Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de agosto de 2021

DIA DE VACINAÇÃO E A NECESSIDADE DE IR EM FRENTE


FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN, 2021. AUTORA: DESCONHECIDA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Nesta segunda-feira (09/08) por volta das 09h30, conseguimos chegar à segunda dose da vacina para a imunização em duas etapas contra a Pandemia causada pelo Sars Cov-2. Exatamente após 569.000 mortes de brasileiros, a vacinação chegou aos educadores da rede pública do Amazonas.

O Estado do Amazonas até agora (15/08) contribuiu com 13.625 mil óbitos para esta tragédia mundial e brasileira, sendo que mais de 300 profissionais da educação perderam a vida, dentre professores, técnicos, seguranças, cozinheiras e outros. Uma estatística cuja precisão também nos foi negada.

De 2019, lembro do horror que eram as imagens, algumas falsas que chegavam da Ásia via redes sociais privadas, também os dias sombrios que ia ao trabalho sob grande temor, mesmo porque na volta, não tínhamos a certeza de que estávamos infectados. O anúncio do primeiro caso em Manaus, baixou mais ainda o moral, já combalido. Evitamos fazer estoques de máscaras e álcool  em gel e quando houve a explosão de casos e internações, corri para comprar e não havia disponível. Um certo desespero.

Em casa, manter uma rígida disciplina de higienização diária, desde a entrada á saída da casa. Ir ao supermercado, somente nos dias e horários de sol. Enquanto isso, nas ruas o silêncio e o abandono das vias com o mato crescendo por todas as partes.

No exercício das atividades em 2020, as aulas remotas em homeofice, cuja metodologia tivemos que inventar para não tornar as aula previsíveis e monótonas, metologia que cremos, mesmo sendo despedidos da faculdade, fora usada por esta mesma instituição e replicada a outros mestres. Nesse tempo, o computador e o mobiliário de um quase escritório pré montado em casa eram o espaço de trabalho. Nas redes, a amizade de quem jamais aguardava ter. 

Partilhas sinceras com colegas como o administrador Wandelei Pires, a ex-aluna de Arquitetura, Karla e as colegas de Geografia, professoras Graça Medeiros e Ivete Belém nos mantinha a saúde da mente. 

O espiritual partilhado com a Coordenadora da pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a relações públicas, Adriana Ribeiro foram em muito valiosas para que o tempo fosse vivido de forma espiritualizada e com o alimento de fortaleza.

Certa vez, lembro que liguei para a Adriana perguntando sobre as transmissões das celebrações litúrgicas em que o risco de nossa equipe de pastoral ser contaminada, ela com sua lucidez e forte fé me disse: O que fazer? Alguns de nossos irmãos e irmãs pedem para parar as transmissões e outros irmãos e irmãs apenas desejam assistir uma missa para se despedirem em paz? Meu Deus!!!

Naquela breve conversa, a força para manter as transmissões, mesmo sob grande risco e a fé em Deus que ninguém da equipe seria contaminado. Ali, vi a importância da pastoral da comunicação, quando colocamos nossas vidas, a serviço das comunidades. Também não foi fácil, ouvir as missas pela rádio Riomar e ver a enorme lista de cristãos e cristãs que partiram durante estes dias.

Sou extremamente grato a estes amigos e amigas que partilharam estes dias. Aliás, escrevemos esta postagem para reconhecer que todo este cenário e as nossas limitações não foram impedimento para que pudéssemos somar e nos estender os braços.

Durante toda a Pandemia, sempre fomos a favor do Lockdown, da testagem em massa e das vacinas. Sempre.

Sabia que o mundo e a vida não seria mais os mesmos após 2019. Não estamos livres da Pandemia, pois no Amazonas ainda cerca de 400 pessoas são registradas como novos casos, fora as que contraem e não entram para as estatísticas oficiais. O vírus ainda circula, como também a ignorância, o negacionismo, o diversionismo e o relativismo diante das certezas da ciência somados a desumanidade e incompetência das três esferas da gestão da república.

Estamos vivos.


_________________

*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM (1909).



sexta-feira, 30 de abril de 2021

A PANDEMIA E O FIM DA ESTATÍSTICA


FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

A Estatística é uma das aplicabilidades mais importantes das ciências exatas para a prospecção, diagnóstico, monitoramento, inferência e projeção dos mais diversos campos da vida humana.

