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sábado, 30 de outubro de 2021

LÁ FORA

 

FOTO: IGARAPÉ DO PASSARINHO. 2020. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*


Lá fora, o Lobo sonda e olha a minha casa com o fito ameaçador das feras

Lá fora, por detrás das frágeis grades de alumínio, o indeterminado assobia em brisa fria

Lá fora, há medo e escuridão enquanto as portas cerradas dos meus alegres vizinhos, comunicam medo

Lá fora, nem o chão de cimento precário é confiável

Lá fora, o caminho do igarapé, vazio, cinza e coberto de mato verde e sombrio

Lá fora não há vida


Minha casa, meu castelo,

Que rei sol eu?

Na janela, o que se fez nesse tempo de simulacro do sangue do cordeiro

Casa fechada, mas quente pelas luzes internas

A menina da meia porta da casa de madeira, na cama, doente

Meu caçula noutro cômodo, sem forças não consegue sentir o cheiro do aroma amarelo dos ipês

O primogênito, enclausurado em sua sabedoria e inocência diante da vida

Que rei sou eu?


Um frio me toma de assalto, me enfraquece e vai me demolindo

Calafrios de Stalingrado 44 meu corpo em transe

Sem sono, a insônia e o desespero bailam diante de mim

Minhas costas em dores insuportáveis não me permitem o repouso reparador

Não sei a quem pedir ajuda.

São 04h da madrugada. Pensei em gritar pelos vizinhos, mas não havia vizinhos.

Lembrei do meu Herói, a quilômetros de mim.

Tentei o retorno proposto por Joaquim Nabuco, o apelo a mãe e o grito não vingou


Então, abri meu peito e pedi a Deus.

Senhor! estou só. Envia teus anjos. Protege a minha casa pois meu pai está longe e não tenho ninguém.

Precariamente embrulhado deito e meu corpo deságua, suor enquanto tento manter a consciência

De repente, olho para a entrada da casa, na frente da porta, vejo Anjos empurrando algo para fora

fechando a entrada, só vejo suas asas brancas, numa força empurrando algo e impedindo o que estava lá fora, entrar na casa.

Eu disse a mim mesmo, não quero nem ver o que está acontecendo lá fora, apenas deitado rezarei.


E assim, muito suado, e era tanto suor, que encharcou onde estava deitado. E adormeci.

Pela manhã, ao despertar lembrei da luta que foi a madrugada

E a menina da janela relatou que no sono viu Nossa Senhora de Fátima enquanto doente dormia


Na consciência e lucidez, lembrei que existem demônios e anjos também nesta vida de grande provação

Há um Deus que rege a minha e a nossa vida e  a Ele levantarei cantos sendo eternamente grato pela Vida.

Fracos eu e minha pequena família fomos lentamente recuperando as forças.

Pela Graça de Nosso Deus, o Deus da Vida.

E sobre um novo caminhar, apenas posso dizer: Eis-me aqui Senhor!


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*Meu relato sobre o Sars-Cov-2 que fui acometido de dezembro a janeiro de 2020-2021.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

NOVO RETORNO AO QUE ERA

 

FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

E estamos diante de um Novo Retorno ao Velho Normal. Voltamos a normalidade do velho caos. Trânsito, pessoas e não pessoas pelas ruas de velha urbe, ainda a ser descoberta. A cidade dos Tiranos.

Nas escolas, muitos pais felizes pelo retorno torto às aulas. Não importa se faltam poucos meses para fechar o ano letivo que não começa desde 2019 e também se os filhos vão ser expostos não somente aos velhos problemas de um convívio em grupos ou dificuldades reais de aprendizagem, mas também, a um flagelo da humanidade, chamado Sars cov-2.

O importante é que estes adolescentes e jovens lhes darão um sossego, pois é dificílimo para algumas gerações de pais e mães educarem seus filhos em casa.

Aliás, em muitíssimos casos, são os avós que no limite de suas forças sobrepõem-se o papel de pais por mais de uma vez, antes com os filhos e agora com os netos.

Na sala dos professores, não há o silêncio dos inocentes, mas o dos culpados. Afinal, fica difícil de justificar as perdas que superaram a Guerra da Síria em mais de 10 anos de combates.

