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domingo, 20 de dezembro de 2020

QUANDO NOS OLHAMOS NO ESPELHO, O QUE VEMOS?

FOTO: PREMIAÇÃO DOS CAMPEÕES ORATÓRIO
 SÃO DOMINGOS SÁVIO. 1984. ACERVO.

Por: Mauro Bechman*


Ás vezes, é bom olhar no espelho...


Representante de sala 1982 - (Escola Estadual Santa Luzia)

Campeão pelo Holanda 1983 (Oratório São Domingos Sávio)

Tri Campeão Mirim pelo Palmeiras -1983-1984-1985 (Oratório São Domingos Sávio)

Campeão Juvenil pelo Paris Saint German - 1987 (Oratório São Domingos Sávio)

Campeão Oratoriano Mirim Torneio entre Oratórios Salesianos - 1985 (Colégio Dom Bosco Centro)

Foi um dos fundadores do Grupo de Jovens Atletas de Cristo - Acris - 1987

Coordenador do Joud - Jovens Oratorianos Unidos a Deus - 1988

Campeão Troféu Disciplina Joud  Jovens Oratorianos Unidos a Deus - 1988 (Oratório São Domingos Sávio)

Menção Honrosa no Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq 1995

Criador do "O Movimento" na Geografia da UFAM 1996

Um dos fundadores da Confraria dos Poetas Livres - 1997

Melhor Coeficiente de Rendimento Acadêmico dentre os formandos de Geografia - 1999

Melhor coordenador de Curso de Graduação do Uninorte 2005-2006-2007

O primeiro coordenador do Curso de Tecnologia em Petróleo e Gás do Uninorte - 2009

Diretor da Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB Manaus 2012-2014

Coordenador da Pastoral da Comunicação da AMSPA - 2019


Obs 1: Certa vez Michael Jordan atleta do Basquete dos Estados Unidos, estava desanimado e reflexivo sobre sua carreira, quando decidiu enumerar suas conquistas desde o tempo de infância e neste espelho, viu novamente quem era e o que havia construído. Não era um exercício de vaidade, mas de recolocação e auto afirmação para assim poder corajosamente abraçar novas conquistas.

Obs 2: Não incluímos todas as conquistas acadêmicas para não parecer um culto a vaidade ou besteira parecida.

Obs 3: Quem sou eu na foto?

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM



quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

O GUARDIÃO DO TEMPLO

 

FOTO: COM. SÃO JOÃO BATISTA. AMSPA. AUTOR: CUCUNACA 2020.

Por: Mauro Bechman*


Ele está lá. Um ser humano doce e enorme. Um gigante e seu cajado. Todo vestido de branco com seu capacete reluzente e em vestes foscas, num branco quase nuvem, mas não nuvem. Um enorme coração move sua mente e de lá se irradiam forças para a serenidade e a contemplação do pequeno templo abrigo do Criador de todas as coisas.

Um olhar de paz, sereno e justo. Com suas sandálias de palha de palmeiras caminha suavemente pelo que está abaixo do firmamento. Á frente do jardim, contempla a criação enquanto o sorriso perene e contido só esboça um K da enésima alegria que habita no que está sobre toda criação.

Impávido, bondosamente cumprimenta o irmão Sol e o sopro de vento ao cantar da orquestra de pássaros. No capacete o Sinal do Pescador e na pulseira de tucumã, a ordem do clã celeste da Hileya do viajante da Prússia. O Guardião sempre fala pelo generoso sorriso, pelo olhar dos arcanjos e pelas mãos do convertido no caminho para a Síria.

Eu, passante. Passarei pela frente do Abrigo do Altíssimo e saberei feliz que ali estará sempre o seu guardião.


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* Agente da Pastoral do Santo Batismo da Área Missionária São Paulo Apóstolo AMSPA e da Comunidade São João Batista.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Aos querido (@)s ex aluno (@)s do Ceuni-Fametro

FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. 2019.


Prof. Me. Mauro Jeusy Vieira Bechman*


Foi um prazer trabalhar com vocês. De minha parte muito empenho, didática e entusiasmo. Desde a metade deste ano não faço mais parte do Ceuni-Fametro, Hoje estou abraçando a carreira pública, e com muita felicidade encaminhando novas vitórias sempre buscando a excelência.

Decidi agora, embora desligado desde agosto, postar meus agradecimentos pela oportunidade que tive de trabalhar com vocês com o registro de algumas imagens (ufa! são muitas desde 2011) que na realidade pertencem à boa recordação dos momentos que partilhamos como, mestre, acadêmicos, tutor ou orientador. Agradeço também ás homenagens recebidas e as lembranças das turmas formadas.

Então, a todos os ex alunos que por nosso magistério passaram, dos cursos de arquitetura e urbanismo, turismo, gestão da qualidade, administração, engenharia civil e elétrica, recursos humanos, petróleo e gás, segurança do trabalho, psicologia, gastronomia, educação física e logística, meu agradecimento verdadeiro e límpido.

A todos, meu sincero desejo de sucesso perene e que façam sempre o melhor de suas carreiras para a sociedade e para as gerações que hão de vir. 

Anotem!


FOTO: TURISMO


FOTO: SEGURANÇA DO TRABALHO.



FOTO: ENGENHARIA CIVIL



FOTO: ARQUITETURA E URBANISMO.


FOTO; TECNOLOGIAS.



FOTO: ADMINISTRAÇÃO.



FOTO: ADMINISTRAÇÃO.


Presente dos alunos da ADM181N01.
Curso de Administração.


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

NÃO É ISTO PROFESSOR?

 

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.


Por: Prof. Mauro Jeusy Vieira Bechman*


Ás vezes fico pensando nas eleições municipais. Temos de fato um processo sui generis. Primeiro pelo momento em que passamos, de Pandemia agora classificada como Sindemia e da Legislação eleitoral que praticamente proíbe o chamado corpo-a-corpo e deixa o processo de divulgação das candidaturas praticamente reféns das mídias coorporativas ou das chamadas redes sociais privadas.