A Estatística está praticamente em todos os cursos superiores, apesar da banalização das ciências, do métodos e das metodologias de ensino-aprendizagem.

Os institutos de pesquisa, especialmente aqueles voltados a Pesquisa eleitoral gozaram de grande prestígio e também desprestígio antes de 2020. Com a Pandemia do vírus Sars Cov-2, a Estatística novamente ganha uma visibilidade talvez jamais vista no mundo. 

Dentre os vários ramos que necessitam de tratamento estatístico, vemos o levantamento de dados sobre os óbitos causados pela Pandemia.

Alguns dados que nos parecem difícieis como a mortalidade em lugares cujo acesso a dados e ao próprio registro do indivíduo como pessoa física. Aí, como ficam as tabelas, mapas e gráficos?

Talvez, a Igreja Católica que ainda mentem seus registros rigorosos pudesse contribuir para o preenchimento desta lacuna, embora há que se pensar na negligência e desprezo destes dados e registros por outras religiões e denominações cristãs e laicas.

De qualquer modo, as Estatísticas brasileiras sobre a Pandemia parecem sugerir que não há uma margem de erro, mas uma sensível insuficiência de dados na geração das tabelas, mapas e gráficos.

Noutro ramo vital, como a Educação, vemos a coleta de dados, a partir de formulários eletrônicos, muito fragilizada para se definir ações e políticas educacionais. Se junto aos professores e professoras há carência de acesso a internet quiçá a comunidade estudantil neste colosso que é o Amazonas. 

Da mesma forma, temos as perguntas nos formulários, que limitam execessivamente as respostas dos pesquisados. Algumas alternativas que deixam de estar presentes no formulário que até talvez abalassem a execução da pesquisa.

Sendo assim, diante deste cenário, a Estatística tornou-se também uma espécie de vítima desta Pandemia, daí rememorar o ilustre geógrafo Milton Santos no seu livro Por uma Geografia Nova, Edusp (2002), devemos "...Medir para refletir ou refletir para medir?".


_____________

*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

terça-feira, 30 de março de 2021

CONVERSAS COM IÇAMI TIBA, VOL. 3; Comentário


FOTO: CONVERSAS COM IÇAMI TIBA. 2008. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Durante este período de Isolamento Social, aproveitamos para um garimpo pela nossa limitada estante de livros. 

Nessa peneira, algumas pepitas nos aparecem. E uma destas pepitas, é a obra deste amante da educação dos jovens e das famílias chamado Içami Tiba.

No terceiro volume da obra Conversas com Içami Tiba, publicado pela Editora Integrante, São Paulo, 2008, o autor nos oferece uma taxonomia das gerações de pais/mães e o quanto isso influencia na educação dos jovens da geração do patriarca empreendedor a geração dos folgados que cederam espaço a geração de filhos cada vez mais tiranos, fazendo questão de afirmar que nenhuma família pode ser regida por uma criança.

Noutro ponto, Içami Tiba, chama a atenção para o papel da educação familiar e a delegação da educação para a escola, explicitando com maestria, quais as funções de cada instituição no ato educativo, a Escola e a Família.

Ainda no texto, a preocupação do psicólogo com as drogas na adolescência e a influência da tecnologia no processo de aprendizado e suas disfunções na vida dos jovens. A auto disciplina diante da liberdade de escolha, torna-se elemento essencial nestes tempos em que a família está aberta ao mundo.

O texto de Içami Tiba retoma o papel dos pais na educação dos filhos e nos convidar a refletir sobre que gerações nós e nossos pais foram formados.

É em suma, uma mensagem ao ser humano que vive sua eterna busca pela felicidade. Este pequeno livro, é daqueles que a gente se queixa: "Onde eu estava que não li este livro antes?" Afinal,

"Quem ama, educa." (Içami Tiba).


_______________

*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.






sexta-feira, 23 de outubro de 2020

NÃO É ISTO PROFESSOR?

 

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.


Por: Prof. Mauro Jeusy Vieira Bechman*


Ás vezes fico pensando nas eleições municipais. Temos de fato um processo sui generis. Primeiro pelo momento em que passamos, de Pandemia agora classificada como Sindemia e da Legislação eleitoral que praticamente proíbe o chamado corpo-a-corpo e deixa o processo de divulgação das candidaturas praticamente reféns das mídias coorporativas ou das chamadas redes sociais privadas.