Alguns, com a saúde comprometida devido os rastros de destruição que a Pandemia deixou. Outros, atônitos observam no que se tornou a realidade. E ambos coabitam na mesma Corda Bamba, donde cerca de 400 já caíram.

Na sala de aula, a alegria inocente dos jovens. Necessidade do toque, pois nessa etapa da vida, tudo se explora, os espaços, as sensações e o tato. Havia a dificuldade de se aprender em grupos menores, mas em grupos amontoados de 45, cremos que a dificuldade realmente faz a diferença.

Entre eles, as velhas relações, o grupo dos espertos que nas multidões oprimem os mais dóceis e tentam constranger os mais inteligentes e lideranças empáticas ao lado dos que veêm a Educação com verdadeiramente um Valor. E, neste cenário, a quantidade de almas no espaço, limita os mestres na intercessão pelos que mais precisam da Escola.

Mas, este é o retorno tão desejado, o velho normal

Na verdade, mais um Novo retorno ao que Era.


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*Professor do ensino regular público desde 1998. Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia.

domingo, 15 de agosto de 2021

DIA DE VACINAÇÃO E A NECESSIDADE DE IR EM FRENTE


FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN, 2021. AUTORA: DESCONHECIDA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Nesta segunda-feira (09/08) por volta das 09h30, conseguimos chegar à segunda dose da vacina para a imunização em duas etapas contra a Pandemia causada pelo Sars Cov-2. Exatamente após 569.000 mortes de brasileiros, a vacinação chegou aos educadores da rede pública do Amazonas.

O Estado do Amazonas até agora (15/08) contribuiu com 13.625 mil óbitos para esta tragédia mundial e brasileira, sendo que mais de 300 profissionais da educação perderam a vida, dentre professores, técnicos, seguranças, cozinheiras e outros. Uma estatística cuja precisão também nos foi negada.

De 2019, lembro do horror que eram as imagens, algumas falsas que chegavam da Ásia via redes sociais privadas, também os dias sombrios que ia ao trabalho sob grande temor, mesmo porque na volta, não tínhamos a certeza de que estávamos infectados. O anúncio do primeiro caso em Manaus, baixou mais ainda o moral, já combalido. Evitamos fazer estoques de máscaras e álcool  em gel e quando houve a explosão de casos e internações, corri para comprar e não havia disponível. Um certo desespero.

Em casa, manter uma rígida disciplina de higienização diária, desde a entrada á saída da casa. Ir ao supermercado, somente nos dias e horários de sol. Enquanto isso, nas ruas o silêncio e o abandono das vias com o mato crescendo por todas as partes.

No exercício das atividades em 2020, as aulas remotas em homeofice, cuja metodologia tivemos que inventar para não tornar as aula previsíveis e monótonas, metologia que cremos, mesmo sendo despedidos da faculdade, fora usada por esta mesma instituição e replicada a outros mestres. Nesse tempo, o computador e o mobiliário de um quase escritório pré montado em casa eram o espaço de trabalho. Nas redes, a amizade de quem jamais aguardava ter. 

Partilhas sinceras com colegas como o administrador Wandelei Pires, a ex-aluna de Arquitetura, Karla e as colegas de Geografia, professoras Graça Medeiros e Ivete Belém nos mantinha a saúde da mente. 

O espiritual partilhado com a Coordenadora da pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a relações públicas, Adriana Ribeiro foram em muito valiosas para que o tempo fosse vivido de forma espiritualizada e com o alimento de fortaleza.

Certa vez, lembro que liguei para a Adriana perguntando sobre as transmissões das celebrações litúrgicas em que o risco de nossa equipe de pastoral ser contaminada, ela com sua lucidez e forte fé me disse: O que fazer? Alguns de nossos irmãos e irmãs pedem para parar as transmissões e outros irmãos e irmãs apenas desejam assistir uma missa para se despedirem em paz? Meu Deus!!!

Naquela breve conversa, a força para manter as transmissões, mesmo sob grande risco e a fé em Deus que ninguém da equipe seria contaminado. Ali, vi a importância da pastoral da comunicação, quando colocamos nossas vidas, a serviço das comunidades. Também não foi fácil, ouvir as missas pela rádio Riomar e ver a enorme lista de cristãos e cristãs que partiram durante estes dias.

Sou extremamente grato a estes amigos e amigas que partilharam estes dias. Aliás, escrevemos esta postagem para reconhecer que todo este cenário e as nossas limitações não foram impedimento para que pudéssemos somar e nos estender os braços.