Num segundo momento, temos um pleito hiperinflacionado de candidatos da casta militar e em menor proporção, mas digno de nota, o crescimento das candidaturas para a vereador em que no ato do registro eleitoral, se autodenominam Professor ou Professora. Sob este aspecto gostaríamos de ter a liberdade de perguntar quantos destes candidatos possuem habilitação ou formaram em alguma Licenciatura em nível universitário?

Certamente que se alguém se dissesse médico ou engenheiro, os conselhos e sindicatos destas categorias já entrariam com a ação de uso ilegal da profissão. Mas, ao que parece, ser professor não é profissão. De outro modo, o conhecimento da arte e da profissão, é ao menos um pré-requisito ético. 

Assim, perguntaríamos, quantos anos alguns destes candidatos lecionaram para a educação básica (ensino médio ou fundamental)? Que respostas teríamos? 

Nesta profissão é imperioso que se tenha contato com a realidade da sala de aula, dos professores, dos corredores, da fila da merenda escolar, especialmente da Escola Pública. É preciso "sentir o cheiro das ovelhas" como nos ensina Papa Francisco. Aliás, sabemos que os ambientes de trabalho mesmo físicos diferem de rede para rede de ensino e certamente o cheiro das ovelhas é diferente.

Neste sentido, ao menos seria de bom tom, informar em que nível exerceu o magistério de forma legal para que os cidadãos e cidadãs tenham clareza sobre que nível da educação tem melhor compreensão.

 Muitos dos chamados candidatos eleitos, na verdade, empossados na maior parte das vezes votaram ou atuaram contra a educação ou contra a categoria dos professores. E não são poucos os exemplos, além daqueles que passam seus mandatos de forma inexpressiva integrando apenas grupos hegemônicos ligados aos financiadores de campanha nas câmaras municipais. Estas questões se tornam vitais neste momento em que desde 2016 as aulas presenciais vem substituindo os professores reais por virtuais e que por consequência devem levar ao fechamento dos cursos de licenciatura no país em poucos anos.

Não é isto professor?


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* Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM. Licenciado em Geografia. UFAM. Professor de Ensino Fundamental e Médio pela Rede Pública do Estado. (1998-2005). Professor da Rede Privada de Ensino Superior de 2004-2020 em nível de Graduação e Pós-graduação. Coordenador de Curso de Licenciatura em Geografia da Rede Privada (2005-2011).

domingo, 30 de agosto de 2020

QUEM ME VIU CHORAR VAI ME VER SORRIR_1º ANO NA DOCÊNCIA DO ENSINO MÉDIO DO ESTADO DO AMAZONAS

FOTO: ELEIÇÃO DO GRÊMIO ESTUDANTIL. E.E.DOM MILTON CORRÊA PEREIRA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.


Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Há exatamente um ano, 30/08/19 retornava ao serviço público do Estado. Em uma verdadeira trajetória geográfica voltava a lecionar para o ensino médio na disciplina Geografia.

Sim, foi mesmo uma trajetória geográfica. Afinal, em 2005 havia me afastado em licença para assumir a coordenação de Geografia do antigo Centro Universitário do Norte e desde este tempo a vida profissional foi mais voltada ao ensino superior, migrando apenas para outra instituição universitária.

Nas provas e no atendimento às demandas do Edital de admissão, a energia e a alegria de Esperançar por uma segunda chance. E Deus me deu. Fui o oitavo colocado no processo seletivo para a vaga de Geografia na rede pública do Estado e voltei a ter aquele entusiasmo por haver sido aprovado em um concurso muito concorrido. 

No processo de admissão, muitas coisas ruins, coisas novas e outras coisas muito boas. Vi, a presença de um discurso muito violento nas etapas entre exames médicos admissionais. A marca de um radicalismo de Direita presentes nos diversos serviços que precisei usar, do laboratório de exames de oftalmologia ao de otorrino. Alguns médicos até com uma conversa bem "macia" evocando Deus para justificar a opção política partidária reacionária. Mas, nem isso conseguiu empanar minha alegria.

Uma coisa muito curiosa, foi que três mulheres foram muito importantes nesse caminho da volta ao serviço público, as minhas ex-alunas de graduação da Geografia, a Marineide Pedroso, a Cassandra Santana e a  Catherine Bentes que torceram e até me orientaram com relação ao processo admissional no que diz respeito aos exames e as etapas da admissão. Creio que se não fosse pela ajuda dessas colegas, penso que talvez não estivesse escrevendo esta memória.

Fui lotado na Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira e na tarde me apresentei na escola na companhia de minha querida esposa. Na escola, encontrei dois antigos conhecidos sendo professores, professor Ayres, dos tempos de Eldah Biton Teles da Rocha (1998) e outro dos tempos de graduação na UFAM, o cientista social Ronaldo. Um dia depois, conheci um novo colega, o jovem professor de Matemática Santiago com quem troco as idéias sempre que possível, afinal iniciamos juntos e também partilho com ele esta data e este brinde.

O ano de 2019 foi um ano difícil para mim, seja pelo cenário vicejante, seja pelas indefinições quanto ao exercício da docência. Adoro carnaval de escolas de samba e nem isso pude curtir devido a tensão de estar ou não estar em atividade na docência na faculdade que lecionava. Isso tudo por conta da fusão de turmas e a inclusão de disciplinas no formato a distância (EaD). Daí, esta vitória que se coaduna com meu tempo de mudanças: mudança de endereço, mudança de emprego e mudança de direções.

Por isso, hoje eu celebro. Sim, porquê durante muito tempo na minha vida negligenciei minhas conquistas, nem sequer as celebrava. E talvez por isso, dadas as circunstâncias, brindo todas as pequenas e grandes vitórias e que neste caso especial, elegi como tema desta memória um trecho do samba de enredo da Escola de Samba Unidos do Viradouro, vice campeã do carnaval carioca de 2019, "...quem me viu chorar, vai me ver sorrir, pode acreditar o amor está aqui".

Que venham outras conquistas e novos brindes!

Saudações Geográficas 🌿

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Processos socioculturais pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM. Professor de Geografia da Rede Pública do Estado do Amazonas.



sábado, 22 de agosto de 2020

OS MANAUARAS E A FRENTE FRIA

FOTO: CHEGADA DA FRENTE FRIA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.


Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Uma massa de ar fria vinda da Antártida atravessa este magnífico país-continente chegando ao sul e sudeste do Brasil com geada e neve em alguns municípios. No dia 21/08 se anuncia a frente fria sobre o céu do quente e caloroso Amazonas.

No céu da zona norte de Manaus, após uma tarde escaldante de sexta-feira com seus 40º C e a sensação térmica de 43º C, por volta das 19h ao cair a noite, nuvens brancas começam a encobrir o céu límpido fazendo as estrelas e a lua esmaecerem. As nuvens num bailado inquieto até certo ponto parecem "lutar" contra o ar quente atmosférico e como resultado, um vento frio sopra sobre a superfície. No pequeno espaço que chamo de quintal, as roupas no varal balançam incessantemente enquanto o cachorro caramelo, batizado "Sansão" observa assustado o movimento do vento e das nuvens que clareiam a noite.

No banker das memórias infantis, é inevitável a lembrança de outros momentos assemelhados. Nessa memória, não recordo o ano, mas lembro ainda por volta dos anos 1970 do século passado, todos os oito filhos juntos com meu pai e minha mãe na humilde casa de madeira. Encolhidos e agasalhados dentro da pequena casa na Vila Hei de Vencer no bairro da Praça 14 de Janeiro, a sensação do vento frio e o aconchego da mãe e do pai dentro de casa nos afiançava a segurança da família, todos de meias nos pés, as crianças com lenços no pescoço e, lençóis que carregava-se quase que pela casa toda, a sopa de carne no jantar e o copo de leite quente para as crianças que nos ajudava a "relaxar" e dormir melhor.

Noutros momentos, a chamada "Friagem" também chegava a Manaus com maior ou menor intensidade geralmente nos últimos dias do mês de Junho também provocando a queda na temperatura. Nesse período também observa-se o certo "esvaziamento das ruas". O mais interessante é que a friagem gera uma espécie de "medo" nos manauaras pois na prática, as temperaturas são em média em torno de 20º C a 25º C, ou seja, para uma cidade como Manaus com temperaturas em torno de 40º C nos horários de maior pico do dia, as temperaturas médias aferidas no período em Manaus seriam na verdade, temperaturas características de países quentes e tropicais como o Brasil e não um motivo de tanta apreensão.

Mas, são algumas das impressões que estes fenômenos climáticos causam no comportamento e no imaginário dos manauaras e amazonenses, ofertando a esta região quente e úmida um pouco das sensações térmicas dos outros lugares do Brasil. Neste ano zero, esta frente fria chegou exatamente num dos meses mais quentes do Amazonas, neste quente e agitado agosto.

Saudações socioambientais e amazônicas!

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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

sábado, 15 de agosto de 2020

BOAS VINDAS AO 'VELHO' NORMAL

 

FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN, 2020.

Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Lentamente a vida vai voltando ao seu "Novo Normal", caem as "máscaras" e a face do real se mostra sem pudor. Pelas ruas congestionamento, mal estar na quente e cada vez menos úmida Cidade Morena. A metrópole que entorpe e novamente expõe seus personagens extravagantes e bizarros.

No ar, o cheiro das queimadas urbanas mescladas ao mau cheiro dos igarapés que jazem a céu aberto, mascarados de rede sanitária. E a brutalidade dos automóveis são exibidas nas diversas poluições, visual, sonora, atmosférica...esse é o novo normal.

Máscaras contra o Covid-19 são apenas adornos indesejados e a ignorância da ciência está presente em cada diálogo em gotas generosas de negação da realidade da existência. A cidadania é confundida com o bom consumidor.

Ascendentes em plena queda e decadentes dos andares de cima, se igualam na imoralidade, mentindo uns para os outros enquanto exibem seu sorriso comprado em shoppings centers de embrulhar o estômago da Ética. São felizes, assim se acham e talvez seja menos doloroso para este mundo muito particular, o deles.

FOTO: CAMELÃO ATROPELADO. MARGINAL ESQUERDA. NOVA CIDADE. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Na marginal esquerda, um marginal atropelou um camaleão. Boas vindas ao "Novo Normal".


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.


domingo, 9 de agosto de 2020

BRASIL: UM MINUTO DE SILÊNCIO

FOTO MANIPULADA: PAVILHÃO DO BRASIL.
 AUTOR: CUCUNACA, 2014.


 UM MINUTO DE SILÊNCIO. CEM MIL BRASILEIROS MORTOS PELO COVID-19.

Para que não se perca a sensibilidade e o senso de que ainda somos uma nação. Peço que você faça este minuto em memória das vítimas e das famílias enlutadas e em seu credo reze um Pai-nosso e uma Ave Maria.

domingo, 16 de junho de 2019

EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO

FOTO: PE. ISAÍAS LIMA. CSJB.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Neste domingo, 16 ás 18h, foi celebrada Missa na Comunidade São João Batista, integrante da área Missionária de São Paulo Apóstolo, integrante do Setor Padre Pedro Vignola e da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida. 

A celebração teve como reflexão central o Evangelho de João 16, 12-15. A Palavra foi proferida pelo Ministro da Eucaristia Rildo Régis e tratou do Espírito da Verdade, que Jesus, deixa aos apóstolos para que as coisas lhes sejam reveladas ao longo de suas caminhadas de fé.

A homilia proferida pelo celebrante Padre Joseleito Isaías Lima, fez a comunidade refletir sobre os “Dons do Espírito Santo de Deus” deixados aos apóstolos e a toda a comunidade cristã para que este espírito santo, os conduza ao encontro da verdade.

 A Santíssima Trindade presente num destes mistérios deixados por Jesus, cuja harmonia divina, entre o Pai, Filho e o Espírito Santo, conduz a comunidade ao evangelho e ao anúncio da Boa Nova aos povos.

Enfatizou a Perseverança na comunidade diante dos desafios da vida material e espiritual cuja paciência e serenidade traga a todos uma tolerância para com o outro e a serenidade para que se dissipem as maiores preocupações das comunidades. Ainda assim, rememorando o apóstolo Paulo, o celebrante ratificou que a centralidade da harmonia comunitária está no amor de Cristo Jesus materializado na acolhida e no respeito ao outro. 

