. LUCILENE
 AUTOR: CUCUNACA, 2022.

Por: Mauro Bechman*

Nesta sexta-feira 19/08 às 10h a Escola Estadual de Tempo Integral Maria do Céu Vaz de Oliveira integrante da Coordenadoria 06 da Secretaria estadual de Educação do Amazonas - Seduc promoveu um momento especial dedicado às Semanas de Consciência sobre os Tipos de Violência doméstica e familiar contra Mulher e também sobre a Consciência a respeito da Síndrome de Berardinelli junto a comunidade escolar.

FOTO: APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DO EETI MARIA DO CÉU VAZ D'OLIVEIRA.

O evento ocorreu na quadra poliesportiva da Escola na programação a apresentação de alunos e professores que expuseram dados e informações sobre os temas sugeridos.

FOTO: PROF. NICE. APRESENTAÇÃO.

A abertura teve início com a Palavra da gestora em execício, Prof. Lucilene saudando a toda a comunidade escolar. Os trabalhos foram conduzidos pela mestra Nilce Vilas Boas e professor Antônio, além dos demais membros do corpo docente e discente.

FOTO: CORPO DOCENTE EETI MARIA DO CÉU VAZ D'OLIVEIRA.

A nutricionista Maria José abordou o tema sobre a Síndrome de Barardinelli e em seguida, o professor Mauro Bechman palestrou de forma didática as situações em que a mulher é exposta a violência nos diversos ambientes em que partilham a convivência social. 

FOTO: NUTRICIONISTA MARIA JOSÉ.
 AUTOR: PROF.. NILCE, 2023.

A apresentação da professoras Bruna Melo e da aluna Jéssica como música e poesia deram um brilho especial ao evento que contou também com a juventude das alunas Ane e Mikaela na apresentação musical.

FOTO: APRESENTAÇÃO MUSICAL.

O dia foi encerrado com a palavra do professor Hércules Santos. Um momento especial em que toda a Comunidade Escolar pode apreender e construir conhecimento de forma alegre e interativa.

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Nota: Nossa gratidão a Equipe do Corpo docente pelo convite para a palestra sobre a Violência doméstica e cotidiana contra a mulher.

Vejam as imagens


















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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

50 MAIS 4: "A FALSA POSSE"

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Muitas vezes, em nosso caminho profissional, trabalhamos em empresas e organizações que sempre nos falam em ter que "vestir a camisa". Se desse mantra você não partilhar, bem... aí é outra estória.

Trabalhei em duas empresas que viviam chamando a atenção para estes mantras. E, assim como o marketing é muito forte, tanto quanto a pressão do setor de Recursos humanos (RH) fomos vendo os efeitos de tudo isso sobre nós e sobre os nossos clientes.

Certa vez, fomos realizar um evento científico em que eu representaria a empresa. Bem, as outras empresas passaram a cobrar de mim, o que me caberia financiar como se eu fosse o proprietário da empresa onde trabalhava.

Falei que a empresa era privada e que a generosidade ou benemerência dependeria dos seus proprietários e a mim, apenas representá-la no evento.

Tive que afirmar categoricamente que "Esta é uma empresa privada e que seu objetivo é o lucro". Não sei se os interlocutores entenderam, mas foi o mais claro que pude ser.

Noutra empresa, também privada, as pessoas que me interpelavam sempre insinuavam como se eu fosse um dos "donos" da empresa. Era, um tal de "Você está bem, como está a empresa, só vemos ela nos jornais comprando metade da cidade". 

Eu, ficava meio sem jeito, pois também nunca fui de dar atenção aos lucros ou prejuízos dos meus empregadores, pois creio que seus negócios a eles pertencem, afinal são seus projetos e não os meus.

Muitas vezes, trabalhamos e nos identificamos com as empresas, mais pela força do marketing e do ambiente de trabalho que pelo verdadeiro sentido de ser parte do projeto e dele inseparável.

Ter clareza disso, de qual é ou não seu projeto é fundamental para você caminhar lucidamente em busca de seus sonhos. 

Assim, quando me perguntavam: como está na empresa? Seu fulano ou fulana (proprietários)? Eu respondia: A empresa está lá e os seus donos, devem também estar, pois afinal, são seus projetos e não os meus.

