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| FOTO: M. BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2026 |
Por: Mauro Bechman*
Este processo eleitoral, chegando ao seu término, revelou que as estações mudam e que o tempo é o maior tirano de uma vida.
Em 1989, estava cursando o terceiro ano na Escola Estadual Farias Brito na Praça 14 de Janeiro. Era a primeira vez que votava para presidente da República. Praticamente tudo era política, no banco Caixa Econômica Federal onde fazia meu estágio em Assistente de Administração de Empresas, na Igreja no clube de jovens e na escola no turno noturno.
Era a primeira eleição para presidente após 26 anos de Ditadura Militar. Grande tensão no ar, na escola dos quatro terceiros anos, em sua maioria, três votavam em Lula e um em Leonel Brizola. Entre os amigos da Igreja, no grupo de jovens, os universitários eram Lula e os de ensino médio optavam por Guilherme Afif e Domingos e Collor de Mello.
Lembro das ameaças e do momento de grande politização da época. Um dos nossos colegas de escola servia a aeronáutica, e falava que o brigadeiro havia feito a formatura e no discurso aos soldados "a ameaça de mudarem a bandeira do Brasil" caso algum candidato da esquerda vencesse.
Lembro também que este amigo falou que o brigadeiro informou a tropa que ficassem atentos pois em caso de emergência, todos deveriam ser chamados aos quartéis a partir de uma senha a ser transmitida nos meios de comunicação, rádio e televisão. Não sabia se seria ou não uma chamada para um golpe ou apenas segurança em caso de desordem institucional. Enfim, nunca saberei.
Foi neste cenário que fui votar pela primeira vez. No primeiro turno votei no Guilherme Afif Domingos (PL) mas no segundo turno, lembrando dos colegas universitários, acabei votando no candidato Lula (PT),
Collor venceu e em 1992 sofreu impeachment. E o resto você estuda em História.
Nessa postagem quero dizer aos jovens eleitores e eleitoras que em momentos de crise é que crescemos aprendemos mais sobre a política e como ela pode definir para o bem ou para o mal o nosso futuro.
Desse modo, sob a pressão dos dias atuais, sejam sociais ou geopolítica, não tenha medo. Exerça seu direito conquistado a duras penas pelas gerações que te antecederam.
Se o destino lhe dê a oportunidade de escolher, então escolha. Lembre que seu voto é importante e é o somatório de votos como o seu que podem tornar a vida melhor, a sua, a de sua família, a minha e a de pessoas que você nem imagina que dependam de seu gesto democrático. Por isso, vote sem medo de ser feliz.
Eu torço por você. Anote!
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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (1909)

É 13 amanhã ⭐️
ResponderExcluirúltima vez que vamos fazer o L. 😎🤝
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