Sem ressalvas, a homilia muito bem pronunciada pelo sacerdote celebrante, lança um desafio a todos os comunitários e comunitárias: Buscar viver em harmonia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!


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DIA 24 FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA.

sábado, 1 de junho de 2019

ANIVERSÁRIO DE UM BURACO, CRÔNICA MANAUARA

FOTO: BURACO.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Na última segunda-feira, caminhando de volta para casa, após uma manhã de trabalho intenso, caminho em direção á parada de ônibus situada na Avenida Constantino Nery entre a Rua da Maromba e o shopping center Millenium por volta das 12h naquele calor que só os manauaras sabem bem como é, embora tivesse chovido naquela manhã sinalizando a mudança de estação para o período menos chuvoso na região amazônica, o nosso famoso verão.

Entre reflexões e a espera pelo coletivo, eis que caminha pela calçada imperfeita vindo em nossa direção, um senhor negro com uma caixa de isopor, acondicionador dos populares picolés da massa. Em seu caminhar bailado, o vendedor de picolés da massa, pára bruscamente diante de um buraco no chão no interior do abrigo para passageiros e, inclinando-se para trás, ergue uma ode ao buraco, como se o saudasse:

 "Oh meu caro buraco! Meu caro buraco! Há sete anos passo por aqui e você sempre aí. Pelo visto você gosta de mim e em todos estes anos aprendi, incrivelmente, a gostar de ti. E, já se vão sete anos! E hoje, é seu aniversário, por isso, parabéns caro buraco!". 

E, continuou caminhando pelas calçadas imperfeitas até fugir do meu campo de visão. Não era um homem da região, sua tez negra, seu andar bailado, sua voz musicada, denunciavam sua vida cigana. Chegou meu ônibus. Feliz Aniversário Buraco pelos 7 anos! Feliz Aniversário Manaus pelos 350 anos!

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O ESPAÇO DO PROFISSIONAL E O LUGAR DO PESSOAL

FOTO: ÍCONES. AUTOR: CUCUNACA, 2015.
A vida de todo o profissional se depara eternamente situações inusitadas e que geram certo desconforto. Ás vezes, gera-se uma confusão entre os campos profissional e pessoal, às vezes intencional e às vezes involuntária. Uma destas muitas confusões está muito assentada no imaginário das pessoas. Numa relação entre as pessoas, dadas as suas proximidades afetivas ou situacionais, sejam elas profissionais ou circunstanciais, em muitas ocasiões na fronteira entre o profissional e o pessoal confundem-se ambos, numa mistura de afetividade e racionalidade. Lamentavelmente, o espaço do profissional se vê negligenciado pela outra pessoa com quem mantem-se algum tipo de relação muitas vezes dadas as situações de proximidade histórica, pessoal ou afetiva.

Em alguns momentos, nossos amigos ou amigas - até os de longa data -, findam, por afetivamente e cremos nós, de forma até inocente, negar a nossa competência profissional e até racionalidade objetiva, lógica e científica em temas, assuntos e contextos diretamente relacionados a nossa formação profissional. Em algumas ocasiões, estes "deslizes"transformam-se em provas irrefutáveis a serviço de nossa condenação por posicionamentos e atitudes assumidas por nós diante de alguns grandes temas da vida, das nossas e diante dos muitos temas que permeiam nosso cotidiano, sejam eles políticos, geográficos, sociais, ambientais, artísticos e literários. Nesse momento, parece que o fato de se ter uma maior proximidade pessoal, o espaço do profissional é suprimido pelo nosso interlocutor. Muitas vezes, estes eventos dependendo das circunstâncias e da capacidade de compreensão sobre a fronteira entre os espaços do profissional e o lugar do pessoal, conduzem a uma ruptura das relações interpessoais quando não estabelece um distanciamento sem data prevista para seu restabelecimento.

Resguardar a voz ao espaço do profissional é na verdade uma prova de amor de quem buscar no outro não apenas a confirmação de visão de mundo, mas também o seu contraditório possível. Também e  claro, usar intencionalmente ou não, a afetividade construída ao longo de algum tempo de convivência profissional ou pessoal para impor um modo de ver as coisas da vida e do mundo, não autoriza a ninguém, nem mesmo aos amigos e amigas mais próximas, a não reconhecer a autoridade profissional sobre os temas e contextos atuais da vida em que houve todo um empenho na construção de uma carreira profissional. 

Afinal, as ciências humanas e em especial a Geografia, não podem ser medidas pelo reducionismo totalitário de que representa apenas uma "questão de opinião". Atentar ao espaço do profissional é sim, uma bela forma de manutenção sagrada do lugar do espaço pessoal na vida das pessoas que partilham a experiência da existência coletiva e afetiva. Assim sendo, sobre temas históricos, nada melhor e mais capacitado que um historiador ou historiadora, da mesma forma que em temas geográficos, melhor mesmo deixar e respeitar o posicionamento ou consultoria de um geógrafo o professora de Geografia. Ora, nada mais sensato e honesto, afinal não podemos esquecer que ás vezes, os nossos melhores amigos e amigas, são também respeitáveis profissionais e porquê não, os melhores especialistas em suas áreas de conhecimento. Quando conseguimos equacionar de forma perfeita a relação entre o espaço do profissional e o lugar do pessoal numa relação entre pessoas é sinal positivo de que ainda temos a civilidade e a humanidade como elementos basilares de nossa busca pela felicidade tanto individual quanto compartilhada coletivamente.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

O NÚMERO 8

FOTO: OUVIDOR DE PASSARINHOS.
AUTOR: CUCUNACA, 2018
Muitas coisas passam pelas nossas vidas e ao seu jeito marcam nossa memória e seguem em certo sentido, dando significado e re-significado às novas e velhas situações da vida. Desse jeito, o número 8 tem um impacto interessante na nossa caminhada.
Das lembranças da infância, o ano de 1978 foi um ano simbólico no âmbito pessoal e no geral. Creio que foi o ano em que os "antigos" chamavam de "quando tomei conhecimento do mundo" para quando nossa lembrança se forma de forma sistemática e associativa, em que cores, sentimentos, aromas e vivências se revelam como interligados e até indissociáveis.