Algumas pessoas se acreditam tão identificadas com as empresas que chegam a a brigar por elas e seus proprietários. Mesmo com a dura certeza de que nem sempre somos parte dos projetos dos proprietários.

Talvez daí, venha a frustração quando este funcionário fiel é demitido. Seu mundo desmorona se enchendo de lamentações e mágoas pelo seu não reconhecimento.



Não se iluda com esta falsa posse.  Construa os seus projetos.


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM

sábado, 13 de novembro de 2021

50 MAIS 1: "NO AMOR, SOFRE MAIS QUEM..."

 

FOTO: PROF.ME.BECHMAN.
AUTOR: CUCUCANA, 2021.

Por: Mauro Bechman*


A  vida não é somente composta por flores ou vitórias. Há mutos momentos de dificuldade até sofrimento.

Certa vez, sofri muito com um rompimento amoroso. São coisas que não estão sob nosso controle e talvez por isso, esta idéia de que um casal de enamorados tem igual quantidade de sentimentos um para com outro parece mais com um ponto fora da curva que a linearidade infinita de uma reta.

Não conseguia afastar a tristeza pelo rompimento e a decepção parecia não ter fim. Como uma rocha, cumpria minha rotina cotidianamente: casa, trabalho, trabalho casa...por dentro, eu em frangalhos me arrastava pelo deserto do coração.

Numa destas rotinas, pedi um táxi para ir ao trabalho de uma companhia próxima a minha casa na zona leste de Manaus. E um taxista, magro, moreno usando óculos me atendeu me conduzindo ao trabalho. E, ao longo do trajeto, falei a ele sobre relacionamentos que parecem sólidos, cúmplices e duradouros, mas, que diante de crises mais fortes, desaparecem no ar.

O senhor taxista, após ouvir minhas narrativas, claro, falei apenas que eram pessoas conhecidas minhas de colégio para manter meu anonimato, enquanto dirigia, fazendo uma curva disse-me: "É, no amor, sofre mais quem ama mais, sofre menos quem ama menos". A frase ficou reverberando no meu pensamento e com o tempo, passei  reconhecer que a  métrica do amor nem sempre é perfeita, ou seja, as pessoas amam de forma e intensidade diferentes.

Chegamos ao destino, paguei a corrida, agradeci pela condução e fui consciente que é preciso seguir em frente.


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

domingo, 15 de agosto de 2021

DIA DE VACINAÇÃO E A NECESSIDADE DE IR EM FRENTE


FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN, 2021. AUTORA: DESCONHECIDA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Nesta segunda-feira (09/08) por volta das 09h30, conseguimos chegar à segunda dose da vacina para a imunização em duas etapas contra a Pandemia causada pelo Sars Cov-2. Exatamente após 569.000 mortes de brasileiros, a vacinação chegou aos educadores da rede pública do Amazonas.

O Estado do Amazonas até agora (15/08) contribuiu com 13.625 mil óbitos para esta tragédia mundial e brasileira, sendo que mais de 300 profissionais da educação perderam a vida, dentre professores, técnicos, seguranças, cozinheiras e outros. Uma estatística cuja precisão também nos foi negada.

De 2019, lembro do horror que eram as imagens, algumas falsas que chegavam da Ásia via redes sociais privadas, também os dias sombrios que ia ao trabalho sob grande temor, mesmo porque na volta, não tínhamos a certeza de que estávamos infectados. O anúncio do primeiro caso em Manaus, baixou mais ainda o moral, já combalido. Evitamos fazer estoques de máscaras e álcool  em gel e quando houve a explosão de casos e internações, corri para comprar e não havia disponível. Um certo desespero.

Em casa, manter uma rígida disciplina de higienização diária, desde a entrada á saída da casa. Ir ao supermercado, somente nos dias e horários de sol. Enquanto isso, nas ruas o silêncio e o abandono das vias com o mato crescendo por todas as partes.

No exercício das atividades em 2020, as aulas remotas em homeofice, cuja metodologia tivemos que inventar para não tornar as aula previsíveis e monótonas, metologia que cremos, mesmo sendo despedidos da faculdade, fora usada por esta mesma instituição e replicada a outros mestres. Nesse tempo, o computador e o mobiliário de um quase escritório pré montado em casa eram o espaço de trabalho. Nas redes, a amizade de quem jamais aguardava ter. 