Num segundo momento, temos um pleito hiperinflacionado de candidatos da casta militar e em menor proporção, mas digno de nota, o crescimento das candidaturas para a vereador em que no ato do registro eleitoral, se autodenominam Professor ou Professora. Sob este aspecto gostaríamos de ter a liberdade de perguntar quantos destes candidatos possuem habilitação ou formaram em alguma Licenciatura em nível universitário?

Certamente que se alguém se dissesse médico ou engenheiro, os conselhos e sindicatos destas categorias já entrariam com a ação de uso ilegal da profissão. Mas, ao que parece, ser professor não é profissão. De outro modo, o conhecimento da arte e da profissão, é ao menos um pré-requisito ético. 

Assim, perguntaríamos, quantos anos alguns destes candidatos lecionaram para a educação básica (ensino médio ou fundamental)? Que respostas teríamos? 

Nesta profissão é imperioso que se tenha contato com a realidade da sala de aula, dos professores, dos corredores, da fila da merenda escolar, especialmente da Escola Pública. É preciso "sentir o cheiro das ovelhas" como nos ensina Papa Francisco. Aliás, sabemos que os ambientes de trabalho mesmo físicos diferem de rede para rede de ensino e certamente o cheiro das ovelhas é diferente.

Neste sentido, ao menos seria de bom tom, informar em que nível exerceu o magistério de forma legal para que os cidadãos e cidadãs tenham clareza sobre que nível da educação tem melhor compreensão.

 Muitos dos chamados candidatos eleitos, na verdade, empossados na maior parte das vezes votaram ou atuaram contra a educação ou contra a categoria dos professores. E não são poucos os exemplos, além daqueles que passam seus mandatos de forma inexpressiva integrando apenas grupos hegemônicos ligados aos financiadores de campanha nas câmaras municipais. Estas questões se tornam vitais neste momento em que desde 2016 as aulas presenciais vem substituindo os professores reais por virtuais e que por consequência devem levar ao fechamento dos cursos de licenciatura no país em poucos anos.

Não é isto professor?


____________________

* Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM. Licenciado em Geografia. UFAM. Professor de Ensino Fundamental e Médio pela Rede Pública do Estado. (1998-2005). Professor da Rede Privada de Ensino Superior de 2004-2020 em nível de Graduação e Pós-graduação. Coordenador de Curso de Licenciatura em Geografia da Rede Privada (2005-2011).

sexta-feira, 17 de abril de 2020

GESTORES PREMIUM EM TEMPOS DE PANDEMIA

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Nestes tempos de tantos ensaios sobre a vida, o convívio coletivo, os sentimentos e o trabalho, nada mais sadio que socializar um pouco de nossas experiências com estes novos gestores que chegam com tanto ímpeto de mostrar serviço nas organizações sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor.

Na literatura corporativa e na área do cafezinho há muitos mantras adoçados aos modelos midiáticos de chefias e gestores, e muitos destes, modelos estranhos e extremamente tóxicos para os colaboradores e para as organizações.

Neste sentido, ao que parece a pandemia quase sempre contamina primeiramente os chefes. Começam as cobranças, os relatórios, as tabelas, cadê você? onde estão os resultados e etc, etc, etc.

Dificil desintoxicar os chefes, especialmente em organizações com a tradição do "Estado sou eu". Mas, vão aí algumas dicas para melhorar o desempenho sem fazer os colaboradores adoecerem:

Primeiro, Respeite o horário de Trabalho, pois assim como há o Homeoffice, há o Homeworks.

Segundo, Desligue o automático. Isso requer que o gestor tenha uma autodisciplina para entender que todos tem vários papéis sociais. Em casa, o pai ou mãe, o esposo ou a esposa, o filho ou filha, o namorado, a namorada...enfim todos temos outros papéis sociais.

Por isso, se contenha. Como diz o nosso bom Deus: Há tempo para tudo. Então, por quê ficar fazendo cobranças a qualquer hora da noite ou do dia? Tenha etiqueta corporativa, isso mostra que a organização fez a melhor escolha em aceitar você para representá-la.