Durante toda a Pandemia, sempre fomos a favor do Lockdown, da testagem em massa e das vacinas. Sempre.

Sabia que o mundo e a vida não seria mais os mesmos após 2019. Não estamos livres da Pandemia, pois no Amazonas ainda cerca de 400 pessoas são registradas como novos casos, fora as que contraem e não entram para as estatísticas oficiais. O vírus ainda circula, como também a ignorância, o negacionismo, o diversionismo e o relativismo diante das certezas da ciência somados a desumanidade e incompetência das três esferas da gestão da república.

Estamos vivos.


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM (1909).



terça-feira, 3 de agosto de 2021

APROPRIE-SE

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*


Retorne.

projetos parados, em meio ao torpor dos dias em ondas nefastas

E você hein?

Se resguardou sob à sombra do Altíssimo. 

Só ele, pode explicar você aqui.

Então, erga-se e siga.

Sei que não somos mais os mesmos, nem eu e nem você.

Talvez hoje, o que mais nos iguala é o nosso limitado tempo.

Realinhe e comunique isso a todos.

Também é hora de abandonar sonhos que não passaram de ilusões inocentes.

O luto é a chaga, mas a luta continua enquanto houver escuridão.

Mais foco, afinal o mundo ainda está aí e você também.

O certo é existe um Deus que ordena este mundo, o meu e o seu.

Quando em perigo, se gritares pelos seus anjos, eles virão

Quando em solidão, se gritares pela mãe, ela sempre estará ao seu lado te protegendo

Por isso, cuide-se e cuide de mim que estou ao seu lado

Pois juntos abraçamos este caminho de sol e chuva.

Aproprie-se de si mesmo e nunca perca a lucidez.

Aproprie-se!


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

domingo, 30 de maio de 2021

#29M E AS MANIFESTAÇÕES CONTRA BOLSONARO EM MANAUS

 

FOTO: FRENTE DO TEATRO AMAZONAS. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Nesta sábado, 29 (Dia do Geógrafo e da Geógrafa) às 15 horas em meio a uma forte chuva, manifestantes ligados aos movimentos sociais saíram às ruas em protesto contra as políticas e posturas adotadas pelo governo federal e estadual diante da Pandemia que assola o mundo desse 2019.

FOTO: MANIFESTAÇÃO NA AV. EDUARDO RIBEIRO. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Os manifestantes concentraram na Praça da Saudade sob o ritmo do Maracatu conduzido por um coletivo de mulheres. Durante a chuva, na hora da busca por abrigo, alguns comerciantes da praça cederam seu espaço e os microfones para os movimentos sociais. Um gesto bonito de solidariedade dos comerciantes de bares da praça da saudade.

FOTO: MARACATU.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.


A manifestação seguiu pelas ruas do centro histórico de Manaus até a concentração no Largo de São Sebastião de fronte ao Teatro Amazonas. Na praça, oradores das centrais sindicais, partidos políticos, coletivos e movimentos sociais expuseram as razões para o ato público.

FOTO: COLETIVO FEMININO.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.


No seio da manifestação, não há como não destacar o reencontro emocionado de militantes que desde o início da Pandemia não se encontravam devido às restrições.

 Eram sorrisos verdadeiros de satisfação de ver o outro em saúde neste tempo de Pandemia que ceifou muitas vidas e lideranças dos movimentos sociais.

Há que se destacar a importância geográfica e histórica da presença dos movimentos sociais e políticos do Amazonas diante deste ícone mundial que é o Teatro Amazonas, além da força política do centro histórico de Manaus.

Por volta das 19 horas, o ato foi encerrado pacificamente em defesa da vida, pela vacinação para todos e contra as políticas que levaram a perda de cerca de 450 mil brasileiros para o Sars Cov-2.

Vejam as imagens














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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.



sexta-feira, 30 de abril de 2021

A PANDEMIA E O FIM DA ESTATÍSTICA


FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

A Estatística é uma das aplicabilidades mais importantes das ciências exatas para a prospecção, diagnóstico, monitoramento, inferência e projeção dos mais diversos campos da vida humana.

A Estatística está praticamente em todos os cursos superiores, apesar da banalização das ciências, do métodos e das metodologias de ensino-aprendizagem.