Partilhas sinceras com colegas como o administrador Wandelei Pires, a ex-aluna de Arquitetura, Karla e as colegas de Geografia, professoras Graça Medeiros e Ivete Belém nos mantinha a saúde da mente. 

O espiritual partilhado com a Coordenadora da pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a relações públicas, Adriana Ribeiro foram em muito valiosas para que o tempo fosse vivido de forma espiritualizada e com o alimento de fortaleza.

Certa vez, lembro que liguei para a Adriana perguntando sobre as transmissões das celebrações litúrgicas em que o risco de nossa equipe de pastoral ser contaminada, ela com sua lucidez e forte fé me disse: O que fazer? Alguns de nossos irmãos e irmãs pedem para parar as transmissões e outros irmãos e irmãs apenas desejam assistir uma missa para se despedirem em paz? Meu Deus!!!

Naquela breve conversa, a força para manter as transmissões, mesmo sob grande risco e a fé em Deus que ninguém da equipe seria contaminado. Ali, vi a importância da pastoral da comunicação, quando colocamos nossas vidas, a serviço das comunidades. Também não foi fácil, ouvir as missas pela rádio Riomar e ver a enorme lista de cristãos e cristãs que partiram durante estes dias.

Sou extremamente grato a estes amigos e amigas que partilharam estes dias. Aliás, escrevemos esta postagem para reconhecer que todo este cenário e as nossas limitações não foram impedimento para que pudéssemos somar e nos estender os braços.

Durante toda a Pandemia, sempre fomos a favor do Lockdown, da testagem em massa e das vacinas. Sempre.

Sabia que o mundo e a vida não seria mais os mesmos após 2019. Não estamos livres da Pandemia, pois no Amazonas ainda cerca de 400 pessoas são registradas como novos casos, fora as que contraem e não entram para as estatísticas oficiais. O vírus ainda circula, como também a ignorância, o negacionismo, o diversionismo e o relativismo diante das certezas da ciência somados a desumanidade e incompetência das três esferas da gestão da república.

Estamos vivos.


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM (1909).



quinta-feira, 5 de agosto de 2021

EU E OS CORREIOS

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

Hoje tivemos o conhecimento do processo de Privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Lembrar dos Correios em minha vida é sempre associar a uma memória de esperança e alegria. Meu padrinho de Batismo, João Bosco de M. Souza, era carteiro. E, certa vez, ele me deu de presente uma Agenda belíssima, pois antes das agendas eletrônicas e dos smartphones haviam as agendas encadernadas de alto padrão. Naquela belíssima agenda, as belas fotografias de uma país chamado Suiça cujas paisagens belas ornamentavam a álbum/diário.

Mas, também era comum nos livros didáticos de Língua Portuguesa, ter ilustrações com os selos e envelopes com as margens em verde amarelo. Aliás, todos tínhamos que ser alfabetizados em saber escrever uma carta. E olha, que algumas empresas ainda fazem testes com a escrita de cartas.

No início dos anos 1990, decidi também colecionar selos, a inspiração veio de um livro em espanhol que emprestei na faculdade naquele tempo estudante na Universidade do Amazonas. A pequena obra tratava de hobies sadios. Então, passei a me corresponder com os correios em Brasília, claro via correspondência escrita.

E, os Correios mandavam a encomenda dos selos para a agência da Praça do Congresso no centro histórico de Manaus. Nossa! a minha alegria em retirar a encomenda com os selos...em uma embalagem dos correios. Que alegria! E com o passar dos anos, e os descaminhos, paralisei a coleção mal iniciada. 

Em 2012, voltei a atenção aos selos, voltei a comprar e cheguei até comprar uma lupa, e em 2014 um álbum para reunir todos os selos e alguns editais. Dos selos que tenho na coleção iniciante, tenho ainda o Bicentenário de Tiradentes, As subsedes da Copa do Mundo da FIFA 2014, o Pré-sal, O Campeonato Mundial de Automobilismo de Nelson Piquet, A visita do Papa Francisco ao Brasil, O primeiro astronauta brasileiro na Soyuz e até Dinossaurus dentre outros. 