Em 1978, houve a Copa do Mundo de Futebol da FIFA na Argentina, juntando pinchas de refrigerantes, algumas delas tinham na sua parte interior o mascote da copa "o gauchinho". Sim, foi um ano intenso. Em 1978, as ruas do centro histórico de Manaus em suas cores e calçadas com sinais de abandono e uma sensação enorme de vida provinciana, reclusa em si mesma. Nem sabia, mas estranhava porque tantos policiais presentes no nosso cotidiano, o meu tio era um, um primo meu também, um outro tio queria que eu fosse isso quando crescesse. Meu Pai, um cavalheiro, nunca me pressionou a ser isso ou aquilo, um doutor ou um militar. Acho que 1978 foi o ano que tomei consciência de que o meu mundo era maior que o meu quintal e minha caixinha de brinquedos.

Em 1988, já um jovem adolescente forte, alegre, sonhador, pressentia que estaria entrando num processo de mudança. Havia entrado no JOUD (Jovens Oratorianos Unidos a Deus) na obra salesiana do Oratório São Domingos Sávio, hoje mais conhecido como Santuário São José Operário. Via os automóveis quadrados e achava aquilo "atrasado", parecia que ainda não estávamos vivendo o mundo real. Em 1988 conheci minha primeira namorada séria e desde então, sabia que já era o fim de uma vida apenas de um rapaz solteiro. Grande parte de minha afetividade vai sendo consolidada neste ano. Mas, ora, ora 1988 era véspera de uma mudança no meu país. Teríamos a primeira eleição direta para presidente desde a implantação da Ditadura Militar em 1964. No ano de 1988, vi que muitos sonhos podem ser realizáveis e Eu não parava em casa, todo tempo na Igreja, no Oratório, no Colégio, no Joud, na casa dos amigos, na rua com o grupo de rua (meus coleguinhas de rua).

A primeira vez como professor, ocorreu em 1998 na Escola Estadual Eldah Biton Teles da Rocha, na Compensa, ministrando Geografia para o ensino médio e fundamental, Outro ano intenso, vida de estudante universitário e de jovem professor Tempos "punks" salários atrasados por três meses, filas para receber o "dinheiro" no BIG BEA (Banco do Estado do Amazonas) onde hoje funciona o Bradesco agência Boulevard que comprou o BEA,  e até desmaios de professoras tal era o desconforto e a lotação da agência, paralisações, novas e belas amizades, apaixonei-me pela Compensa e pela Escola. Meu corpo sofreu um enorme transformação de um rapaz franzino a um "gordinho" viciado em cheese salada e refrigerante. Em 1998, tive a primeira grande derrota política, quando a escola sofreu uma intervenção, ali senti de perto, a cooptação de colegas, a traição de outros, a esperteza de outros e claro, a enorme beleza da luta. Naquele ano, descobri o que era a luta e que ela não se esgota numa vida. Aquela luta foi bonita, professoras mais velhas, evangélicas, ateus, comunistas, anarquistas, professores jovens todos juntos por uma Escola de cidadãos.

Em 2008, estava a frente da coordenação de Geografia do Uninorte, outro ano intenso. Dedicando minha vida àquele projeto. Recebi uma placa de metal e a honraria de ser homenageado pelos cursos de Geografia e do Turismo, sendo o primeiro da Geografia a ser homenageado no curso de Turismo do Uninorte. 2008, foi também o ano de minha lucidez administrativa. Era hora de crescer e sair um pouco do nicho da Geografia. O Brasil entrava num novo momento com a descoberta de petróleo na camada do pré-sal e a esperança era estampada nos jornais nacionais e locais. Meus sonhos subiram ao prédio Cidade de Manaus e lá do alto vi o que me premiava. Avaliamos os cursos de Geografia da UEA em Parintins, Tefé e Tabatinga...foi o máximo!

E 2018?

Olha só. Mudo de casa, mudo de direção, coisas do passado reaparecem - precisam ser fechadas! Meus dois frutos, me dão uma alegria maior que o mundo, um se forma  advocacia e o outro, um futuro engenheiro naval. Um portal se abre no tempo, reaparece a Seduc, os concursos públicos e a chance de continuar o caminho interrompido. Respiro isso! Haverá mudança, conserto de velhas feridas, linhas cortadas. Em 2018, exorcizei alguns demônios, domei alguns dragões e me desfiz de algumas falsas amizades Vi em 2018 que o mundo é  muito maior. 

Voltei à Igreja na comunidade cujo nome é o mesmo donde eu tive minha primeira experiência de beleza como catequista, num bairro diferente com pessoas diferentes. Parece a vida dando uma segunda chance. Na política, 2018 foi o fechamento de 2013, a confirmação da existência de espertalhões e desumanos e inocentes e bananas. Quis chorar, mas não, este decididamente não é o meu perfil. No fundo, apenas me provei que o mal é mau mesmo e que eu embora derrotado, estou no lado certo. Nossa! como isso me traz uma Paz de Espírito. Na vida, luta cruel e solitária que sem Deus e Maria não sei se suportaria. E 2018? Lucidez e serenidade. Há tempos, não nutro tanta esperança de dias melhores para o lado profissional e pessoal. Quanto ao lado social, será aquilo de sempre, a luta!

E este 8, sempre com muito significado para mim e para o meu país. Que seja, o prenúncio de mudanças boas, pois estou precisando me reinventar e nascer de novo.


sábado, 28 de julho de 2018

O DIA DO NÃO AO PAGAMENTO DAS MENSALIDADES NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

IMAGEM: PROJETO DE LEI 282/95.
AUTOR: CUCUNACA, 2018.

O DIA DO NÃO AO PAGAMENTO DAS MENSALIDADES NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Em 1995, estudantes da Universidade do Amazonas (UA), atual UFAM (Universidade Federal do Amazonas) de diversos cursos fizeram um ato de repúdio diante da possibilidade de ser chancelado pelo Congresso Nacional Brasileiro, o pagamento de mensalidades. O Projeto 282 do Deputado Sr. Antonio Jorge, tinha em seu conteúdo, a cobrança de mensalidades para os acadêmicos das universidades públicas.