Os institutos de pesquisa, especialmente aqueles voltados a Pesquisa eleitoral gozaram de grande prestígio e também desprestígio antes de 2020. Com a Pandemia do vírus Sars Cov-2, a Estatística novamente ganha uma visibilidade talvez jamais vista no mundo. 

Dentre os vários ramos que necessitam de tratamento estatístico, vemos o levantamento de dados sobre os óbitos causados pela Pandemia.

Alguns dados que nos parecem difícieis como a mortalidade em lugares cujo acesso a dados e ao próprio registro do indivíduo como pessoa física. Aí, como ficam as tabelas, mapas e gráficos?

Talvez, a Igreja Católica que ainda mentem seus registros rigorosos pudesse contribuir para o preenchimento desta lacuna, embora há que se pensar na negligência e desprezo destes dados e registros por outras religiões e denominações cristãs e laicas.

De qualquer modo, as Estatísticas brasileiras sobre a Pandemia parecem sugerir que não há uma margem de erro, mas uma sensível insuficiência de dados na geração das tabelas, mapas e gráficos.

Noutro ramo vital, como a Educação, vemos a coleta de dados, a partir de formulários eletrônicos, muito fragilizada para se definir ações e políticas educacionais. Se junto aos professores e professoras há carência de acesso a internet quiçá a comunidade estudantil neste colosso que é o Amazonas. 

Da mesma forma, temos as perguntas nos formulários, que limitam execessivamente as respostas dos pesquisados. Algumas alternativas que deixam de estar presentes no formulário que até talvez abalassem a execução da pesquisa.

Sendo assim, diante deste cenário, a Estatística tornou-se também uma espécie de vítima desta Pandemia, daí rememorar o ilustre geógrafo Milton Santos no seu livro Por uma Geografia Nova, Edusp (2002), devemos "...Medir para refletir ou refletir para medir?".


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

E se você estivesse certo?


FOTO: MAURO BECHMAN, 2021.
AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

E se você estivesse certo quanto às coisas do mundo e da vida, como você se sentiria agora?

E, se você estivesse certo sobre a orientação dos filhos e das filhas, enquanto seu parceiro ou parceira ignoravam essa preocupação e para você não desagradar, evitou choques?

E, se você estivesse certo sobre a condução das finanças da casa, mas por esperar por uma parceria democrática com o parceiro ou parceira não realizou alguns projetos para o Lar?

E, se você estivesse certo sobre a direção que o seu país, o seu estado e a sua cidade tomaram, abrindo mão da soberania sobre seu próprio destino enquanto todos a sua volta não aceitam enxergar que conduziram  todos a um precipício?

E, se você estivesse certo sobre a Tecnologia, que nas mãos de poucos, nos mantém reféns de uma dominação que desumana todas as vidas?

E se você estivesse certo sobre os amigos e amigas que nos traem em benefícios próprios nos parasitando a energia da vida, mas, que em nome da boa convivência não se afastou deles ou delas?

E, se você estivesse certo sobre o caminho que deseja seguir não é o mesmo da multidão e por causa dela, nem deu o primeiro passo?

E, se você estivesse certo que amou demais e que errou ao esperar contrapartida, agora sabendo, que no amor não se ama por igual, sofre mais que ama mais, sofre menos quem ama menos. O que vc faria?

Se você estiver certo? Não tenha medo. Comece de novo.

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

quarta-feira, 31 de março de 2021

O LEGADO DA PANDEMIA PARA O AMAZONAS APÓS UM ANO


FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Estamos chegando ao fim de Março. A Pandemia Mundial do Covid-19 continua e agora se espalha pelo Brasil.

Lembro da atmosfera de medo que tomou conta do meu cotidiano. Uma esperança, as temperaturas altas de Manaus. Pura inocência, reforçada por pesquisas científicas limitadas.

Às vezes nos perguntamos o que ficou depois de um ano? Qual o legado deixado para os gestores públicos, privados e para o povo? 

Ficamos reféns dos números "insuspeitos"e da beleza estética dos gráficos, mesmo que a base de dados estivesse comprometida. Mas, como a Pandemia é de todos e não somente de um, então arriscaremos postar um legado:

1. Não houve um hospital construído. Todos adaptados ou virtualizados, logo desmontados.

2. Não houve uma política de seguridade economica alimentar. Chamar auxílio emergencial de política pública é temerário.

3. Não houve uma política de atendimento aos estudantes pobres para acesso ao ensino remoto e nem aos professores para as aulas em casa. O custo foi todo dos mestres e mestras.

