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domingo, 15 de agosto de 2021

DIA DE VACINAÇÃO E A NECESSIDADE DE IR EM FRENTE


FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN, 2021. AUTORA: DESCONHECIDA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Nesta segunda-feira (09/08) por volta das 09h30, conseguimos chegar à segunda dose da vacina para a imunização em duas etapas contra a Pandemia causada pelo Sars Cov-2. Exatamente após 569.000 mortes de brasileiros, a vacinação chegou aos educadores da rede pública do Amazonas.

O Estado do Amazonas até agora (15/08) contribuiu com 13.625 mil óbitos para esta tragédia mundial e brasileira, sendo que mais de 300 profissionais da educação perderam a vida, dentre professores, técnicos, seguranças, cozinheiras e outros. Uma estatística cuja precisão também nos foi negada.

De 2019, lembro do horror que eram as imagens, algumas falsas que chegavam da Ásia via redes sociais privadas, também os dias sombrios que ia ao trabalho sob grande temor, mesmo porque na volta, não tínhamos a certeza de que estávamos infectados. O anúncio do primeiro caso em Manaus, baixou mais ainda o moral, já combalido. Evitamos fazer estoques de máscaras e álcool  em gel e quando houve a explosão de casos e internações, corri para comprar e não havia disponível. Um certo desespero.

Em casa, manter uma rígida disciplina de higienização diária, desde a entrada á saída da casa. Ir ao supermercado, somente nos dias e horários de sol. Enquanto isso, nas ruas o silêncio e o abandono das vias com o mato crescendo por todas as partes.

No exercício das atividades em 2020, as aulas remotas em homeofice, cuja metodologia tivemos que inventar para não tornar as aula previsíveis e monótonas, metologia que cremos, mesmo sendo despedidos da faculdade, fora usada por esta mesma instituição e replicada a outros mestres. Nesse tempo, o computador e o mobiliário de um quase escritório pré montado em casa eram o espaço de trabalho. Nas redes, a amizade de quem jamais aguardava ter. 

Partilhas sinceras com colegas como o administrador Wandelei Pires, a ex-aluna de Arquitetura, Karla e as colegas de Geografia, professoras Graça Medeiros e Ivete Belém nos mantinha a saúde da mente. 

O espiritual partilhado com a Coordenadora da pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a relações públicas, Adriana Ribeiro foram em muito valiosas para que o tempo fosse vivido de forma espiritualizada e com o alimento de fortaleza.

Certa vez, lembro que liguei para a Adriana perguntando sobre as transmissões das celebrações litúrgicas em que o risco de nossa equipe de pastoral ser contaminada, ela com sua lucidez e forte fé me disse: O que fazer? Alguns de nossos irmãos e irmãs pedem para parar as transmissões e outros irmãos e irmãs apenas desejam assistir uma missa para se despedirem em paz? Meu Deus!!!

Naquela breve conversa, a força para manter as transmissões, mesmo sob grande risco e a fé em Deus que ninguém da equipe seria contaminado. Ali, vi a importância da pastoral da comunicação, quando colocamos nossas vidas, a serviço das comunidades. Também não foi fácil, ouvir as missas pela rádio Riomar e ver a enorme lista de cristãos e cristãs que partiram durante estes dias.

Sou extremamente grato a estes amigos e amigas que partilharam estes dias. Aliás, escrevemos esta postagem para reconhecer que todo este cenário e as nossas limitações não foram impedimento para que pudéssemos somar e nos estender os braços.

Durante toda a Pandemia, sempre fomos a favor do Lockdown, da testagem em massa e das vacinas. Sempre.

Sabia que o mundo e a vida não seria mais os mesmos após 2019. Não estamos livres da Pandemia, pois no Amazonas ainda cerca de 400 pessoas são registradas como novos casos, fora as que contraem e não entram para as estatísticas oficiais. O vírus ainda circula, como também a ignorância, o negacionismo, o diversionismo e o relativismo diante das certezas da ciência somados a desumanidade e incompetência das três esferas da gestão da república.

Estamos vivos.


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM (1909).



terça-feira, 3 de agosto de 2021

APROPRIE-SE

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*


Retorne.

projetos parados, em meio ao torpor dos dias em ondas nefastas

E você hein?

Se resguardou sob à sombra do Altíssimo. 

Só ele, pode explicar você aqui.

Então, erga-se e siga.

Sei que não somos mais os mesmos, nem eu e nem você.

Talvez hoje, o que mais nos iguala é o nosso limitado tempo.

Realinhe e comunique isso a todos.

Também é hora de abandonar sonhos que não passaram de ilusões inocentes.

O luto é a chaga, mas a luta continua enquanto houver escuridão.

Mais foco, afinal o mundo ainda está aí e você também.