Depois deste tempo, em 2019 quando passei no concurso para professor de Geografia da Secretaria de Educação do Amazonas, recebi a carta pelos correios pedindo minha apresentação, então, imaginem a minha alegria. A última vez, foi no final de 2020 quando em plena Pandemia do Sars Cov-2, andando pelas ruas do centro histórico decidi pedir uma situação sobre as pendências financeiras na agência da Praça do Congresso e para minha felicidade, não havia pendências em meu nome, graças a Deus. E, aproveitando adquiri outros selos.

Hoje recebi a notícia da votação para a Privatização dos Correios via uma empresa estrangeira de telemensagens. Vi parlamentares do Amazonas votando a favor da Privatização, alguns destes que usaram e abusaram das "malas diretas" para se elegerem sabendo que na maior parte do Amazonas, o Correio  Brasileiro é ainda a empresa mais aguardada e que muitos amazonenses do interior contam somente com este serviço.

Triste posição do empresariado brasileiro que se mostra incompetente para participar da Livre Concorrência do Mercado (que tanto defende!?) preferindo destruir mais uma empresa nacional para poder se locupletar de seu filão de mercado. Isso não é competência empresarial, mas esperteza e oportunismo, além de um discreto ataque à soberania do Brasil nas comunicações.

Aos trabalhadores dos Correios, minha solidariedade classista.


Eu e os correios....







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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal Centenária do Amazonas UFAM (1909).


terça-feira, 3 de agosto de 2021

APROPRIE-SE

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*


Retorne.

projetos parados, em meio ao torpor dos dias em ondas nefastas

E você hein?

Se resguardou sob à sombra do Altíssimo. 

Só ele, pode explicar você aqui.

Então, erga-se e siga.

Sei que não somos mais os mesmos, nem eu e nem você.

Talvez hoje, o que mais nos iguala é o nosso limitado tempo.

Realinhe e comunique isso a todos.

Também é hora de abandonar sonhos que não passaram de ilusões inocentes.

O luto é a chaga, mas a luta continua enquanto houver escuridão.

Mais foco, afinal o mundo ainda está aí e você também.

O certo é existe um Deus que ordena este mundo, o meu e o seu.

Quando em perigo, se gritares pelos seus anjos, eles virão

Quando em solidão, se gritares pela mãe, ela sempre estará ao seu lado te protegendo

Por isso, cuide-se e cuide de mim que estou ao seu lado

Pois juntos abraçamos este caminho de sol e chuva.

Aproprie-se de si mesmo e nunca perca a lucidez.

Aproprie-se!


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

sábado, 10 de julho de 2021

A VIDA TEM DESTAS COISAS

 

FOTO: PROFS:. AYRES, MÁRCIA FABÍOLA E MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Desde de 2019 venho tendo gratas surpresas entre encontros e desencontros. Na última sexta feira 09, me deparei com uma situação inusitada e agradabilíssima.

Exercendo o magistério desde 1998, entre escolas públicas e faculdades particulares, nos níveis básico e superior, conheci muitas pessoas. E nesta sexta-feira, reencontrei pessoas queridas de um passado profissional e aproveitando o ensejo, fizemos uma fotografia para Registro com os colegas Prof. José Ayres e Profª Márcia Fabíola.

Com o professor Ayres, partilhei a disciplina de Geografia em 1998 no Colégio Estadual Eldah Biton Teles da Rocha, ou seja, no início da carreira. Tempos de muitas lutas, como a defesa da Hora do Trabalho Pedagógico (HTP), o pagamento dos vencimentos descentralizados, pois antes era feito apenas no extinto BIG BEA no Boulevard Álvaro Maia e outras tantas.

Já com a Professora Márcia Fabíola, a lembrança do primeiro concurso da Seduc  em 2004 no Colégio Estadual Waldocke Fricke no Centro da Cidade. Um tempo bonito, alegre e também de muita consciência diante das pressões de gestores mal preparados. Contudo, deste tempo, permaneceu a boa saudade.

Para quem acredita no Destino, fica a lição de que às vezes somos premiados por estes belos retornos.

Particularmente adorei reencontrar estes colegas profissionais e amáveis que me proporcionaram um "Djavu", cheio de saudosismo e alegria.

Os dois mestres, testemunhas de dois momentos especiais em minha carreira. A vida tem destas coisas. Que boa surpresa!

É uma honra tê-los novamente como colegas e que possamos assim continuar por longo tempo. Valeu Ayres! Valeu Márcia!

Meu abraço amigo e meu beijo carinhoso!