Terceiro, em situações em que tudo nas organizações estão sendo questionados e pensados, aprenda a raciocinar distanciando-se da situação e se perguntando se esta ou aquela exigência ou rotina é realmente necessária. Em que grau ela é necessária ao objetivo da empresa ou só é mesmo um exercício de nossas vaidades ou exibicionismo de nosso pseudo-poder.

Quarto, em situações novas e ainda a serem conhecidas e domadas, pratique a simplicidade. Isto quer dizer simplifique os processos e procedimentos. Não caía na tentação de inventar a roda e gerar mais técno-burocracias que tomam o tempo e esgotam a energia dos funcionários e dos próprios gestores com tarefas e tarefas que invadem o espaço da privacidade dos colaboradores.

Quinto: Administre a sua vaidade. Não existe apenas um modelo de gestão de sucesso e nem apenas uma forma de produzir resultados. Se tens muitos sistemas para a comunicação, padronize e use os mais amigáveis aos colaboradores. Não precisa ficar inovando toda semana com a mais nova novidade (!) que você aprendeu no último video de youtube ou via videoconferência coaching.  Seu colaborador tem ritmos, funções e salário diferente do seu.

Em tempos de Pandemia, as organizações e gestores de sucesso, serão os mais lúcidos cuja simplicidade certamente será mais producente e produtiva, além de inspirar seus colaboradores.

Anote isso!


_____________
* O autor foi Coordenador dos cursos de Geografia e Tecnologia em Petróleo e Gás em Centros Universitários da rede privada de 2005 a 2011. Diretor Geral da Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB Manaus (2012-2015). Livre-docente de Ensino Superior em Nível de Graduação e Pós-graduação. Atualmente Professor de Ensino Médio da Rede Pública de Ensino.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A CRIANÇA QUE FOI MARCADA EM SÃO PAULO

FOTO: CARLOS SANTIAGO. ACERVO PESSOAL, 2017
A CRIANÇA QUE FOI MARCADA EM SÃO PAULO

Por: Carlos Santiago*

As marcas da exclusão social, da ganância, da intolerância e dos preconceitos que são registrados nos corpos e na alma, marcam por toda vida e refletem também na incapacidade dos gestores públicos. Por isso, causou-me espanto e até indignação o registro fotográfico de uma criança que teve a mãozinha marcada com uma caneta para não repetir refeição numa escola pública do município de São Paulo.

A imagem, absurda, lembrou-me da escravidão negra no Brasil, em que os proprietários de escravos "timbravam" os corpos dos negros como se fossem gados, com uma total desumanidade, com preconceito e muita ganância. Os nazistas também "carimbavam" os corpos dos povos dominados por eles como sendo de raças inferiores, antes de lançarem à morte com requinte desumanidade, preconceito e ganância. Até Jesus Cristo, filho de Deus não escapou dos chicotes e dos pregos nas mãos, como um reforço da ganância, do preconceito e do poder dos colonizadores romanos.

Os "carimbos" e as "timbragens" também são verbais e atingem a alma. É costumeira a referência sempre depreciativa ao trabalhador negro, ao papel da mulher no mercado de trabalho, ao indivíduo fora do padrão tradicional das questões de gênero, ao aluno da escola pública, a determinada profissão e até a origem familiar ou bairro de moradia. São expressões verbais que tem o objetivo de atingir a dignidade da pessoa humana.

Aquela criança da escola pública de São Paulo, até pela sua idade, ainda não sabe do tamanho para dos preconceitos dos brasileiros, da ganância dos fornecedores de merenda escolar, da péssima gestão pública e do "vale tudo" usado pelos políticos para alcançar e se manterem no poder, mas ela já sentiu no corpo a marca que reflete tudo isso.

________________
* Sociólogo e advogado



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

I ENCONTRO MUNICIPAL DE PROFESSORES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO AMAZONAS



FOTO: PROF. Me. MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS BORGES.
AUTOR: CUCUNACA, 2016.
Hoje das 9h ás 17h no auditório Luis Geraldo Pontes Teixeira - SEMED , ocorreu o I Encontro Municipal de Professores de História e Geografia com o tema: Rediscutindo História e Geografia do Amazonas - que contou a presença de professores, representantes dos movimentos sociais e pesquisadores. O encontro foi promovido pelo GEPHAM - Grupo de Estudos e Pesquisa em História do Amazonas - que integrou aos debates os profissionais da Geografia. 