O certo é existe um Deus que ordena este mundo, o meu e o seu.

Quando em perigo, se gritares pelos seus anjos, eles virão

Quando em solidão, se gritares pela mãe, ela sempre estará ao seu lado te protegendo

Por isso, cuide-se e cuide de mim que estou ao seu lado

Pois juntos abraçamos este caminho de sol e chuva.

Aproprie-se de si mesmo e nunca perca a lucidez.

Aproprie-se!


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

terça-feira, 1 de junho de 2021

O RETORNO TORTO E O VELHO NORMAL

FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Durante este tempo de Pandemia, no isolamento social, representou para algumas pessoas de distintas profissões e seguimentos da sociedade, um momento para a reflexão sobre suas vidas, do seu microcosmo familiar ao exercício de suas atividades e atitudes diante dos outros.

Passados alguns meses e duas "ondas" cruéis que ceifaram a vida de muitos amazonidas, começamos a ouvir declarações de pessoas que não viam a hora de retornar as atividades como se fosse ou era antes de 2020, ou seja, o Velho Normal.

Diante disso, passamos a refletir sobre este "clamor" pela volta às atividades, mesmo sem a Imunização completa ou a revisão do conceito de Pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que classifica o vírus Sars Cov-2 como uma Pandemia Mundial.

Sendo assim, no seio dessa reflexão sobre as pessoas que "não aguentam mais ficar em Isolamento Social", encontramos três grupos. 

O primeiro constituído por Negacionistas convictos que não vêem gravidade neste momento, sendo audiência de "teorias da conspiração"; o segundo grupo, constituído por pessoas tem suas atividades ligadas aos contatos físicos, sejam com clientes ou materiais e o terceiro grupo, composto por aquelas pessoas que antes de 2020 cumpriam suas atividades com exito mesmo que isso lhes custasse o convívio familiar e a queda de sua qualidade na saúde.

Neste último grupo, o desejo frenético de retorno pode revelar duas situações. A primeira, em que mesmo no presencial, essas pessoas se avolumavam de tarefas para se dizerem "ocupadas" e responsáveis" muitas destas tarefas nem sempre essenciais aos resultados do planejamento. E, quando colocadas em situação de trabalho remoto, não conseguiram "administrar sua rotina", embaralhando as demandas de casa/família com a rotina laboral da profissão.

Um terceiro fator ainda pode ser acrescentado, algumas destas pessoas tem no trabalho (externo) uma "fuga" do ambiente familiar, seja por problemas de ordem pessoal ou de perda de empatia na família. 

Situação esta, de grande sofrimento para pessoas deste grupo. Talvez por isso, o grito de socorro para a volta às atividades presenciais. Também, não se pode negligenciar as demandas materiais que levam a limitação e a precarização do trabalho remoto.

O fato é que há pessoas que desaprenderam ao convívio familiar à rotina e a educação do lar, com os filhos e dependentes, com o cônjuge ou companheiro e em alguns casos até transformaram esse convívio em uma relação tóxica.

E, após mais de um ano de Pandemia ainda não aprenderam a administrar suas rotinas. Daí, mais cômodo e talvez o único socorro, clamar pela volta às atividades presenciais, mesmo que isso ponha em risco a sua própria vida e a dos seus próximos.


#vacinaparatodos

#brasilimunizado

#escolaimunizada

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

SACRAMENTO DO SANTO BATISMO DE CRIANÇAS, EM FORMATO REMOTO NO DRAMÁTICO MOMENTO DA PANDEMIA DO COVID-19

IMAGEM - CAPTURA DE TELA. PASTORAL DO BATISMO
 CSJB/AMSPA. M.BECHMAN, 2020.


Por: Mauro Jeusy Viera Bechman*

 

Uma das experiências mais importantes que vivenciamos nestes tempos de isolamento social provocado pela Pandemia do Coronavírus (Covid-19) foi a de preparar o Batismo de Crianças. A Arquidiocese Metropolitana de Manaus a partir das orientações passadas ás paróquias, áreas missionárias e comunidades, permitiu extraordinariamente que as reuniões de preparação para a Celebração do Sacramento do Santo Batismo pudessem ser feitas no formato Remoto.

A Pastoral do Batismo da Comunidade São João Batista, integrante da Área Missionária São Paulo Apóstolo (AMSPA), do Setor Padre Pedro Vignola e da Região Episcopal de Nossa Senhora Aparecida, foi incumbida de preparar o formato das reuniões acompanhada pela Pastoral da AMSPA.