4. A zona Franca rica em arrecadação e tecnologia não consegue fabricar  respiradores.

5. Não se aprendeu nada com a Logística, pois não se antecipou a falta de oxigênio.

6. A sociedade não se disciplinou diante de grandes eventos mundiais, pois sem uma liderança centralizada não se coordena os esforços para superação de crises.

7. Cloroquina e Ivermectina não servem para tratar Covid-19.

8. A nuvem sobre a sociedade que na Era da Ciência e da Tecnologia alimentada por mentiras, passou a relativizar a ciência.

9. Não se produziu inovações tecnológicas.

10. O Amazonas continua com uma classe Dominante que não se identifica e solidariza com seu povo.

11. A Ética de fato, faltou da Medicina à Política. Por isso, todos os cursos superiores devem ter esta disciplina.

12. Se a capital, Manaus, já ficou desassistida imagine o interior.

13. Legado: caos hospitalar, sanitário e social e perda de vidas brasileiras.

E, a Pandemia ainda não acabou e nem se acaba uma Pandemia Mundial por decreto.

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

VIDA APÓS A PANDEMIA, PAPA FRANCISCO. Comentário

FOTO: LIVRO. AUTOR: CUCUNACA 2021.


Por: Mauro Bechman*


Este livro é um pequeno apanhado de oito textos produzidos pelo Papa Francisco entre 27 de março e 22 de abril de 2020, agora publicado pela Edições CNBB. O prefácio é elucidadivo e entusiasmado escrito pelo cardeal Michael Czerny, Si.

Na obra, Francisco nos oferece pistas para a vida pós Pandemia não se descuidando de colocar o papel dos cristãos na construção desse novo mundo.

Nesse sentido, destacamos alguns pontos que o pontífice chama de pistas a este novo momento:

1. Ter coragem e confiar em Jesus

2. Buscar novas metodologias para o enfrentamento da Fome, Violência, Precarização do trabalho e sobretudo o Fazer da Economia.

3. Superar o egoísmo e a indiferença entre pessoas e nações.

4. Reconhecer a doação dos que trabalham no enfrentamento da Pandemia de forma real.

5. Não esquecer os trabalhadores invisíveis. Especialmente os mais precarizados.

Um rico roteiro a ser explorado, pautado pelo Evangelho, em que Francisco nos exorta a coragem nos tempos de tribulação e a nossa corresponsabilidade no cuidado da nossa casa comum e de nossos irmãos e irmãs.

Mais que um convite a reflexão, um apelo a conversão dos corações humanos, pois diante desta grande provação que é a Pandemia, ninguém salva-se sozinho, pois precisamos uns dos outros.

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*Agente da Pastoral do Batismo da Comunidade São João Batista integrante da área Missionária São Paulo Apóstolo AMSPA.


domingo, 7 de fevereiro de 2021

HALO NO CÉU DE MANAUS EM FEVEREIRO ROXO

 

FOTO: HALO EM MANAUS. 07.02.2021. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Nesta manhã, domingo por volta das 09h30h no céu de Manaus presenciamos mais uma vez o Fenômeno astronômico em um círculo em volta do Sol.

Sim, um fenômeno intrigante, seja por ele se manifestar após quase um ano após nosso registro nesse blog. 

https://blogdoanote.blogspot.com/2020/03/halo-no-ceu-de-manaus.html?m=1

E, curiosamente a cidade de Manaus estar vivenciando tempos extremos da Sindemia classificada na fase roxa da crise causada pelo vírus Sars Covid 2.

Também não podemos deixar passar desapercebido a intrigante presença de um ponto azul cintilante nas imagens registradas por nosso aparelho de telefonia celular. Mesmo registro feito em 20 de Março de 2020.

Foto: Halo em Manaus. 20.03.2020. Aurora: Marglise, 2020.


Como cristão católico, e crente da Igreja dos Sinais visíveis e não visíveis, prefiro acreditar que seja um sinal dos céus, indicando que não estamos sós e que Jesus é a Luz.

Que seja um sinal de vida em abundância!

Vejam outros registros deste dia 07 de Fevereiro.






























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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.