FOTO: PROF.Me. ELISÂNGELA. AUTOR: CUCUNACA, 2016.
O tema central versou sobre a importância dos conteúdos ministrados pelas disciplinas de História e Geografia com o foco nas necessidades atuais de inserção das temáticas regionais nos currículos conforme o BNCC - Base Nacional Comum Curricular, e mais especialmente, a reafirmação da necessidade de reinserção da disciplina Geografia do Amazonas no currículo do ensino fundamental, tendo em vista a sua supressão nos primeiros anos de 2000. 

FOTO: I ENCONTRO MUNICIPAL DE PROFESSORES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2016.

O encontro marcou o inicio de um grande debate histórico e científico para as duas categorias e que certamente refletirão na definição de uma política municipal de educação que não mais descarte a abordagem amazônica do contexto da História e da Espacialidade brasileira. No período da tarde, as palestras da Prof. MSc Elisângela (História) e da Prof. MSc. Maria das Graças Medeiros Borges (Geografia) aquilataram o evento e geraram intensa participação dos presentes. Ainda registramos a presença da ilustre geógrafa Ivete de Azevedo Belém.   De acordo com os organizadores do encontro, houve grande avanço e os próximos eventos contarão com grupos de trabalhos avançados.

sábado, 14 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL CORPORATIVA

FOTO: BIBLIOTECA. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.


Notas sobre Palestra "Educação socioambiental corporativa" proferida na X Semana de Administração da Fametro 2013.

No dia 13 deste mês proferimos palestra por ocasião da X Semana do Curso de Administração da Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO, com o tema sobre Educação socioambiental corporativa. Neste sentido, buscamos abordar um tema amplo e pontuar alguns itens essenciais para uma inserção integradora da questão ambiental junto ás organizações. Sob este aspecto, produzimos algumas notas da palestra que agora compartilhamos com todos nossos amigos e parceiros.


EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL CORPORATIVA


CONTEXTUALIZAÇÃO: Num primeiro momento contextualizamos a questão ambiental tomando como referência histórica o processo de industrialização mundial iniciado em meados do século XVIII em que as primeiras ofensas são dirigidas ao meio ambiente, com a invenção das máquinas industriais e a edificação de um novo processo produtivo. A poluição e os rejeitos da indústria crescente são a expressão visual e sensitiva deste novo tempo.

AS PRIMEIRAS PREOCUPAÇÕES: Certamente as primeiras preocupações com a questão ambiental encontrar-se-ão nas ações e questionamentos proferidos pelos movimentos de contestação da ordem social vigente (Capitalismo). São assim, uma bandeira de luta dos movimentos sociais de contra-cultura (hypiis), movimentos anarquistas, sociedades de proteção dos animais e movimentos pacifistas muito presentes na segunda metade do século XX.
Os eventos ligados a temática ambiental terão maiores repercussões por conta da ampliação e burocratização do debate com o ingresso das questões ligadas ao meio ambiente na agenda da Organização das Nações Unidas (ONU). Desse modo, tomando como ponto de partida a Conferência de Estocolmo na Suécia em 1972, a questão ambiental uniu as preocupações ao ser humano, além de inserir as empresas no contexto dos debates, promover a educação ambiental como propulsora e disseminadora da consciência ambiental, além da criação de várias entidades e organismos internacionais direcionados ao meio ambiente. A esta conferência somam-se outros grandes esforços como as conferências mundiais, protocolos e ações ligadas á questão ambiental.

A QUESTÃO AMBIENTAL E AS EMPRESAS: Certamente após a Conferência de Estocolmo, o ambiente das empresas viria a passar por uma série de transformações e adequações, bem como, as conferências sobre meio ambiente e desenvolvimento como a RIO-92 trouxe á baila uma forte crítica aos padrões de consumo das sociedades capitalistas, o que vem impulsionando algumas mudanças significativas no processo produtivo das empresas bem como nas suas formas de gestão e gerenciamento. Além do que, a proposta de uma AGENDA 21 para os países, tem peso significativo nas mudanças esperadas para um novo modelo de desenvolvimento. Também, o Protocolo de Kyoto em 1987 que lançou as bases para uma "Economia Verde" proveu a sociedade mundial de instrumentos como o MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo), as CER (Certificados de Redução de Efluentes) e o universo do Mercado de Carbono, hoje em plena atividade na economia do século XXI. Da mesma forma, cujas contribuições do Relatório "Nosso Futuro Comum" ou Relatório Brundland (1997) para uma mudança na concepção de Desenvolvimento para um modelo de Desenvolvimento que seja econômico, social, ambiental e sustentável.