Desse modo, buscamos proceder de acordo com as orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Diretório para o Sacramento do Batismo. E estabelecemos alguns momentos em um prévio Planejamento:

I - Visita aos pais ou responsáveis solicitantes do Sacramento do Batismo - Na primeira visita, com a duração no máximo de 20 minutos, resguardadas todas as providências de segurança sanitária, onde há a prospecção e é dada as orientações previstas no Diretório do Batismo. E na qual, os pais/responsáveis passam a conhecer os procedimentos, as normas e o calendário das celebrações que orientam o Batismo de Crianças. Neste instante, os pais/responsáveis são orientados quanto a escolha dos padrinhos e o registro de requerimento do Batismo.

II -  Formação de um Grupo por rede social privada (Via telefone) com pais, padrinhos, religiosos e agentes da Pastoral do Batismo assistidos pela Coordenação da Pastoral da AMSPA, onde foram passadas orientações somente sobre o Batismo como calendário de reuniões e atendimento ás demandas de pais e padrinhos. Este grupo é finalizado quando da entrega dos batistérios aos pais ou responsáveis.

III - Calendário de Reuniões com Pais e Padrinhos - A Pastoral do Batismo estabeleceu num horário que permitisse a inclusão de todos os pais e padrinhos e estabeleceu a duração máxima de 60 minutos para cada encontro de formação a ser realizado via Google Meet. A Pastoral adotou três terças-feiras com horário das 19h30mn ás 20h30mn, para evitar a dispersão e favorecer o planejamento de pais e padrinhos. Os encontros no formato Remoto tiveram como temas:

1º Encontro - A Importância do Sacramento do Santo Batismo e o Papel de Pais e Padrinhos - Diácono José Frota (AMSPA).

2º Encontro - Os Símbolos do Batismo - Irmã Rosineuda Magalhães (Congregação de Nossa Senhora de Lourdes).

3º Encontro - As Promessas do Batismo e o Rito Batismal - Pastoral do Batismo da Comunidade São João Batista e Coordenação da Pastoral do Batismo da AMSPA.

Observação - Foram gravadas as palestras em no máximo 20 minutos, podendo ser exibidas durante cada reunião e feitas as interações com pais e padrinhos.

Após os três encontros da pastoral com os pais e padrinhos e nada mais a considerar, procedeu-se conforme o calendário previsto para o dia 25 de Outubro de 2020, a celebração do Rito do Santo Batismo, rito primeiro de nascimento em Cristo Jesus.


Equipe Pastoral

Miguel Oliveira (CSJB/AMSPA)

Elinete Corrêa (CSJB/AMSPA)

Mauro Bechman (CSJB/AMSPA)

Solange Bechman (CSJB/AMSPA)

Vera Luna (Coordenação Pastoral AMSPA).


Formadores Convidados

Diácono José Frota (AMSPA)

Ir. Rosineuda Magalhães (AMSPA)


"Banhados em Cristo, somos uma Nova Criatura. As coisas antigas já se passaram, somos nascidos de Novo".

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*Agente Pastoral da Comunidade São João Batista integrante da Área Missionária São Paulo Apóstolo (CSJB/AMSPA).

terça-feira, 17 de março de 2020

1º DIA DE SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NA EDUCAÇÃO - CORONAVÍRUS

FOTO: AV. GOV. JOSÉ LINDOSO.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Hoje, 17 de Março de 2020.

Na manhã, ruas mais vazias que os dias normais. Transportes coletivos circulando normalmente embora sem estudantes. Nas escolas, alguns estudantes e seus pais retornam para suas residências, pois talvez não soubessem claramente sobre a decisão de suspensão das aulas na rede estadual e municipal. A lava jato, que sempre está aberta ás 08h está fechada.

Na tarde, por volta das 17h30mn, numa caminhada breve pela avenida Tenente Roxana, vê-se muitos idosos nas ruas caminhando esportivamente, geralmente sempre acompanhados de um jovem ou uma jovem. Eu, me resguardo em não incluir no relato o que sinto, pois agora, são muitas as impressões e podem até falsear o relato.

No supermercado, muita gente. Algumas com máscaras, outras em sua maioria sem. Também muitos idosos geralmente sem máscaras e as filas nos caixas lentamente caminham diante de funcionárias-caixas com máscaras médicas e luvas de silicone.

Entre os vendedores ambulantes, quase ninguém pára para ver seus produtos que geralmente são frutas e guloseimas. Os moto-taxistas se distraem no jogo do baralho á espera de clientes.

Na pequena Igreja Católica, um grupo de homens reza o terço num ritual de veneração e súplica pelo fim destes tormentos do mundo.

São 20h40, o silêncio da rua só é quebrado por risos das crianças nas casas dos vizinhos.

Na esfera virtual, muitas informações e espantos. Facknews vão perdendo a força diante da dura realidade que vai cobrindo este dia com a noticia de mais casos suspeitos, porém não confirmados de pessoas com COVID-19 no Amazonas.