Um debate intenso na Universidade àquela altura tomava conta do R.U (Restaurante Universitário), dos centros acadêmicos e dos barzinhos de universitários. Na mistura de calor e desespero pela possibilidade de aprovação da proposta que jovens estudantes tomaram a iniciativa de fazer uma “Carta Aberta de Repúdio”, todos independentes de posições político-partidárias mas a elas alinhados pela necessidade e leitura de conjuntura. Participaram desta ação Eisner Francisco Cunha (Geologia), Eberth Cunha (Engenharia Elétrica), Renato Mendes Freitas (Engenharia Elétrica), Jackson Douglas (Geologia), Raimundo Pontes Filho (Ciências Sociais), Jannife Araújo (Estatística), Sérgio Reis (Educação Artística), Ronaldo Santos (Ciências Sociais) e Mauro Bechman (Geografia).

IMAGEM: CARTA ESTUDANTIL.
AUTOR: CUCUNACA, 2018
O estudante de Geologia Eisner Francisco Cunha deu a idéia de uma carta pública. Então,na casa de seus pais, redigimos o documento  imprimimos na impressora matricial do seu irmão Ebeth Cunha. Então, tínhamos como objetivo distribuir a carta na forma de “panfletagem”. O problema era que nós, estudantes filhos de trabalhadores, não dispúnhamos de recursos financeiros suficientes para fazer fotocópias. Foi então que o Eisner falou ao seu pai do que se tratava o documento. Seu pai, achou isso gravíssimo, um verdadeiro absurdo e decidiu livremente dar “uns trocados” para reproduzirmos as fotocópias.

Então, de posse das cartas, decidimos colocar onde pessoas instruídas pudessem ler e tomar ciência do que estava ocorrendo. Fomos ao jornaleiro da esquina da Igreja de São José Operário, hoje o Santuário de São José que este ano completa 70 anos, e ao conversarmos com ele, ele permitiu que colocássemos no meio das páginas dos exemplares. Um gesto impressionante, tomado por um homem simples e de certa idade, além da vontade militante do estudante de engenharia elétrica Eberth Cunha que colocou um a um as cartas nos exemplares.

Foram tempos de luta. Sem organizações e associações formais, jovens estudantes universitários tomaram a iniciativa, democratas e livre-pensadores.
Encontrei esses documentos, na minha mudança de casa.
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Dedico esta postagem aqueles estudantes pobres e lindos de coração. E, ao senhor Cunha, o patriarca de uma família digna de Coari, que durante os anos difíceis da ditadura empresarial-militar de 1964 preservou-se um homem íntegro e sobretudo cidadão mesmo sobre as pressões do regime autoritário no seu emprego nos correios.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

FUTEBOL: FILMOGRAFIA DO ANOTE

FOTO: ARENA VIVALDO LIMA. CUCUNACA, 2014

FUGA PARA A VITÓRIA (1981) - EUA
Direção: John Houston
Música: Bill Conti

Trata de um drama inspirado na vida real. Com elenco eclético, contando com Sylvester Stalone, Michael Caine, Pelé e Oswaldo Ardiles. Uma partida de futebol entre prisioneiros de guerra e guardas nazistas durante a segunda guerra mundial (1938-1945) selaria o destino dos prisioneiros. Os prisioneiros deveriam perder a partida, mas optaram pela vitória, o que lhes trouxe consequências fatais. Eletrizante!


PRA FRENTE BRASIL (1982) - BRASIL
Direção e Produção: Roberto Faria
Música: Egberto Gismond

O cenário é o Brasil durante a Ditadura Militar (1970) durante a repressão sobre militantes de esquerda após o Golpe Militar de 1964 que derrubou o presidente João Goulart. Enquanto o regime oprimia grupos opositores, celebrava-se as conquistas do tricampeonato mundial (1970) no México anestesiando a sociedade com o discurso ufanista. Elenco hoje consagrado, tendo nomes como: Reginaldo Faria, Nathália do Vale, Antonio Fagundes, Elizabeth Savala, Cláudio Marzo e outros fazem desse roteiro, uma parada obrigatória para quem deseja compreender política e futebol. 10!

O MILAGRE DE BERNA (2003) - EUA
Direção: SonkeWortman
Música: Marcel Barsotti
Roteiro: Sonke Wortman e Rochus Hahn

O filme trata da primeira conquista da seleção alemã no mundial de futebol da FIFA em 1954. A conquista representou a superação de várias situações advindos com a derrota nazista na segunda guerra mundial (1938-1945), a divisão do país em duas zonas de influencia geopolítica – uma soviética e outra ocidental pelos países vencedores no conflito, a superação na final da mais talentosa equipe da época que tinha o melhor jogador Puskas, a Hungria. A superação numa virada espetacular após estar perdendo para a seleção favorita por dois gols. O empenho e a disciplina do time inspiraram toda a sociedade pós-guerra que gerou o chamado “Milagre Alemão” com a reconstrução do país. Geografia, Política e Futebol – tudo misturado! Gol da Alemanha!

DUELO DE CAMPEÕES (2005) - EUA
Direção: David Anpauch
Música: Willian Ross

No elenco, nomes como o de Gerard Butler (Frank Borghi), Gavin Rossdalk (Stanley Mortensen) e Patrick Stewart, desenvolveram um roteiro sobre uma das maiores façanhas da história das copas do mundo de futebol, com a vitória da seleção amadora dos Estados Unidos sobre os inventores do Futebol, a seleção inglesa. O filme trata das situações que antecederam a partida na vitória dos Estados Unidos sobre a temível seleção inglesa no estádio Independência em Belo Horizonte (MG) no mundial de 1950 realizado no Brasil. Um time que nem uniforme dispunha supera uma das seleções favoritas. Superação!