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM. Professor da Rede pública do Estado do Amazonas.


sábado, 26 de junho de 2021

26 DE JUNHO DIA NACIONAL DO PROFESSOR E DA PROFESSORA DE GEOGRAFIA

 

FOTO: PROFESSOR DE GEOGRAFIA.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Hoje 26 de Junho, comemoramos no Brasil o Dia Nacional do Professor de Geografia. Sim, uma data muito especial para os que abraçaram a licenciatura como profissão.

muitas questões ainda para serem reparadas aos licenciados em Geografia, o devido reconhecimento salarial, a contagem das atividades extra-classe e o ensino remoto como exercício do magistério da Geografia, o seguro de vida e acidentes para o correta e segura prática de campo para os docentes e discentes além de outras condições materiais, trabalhistas e de carreira profissional.

Sem a Geografia não há Brasil e sem os mestres e mestras de Geografia não há brasileiros e nem brasileiras. É a poderosa Geografia dos Professores que afirma a pertença a um lugar que se constrói e reconstrói na relação dialógica entre tempo/espaço.

Sem os professores e professoras de Geografia não há reflexão sobre o espaço e também nem renovação das utopias entre as gerações presentes e futuras. Não há o desenvolvimento sadio do meio ambiente, a proteção dos geossistemas, da paisagem natural a partir da geomorfologia e da luta pela justiça social nos espaços urbanos e rurais e nem a democratização do acesso tecnológico ás pessoas.

Recordo com tristeza, os professores e professoras de Geografia que partiram vítimas desta terrível Pandemia do Sars Cov-2 no meu país. Alguns amigos, outros colegas de diferentes gerações, outros ainda meus ex-alunos na graduação. Maduros e jovens, homens e mulheres que deram sua vida por esta magnífica ciência.

Nossos corações tristes, pois na cartografia da vida o mapa está um pouco mais vazio. Que estes professores e professoras de Geografia tenham o repouso devido e a memória testemunhe a luta dos que aqui ainda estão pela Geografia com a lucidez e a energia capazes de transformar este mundo num espaço de esperança e justiça socioambiental para todos. Que o luto se torne luta!

Um brinde a todos os professores e professoras de Geografia!


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* Licenciado em Geografia e Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela UFAM e Professor de Ensino Médio da Rede Pública Estadual de Ensino.


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Das noites escuras, pré-versos

FOTO: NOITE. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Primeiro Rapaz*

Das noites escuras, os tiranos em seus disfarces de tontas baratas

Caminham sob os pés da Cidade Morena,

vem com suas barbas longas, multifaces de dentes podres

São o pseudo saber, o não-saber

Estão na faculdade sem faculdades mentais

Meus girassóis tremem e desconfiam

Pois se arma um golpe contra os dias de sol

E a cretinice desfila em palavras, discursos uivantes e carapaças negras

Como sempre um péssimo gosto estético

Agridem a Rainha, mas não ousam tocar o ouvidor de passarinhos

Não tem envergadura para enfrentar um certeiro contra-golpe

Preparo as solas das minhas botas marrom

É preciso recuperar a Menina Morena sequestrada pelos escrotos

Para que as manhãs voltem a nascer e a noite volte ao seu papel de dama

Para que a alegria e seu vestido de florais baile á luz do dia e da noite

E o povo celebre infinitamente a retomada da Cidade da Bela Morena.

Assim, aguarda...o paciente ouvidor de passarinhos.


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*Aprendiz de versador. Brincante do Boi Bumbá Mina de Ouro e Marcador de Ciranda da Rua Visconde de Porto Alegre.

sábado, 12 de junho de 2021

HOMENAGEM AO AMO DO GARROTE MALHADO MALABAR, RAIMUNDO NONATO DA SILVA, IN MEMORIAM..

FOTO-MOSAICO: RAIMUNDO NONATO DA SILVA.
 AMO DO GARROTE MALHADO MALABAR. ACERVO. 2012.


Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Hoje, abrindo este blog para responder aos leitores, me deparei com a mensagem numa antiga postagem sobre o "Garrote Malhado", de propriedade do senhor Raimundo Nonato da Silva, o "Raimundão", amo do Boi que durante décadas aglutinou jovens e crianças no folguedo junino. Na mensagem, a lamentação e a saudade de um dos filhos que com dor informa a partida do Melhor Amo de Boi, vitima do vírus Sars Cov-2, nestes tristes e irracionais tempos de Pandemia.