MENINOS DE KICHUTE (2013) – BRASIL
Direção: Luca Amberg
Música: Netinho

Dirigido por Luca Amberg e composto por um elenco infantil de talento junto a nomes consagrados como Arlete Sales, Paulo César Pereio, WenerSchunem dentre outros. A trama tem como cenário o Brasil dos anos 1970, especialmente o ano de 1974 em que o sonho do tetracampeonato de futebol sucumbe diante da seleção holandesa, chamada de Carrossel Holandês. A realidade brasileira é muito fielmente retratada e a história da geração daqueles meninos das periferias urbanas brasileiras são reveladoras da inocência e doce-duro cotidiano das famílias, numa produção que emociona. A trilha sonora, deve ser reverenciada e marcante para o período histórico! Golaço do Brasil!

Esta é a minha lista.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

LHES BASTA

FOTO: O ARTISTA, 2017. CUCUNACA, 2018.

ISSO LHES BASTA

Alguns amigos dos tempos de juventude reencontrei pelas mídias sociais. Alguns cresceram, outros continuam exatamente onde estavam quando do tempo em que os encontrei: adolescentes ou como uma ex-namorada minha chamava, “adultocentes”. 

Os que cresceram, conseguiram algumas benesses advindos de suas muitas renúncias  e das renúncias ainda maiores de suas famílias, empobrecidas e catolicamente honradas, como também a minha. Quase todos realizaram seus sonhos profissionais ou nos parecem satisfeitos com o “status” de suas condições atuais, mas tudo, também são apenas nossas impressões. A verdade é que estivemos afastados por mais de 20 anos.

Os “adultocentes” estão lá, ainda naquele tempo mágico do passado imperfeito. Riem de tudo, discutem sobre futebol, menos sobre os clubes amazonenses – minha paixão desde aquele tempo, falam de filhos, filhas, mulheres, trabalho e claro, de política . Nos seus sorrisos, ainda vejo, a inocência de outrora. E como todos os meninos são, são também briguentos.

Creio que fomos confinados num mesmo lugar e num mesmo tempo por conta do golpe civil militar de 1964 que levou o Brasil a um retrocesso social e político que durou 26 anos de forma que nos restou partilhar o cotidiano duro, perigoso e mágico daqueles anos oitenta e inicio dos anos noventa. Encontravam-se juntos meninos pobres de famílias de trabalhadores subalternos e filhos de uma classe média decaída, que teve que renunciar momentaneamente seu individualismo.

O demorado reencontro aconteceu em 2016. Num breve convívio virtual, de alguns poucos meses, serviram para que víssemos no que nos tornamos. E nesse mesmo ano, o Golpe Jurídico-parlamentar que afastou uma presidenta honesta Dilma Rousseff do poder, também culminou para o nosso distanciamento. Curiosamente um Golpe de Estado nos havia aglutinado, o de 1964 e agora o de 2016 nos afastara.

O sonho coletivo foi suplantado pelo individualismo. Já não era mais possível a democracia. 

Depois, refletindo sobre tudo isso, lembrei que naqueles idos tempos da juventude, alguns se orgulhavam de ler jornais como a Folha de São Paulo, A Gazeta Mercantil, Revistas como Veja, Isto é, Superinteressante e outras. Então, passei a compreender suas posições políticas, pois para aqueles jovens oriundos de famílias humildes ter acesso e ler esses periódicos, já lhes bastava e agora nestes momentos de definições políticas, ainda lhes basta também. Infelizmente a mim não. Mas, como nos ensina São Francisco  “Amar que ser amado/compreender que ser compreendido”. Com o passar dos anos, algumas pessoas mudam, outras não. 

sábado, 5 de maio de 2018

UM SAMBA POR FAVOR

FOTO: SAMBA, P. 14. AUTOR: CUCUNACA, 2016
Seja o que for, após cada campanha, precisamos saber abrir e fechar a porta. Nem sempre as derrotas são vitórias de fato. São ilusões, porque objetivamente "essência não é aparência". Algumas vitórias não possuem a glória de uma conquista. Assim é a vida e ter que celebrar a vida é muito mais importante. Por isso, o samba cai bem. Afinal, ele nasceu da tristeza. - Um samba por favor!

terça-feira, 1 de maio de 2018

DIA DO TRABALHO, Notas

FOTO: MANIFESTAÇÃO. AUTOR: CUCUNACA, 2016.

Há um enorme fracasso na geração de empregos de carteira assinada no mundo.
Cresce o trabalho informal assustadoramente, dificultando o previdência social.
A "uberização" elimina o tempo livre.
A "Resiliência" significa que o trabalhador tem que suportar a pressão no ambiente de trabalho.
O "Empreendedor" torna-se sinônimo de desempregado. E muitos desempregados, crêem ser empreendedores.
O sonho deixa de ser coletivo e passa a ser individual.
A religião é o dinheiro.
A assistência social é substituída pela caridade.
O outro  passa a ser aquele que é o inimigo ou aquele que eu quero explorar.

Salve o Primeiro de Maio!

domingo, 29 de abril de 2018

SOBRAM BAIXARIAS E MÁGOAS. FALTAM PROPOSTAS E COMPROMISSOS. Via Whatsapp


FOTO: CARLOS SANTIAGO. ACERVO, 2016.
SOBRAM BAIXARIAS E MÁGOAS. FALTAM PROPOSTAS E COMPROMISSOS
Por: Carlos Santiago*

No Amazonas, nesse período da pre-campanha das eleições gerais de 2018, sobram baixarias, acusações, mágoas e meios de comunicações engajados politicamente. Por outro lado, faltam propostas e soluções para resolver os graves problemas econômicos,ecológicos  sociais do Estado.

A legislação eleitoral liberou na pre-campanha, período anterior ao inicio oficial da campanha, debates de ideias, entrevistas nos meios de comunicação com exposição de propostas, reuniões e encontros partidários para produção de programas de programas de governos e outros. No entanto, os noticiários, as entrevistas dos pre-candidatos e os discursos das tribunas nas Casas Legislativas, demonstram que as ideias e compromissos para resolver os enormes desafios do Amazonas estão em segundo plano ou sequer existem.

Os grupos políticos estão investindo numa guerras de desconstrução de imagens de seus adversários. As Casas Legislativas tornaram-se meramente espaços para agressões, exposições de mágoas e "firula eleitoral". Nas entrevistas dos governantes tem sempre palavras lancadas contra opositores. Blogs, sites e ate portais de "notícias" alinhados politicamente são usados nesta guerra. Não faltam "memes" agressivos, videos agressivos, vídeos acusatórios e fakenews. E uma tristeza!

Governantes e opositores esquecem que, em 2015, na grande crise econômica do Brasil, o Estado do Amazonas teve a segunda maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) e a maior taxa de desemprego do país. As causas foram muitas: falta de planejamento, falta de investimentos em infraestrutura e falta de um modelo de desenvolvimento alternativo ao Polo Industrial de Manaus, dentre outras.

Ademais, o Brasil e o Amazonas passam por uma crise ética na política, com baixos crescimentos econômicos e altas taxas de desempregos que atingem os mais pobres.

Não se constrói nada de positivo com baixarias, com mágoas e "firulas eleitorais". Na eleicão de 2017, parcela significativa do eleitorado reprovou a todos: situacão e oposicão.

A saída da crise moral e econômica passa por propostas de governanca, de mudanca de comportamento da classe política e de compromissos com o coletivo.

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* Sociólogo, Analista Político e Advogado.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

ASSASSINATO NA RUA JONATHAS PEDROSA

FOTO: RUAS DE MANAUS.
AUTOR: CUCUNACA, 2017.

Uma das coisas mais engraçadas senão trágicas que trago em minha memória juvenil,está relacionada as lembranças desse tempo.

Na Manaus dos primeiros anos da década de 1980, a violência sempre foi uma tônica presente no cotidiano das pessoas. Chegando a partir das 22h já não era possível ver gente circulando pela rua. Um aspecto sombrio nos dias de chuva e as ruas mal iluminadas -para ser gentil, davam o cenário desse tempo.

Certa noite, ocorreu uma tragédia na rua onde morava, a rua Jonathas Pedrosa no famoso bairro da Praça 14 de Janeiro. Um cidadão foi esfaqueado na calçada de fronte a vila que morava minha família. Em choque, todos na rua cercavam o cadáver e murmuravam intensamente com  o fluxo cada vez maior de moradores e curiosos. Nunca gostei dessas coisas de violência e também nunca tive curiosidade de ver isso.

Na cena do crime, senhoras, adultos, homens, jovens e alguns moleques ficavam "colhendo" informações sobre a tragédia e não eram poucos os olhares assustados e as mãos na boca das mulheres horrorizadas com o acontecimento. Alguns moleques, entre eles eu, também viam e ouviam os comentários e os murmúrios da vizinhança. Até que "espiando e ouvindo" as conversas, vi um dos rapazes que tinha por volta dos 15 anos com o sugestivo apelido de "Carangueijo" com os braços trançados sobre o seu próprio tórax observando a cena. 

De repente,surge um amigo da rua e ao lado de outro que atenciosamente esticava o pescoço e os ouvidos para tentar compreender o ocorrido e faz uma oportuna pergunta ao Carangueijo: - Quem morreu? Carangueijo que não perdia uma chance de tirar "graça" com a cara dos outros, respondeu: -Foi o Solha. O rapaz com cara de mais curiosidade, retruca: - Solha? Que Solha? Caranga responde: - O Solha, primo do Folha, irmão do Trolha, amigo do Bolha....Os dois moleques curiosos saem desconfiados e se perguntando quem seria o defunto e quem eram os personagens citados pelo esperto Carangueijo.

Depois o nosso amigo Carangueijo contou o fato e revelou a "brincadeira" que gerou uma confusão para os curiosos moleques. Rimos muito e até hoje guardo nas lembranças juvenis esse causo, cômico senão fosse tão trágico.

Nesta tarde, no julgamento do ex-presidente Lula pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), fique pensando nos tempos de juventude e claro, lembrei do "Carangueijo".

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

UM ATÉ BREVE AO CENTRO DE MANAUS


FOTO: MANIFESTAÇÃO PÚBLICA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2015.

Um até breve ao Centro de Manaus


Hoje já não moro mais no Centro Histórico de Manaus. Prá lá deixei uma parte inseparável da minha vida. Acho que agora acabou.

Ali cada passo meu tem uma história para contar.  E são muitas. Optarei pela primeira pessoa do singular. Acho mais sadio para falar de uma cidade como Manaus, uma metrópole. 

Nas pedras do paralelepípedo português da Vila Dona Marciana, ficaram o cansaço, a luta e as esperanças em meio o temporal da chuva que me faz lembrar que estou na Amazônia e no meu amado Amazonas. Lá procurei viver intensamente, cada espaço e cadafalso. Em cada passo, um compasso marcado de história, a minha e a de outros sobreviventes da cidade. Pelas ruas, alguns poetas, barbudos, mendigos, pequenos assaltantes, saltimbancos dos cruzamentos, os  bons operários, anarquistas, filósofos, comunistas, os sapateiros intelectuais, os reformadores de móveis cientistas sociais, com a nobreza dos aristocratas, os padres e o maravilhoso  divino mundo da Igreja, também os salafrários parasitas do sistema político de castas e estamentos urbanos. 

Lá ficaram os imigrantes americanos: os alegres colombianos, os altivos peruanos, os ciganos indígenas venezuelanos com suas vestimentas estonteantes em cores vivas, que penso eu, se acreditam de fato herdeiros da Terra, e os gigantes haitianos e seus chapelões com suas mulheres negras de rara beleza na dura vida de frutas e picolé da massa, elas e eles não se ajoelham. Os meus bons caboclos, com sua tez de sol, seu sorriso largo, operários da vida e ainda assim honrados. As doces caboclas, trabalhadoras, do sorriso de Yara e da fibra das amazonas de Gaspar de Carbajal. E eu, apenas Cucunaca.

Há política em toda parte no Centro, entre palavras e negócios. O protético ético, na bela missão de transmitir amor pelos gestos e pelas palavras, educar com todas as forças, o filho amado para entregar ao mundo  e assim também a minha missão, como a do comerciante de coração grande, ou melhor dizendo, de um grande coração. Em tudo isso há um nobreza impressionável. Mas tu me perguntarias:  E as praças históricas, a da Polícia? a da Saudade? a do Congresso? e o Largo de São Sebastião e a Praça da Matriz? Ah...  elas ainda são do povo!

Cucunaca