Em 2012 fui a sua residência no Japiim, no intuito de conseguir uma entrevista e também de certo modo registrar para que a História do Boi de Manaus não caísse no esquecimento. Fui muito bem recebido por um dos filhos que me deu a honra de entrar na casa e conversar com o seu Raimundo. Falei que era da Praça 14 de Janeiro e que dos meus seis irmãos, cinco brincaram no Garrote Malhado desde quando o curral era na Rua Visconde de Porto Alegre.

Com um sorriso sem igual, ele me mostrou alguns troféus dentre os muitos conseguidos pelo Garrote Malhado desde que herdou o folguedo do primeiro amo, o mestre Ceará. Tentei registrar o que pude com uma máquina fotográfica limitada de um pesquisador estudantil. Mas, era meu encontro com o passado doce e duro dos anos 1980. "Seo Raimundo" deu-me uma foto pequena e um texto com o Histórico do Garrote Malhado que sempre era lido durante os festivais folclóricos do Amazonas, desde o Estádio General  Osório no Colégio Militar de Manaus (Centro Histórico).

Sempre é difícil escrever sobre o que melhor lembra o Amo do Boi, seja pela imponência, seja pela beleza da fantasia ou ainda pela marcante e altiva voz de cantador de Toadas. Quase impossível não lembrar de alguns versos: "É este o fama, o Boi Malhado falado, repare o desenho do fama e veja se está do agrado, se não tiver do seu gosto, me perdoe não sou eu o culpado", ou " Alô! Morena bela eu já vou/a hora já terminou/ Adeus, adeus meu amor!" dentre muitas outras toadas compostas pelo amo ao seu amado Garrote Malhado, também chamado na Praça 14 de Malhadinho.

Que o Senhor de Infinta Bondade receba Raimundo Nonato da Silva, este Amo do Boi Malhado em sua Páscoa Eterna e que as boas lembranças e seu rico legado permaneça na História da Cultura Amazonense.

Agradecido e honrado em nome de seus brincantes.







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*Brincante do Garrote Malhado de 1982 a 1985 na fila dos "Rapazes".

domingo, 30 de maio de 2021

#29M E AS MANIFESTAÇÕES CONTRA BOLSONARO EM MANAUS

 

FOTO: FRENTE DO TEATRO AMAZONAS. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Nesta sábado, 29 (Dia do Geógrafo e da Geógrafa) às 15 horas em meio a uma forte chuva, manifestantes ligados aos movimentos sociais saíram às ruas em protesto contra as políticas e posturas adotadas pelo governo federal e estadual diante da Pandemia que assola o mundo desse 2019.

FOTO: MANIFESTAÇÃO NA AV. EDUARDO RIBEIRO. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Os manifestantes concentraram na Praça da Saudade sob o ritmo do Maracatu conduzido por um coletivo de mulheres. Durante a chuva, na hora da busca por abrigo, alguns comerciantes da praça cederam seu espaço e os microfones para os movimentos sociais. Um gesto bonito de solidariedade dos comerciantes de bares da praça da saudade.

FOTO: MARACATU.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.


A manifestação seguiu pelas ruas do centro histórico de Manaus até a concentração no Largo de São Sebastião de fronte ao Teatro Amazonas. Na praça, oradores das centrais sindicais, partidos políticos, coletivos e movimentos sociais expuseram as razões para o ato público.

FOTO: COLETIVO FEMININO.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.


No seio da manifestação, não há como não destacar o reencontro emocionado de militantes que desde o início da Pandemia não se encontravam devido às restrições.

 Eram sorrisos verdadeiros de satisfação de ver o outro em saúde neste tempo de Pandemia que ceifou muitas vidas e lideranças dos movimentos sociais.

Há que se destacar a importância geográfica e histórica da presença dos movimentos sociais e políticos do Amazonas diante deste ícone mundial que é o Teatro Amazonas, além da força política do centro histórico de Manaus.

Por volta das 19 horas, o ato foi encerrado pacificamente em defesa da vida, pela vacinação para todos e contra as políticas que levaram a perda de cerca de 450 mil brasileiros para o Sars Cov-2.

Vejam as imagens














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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.