MUDANDO OS HÁBITOS E TOMANDO ATITUDES: Alguns importantes pontos destacamos para uma atitude ambiental na empresa, como a implantação de um sistema de gerenciamento ambiental - SGA; a adoção de uma rotina de treinamentos e qualificações no campo ambiental, além do conhecimento cada vez mais necessário da legislação ambiental e da implantação de um Marketing Ambiental que comunique aos colaboradores, fornecedores, clientes e á sociedade que nossa empresa possui uma identidade ambiental. Mas de nada valerá a pena, se não tomarmos de fato, o compromisso de mudar nossos hábitos e tomar novas atitudes.

Saudações Ambientais!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR

Foto: Estante do Professor de Geografia. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

No dia 15 de outubro estaremos rememorando este espetacular profissional que é o professor. E, neste tempo de eleições municipais, não podemos deixar de passar desapercebido, a figura do político professor, uma vez que na história do país e desta cidade sempre houveram alguns nomes para lembrar sua passagem no campo da administração pública e que usaram e abusaram da licenciatura como necessidade e, em alguns não raros casos, para auto-promoção com vistas ao alcance de um cargo público.

Podemos lembrar de alguns destes personagens que passaram pela política manaura, como o já falecido professor Gilberto Mestrinho, de formação política ligada ao Movimento pela Democratização do Brasil, mas que ficou mais conhecido pela construção de escolas públicas com 40 salas de aula nos bairros mais densamente povoados de Manaus, além da dura repressão ao movimento grevista dos professores, que marcou tristemente, a histórica luta dos trabalhadores da educação no anos 1980, com a chamada "Batalha do Igarapé de Manaus".
 
 
Outros personagens que não podemos deixar de reportar, pois evocam a titulação de professor, são o professor Sinésio Campos, cuja militância pelo combativo Partido dos Trabalhadores (PT) vem a cada tempo esmaecendo e se distanciando das reais necessidades dos professores e ainda a Professora Therezinha Ruiz (DEM) recentemente reconduzida a um cargo politico na Câmara Municipal de Manaus como vereadora eleita, cuja atuação para as melhorias que garantam um ensino de "Real Qualidade" para a sociedade amazonense e manauara, ainda precisam ser melhor visualizadas e incorporadas pela categoria dos professores que ainda sentem-se órfãos com relação a sua representatividade no poder público.
 
Como professor há mais de 15 anos, penso que ainda falta muito para esta profissão ganhar a respeitablidade devida pela sociedade. Situações que vão muito além de programas políticos assistencialistas que reforçam o partenalismo político como o tal de "Um computador por aluno" como se isto redimisse a educação e ou ainda a simples e pura edificação de escolas para o deleite de empreiteiras enquanto o Amazonas e Manaus, pelos baixos índices na educação, acabam relegados ao triste papel de financiadores de empregos para outras regiões brasileiras - sem ser regionalista ou barrista, pois acredito numa educação que dê igual oportunidade a todos e não a que cerceia, desqualifica e sub-educa. 
 
Um causo. Certa vez, estávamos vindo de uma eleição municipal com resultados inesperados, uma vez que a candidatura apoiada pelos professores e movimentos sociais, havia sucumbindo num segundo turno sob forte suspeição, os professores sabiam que após a eleição viria o castigo para todos por não terem apoiado a candidatura do sistema.
 
Foi então que em silêncio quase sepulcral estávamos á mesa na sala de professores, quando ás vésperas do dia do Professor num clima de apatia, hironicamente o professor de História bradou: Hoje é dia do Professor! Uma salva de palmas para o Professor Gilberto Mestrinho! Todos ficaram calados. Novamente o mestre bradou: Uma salva de palmas para o professor Fernando Henrique Cardoso! e novamente silêncio e a indiferença. Sem graça, mas com um senso de humor no melhor estilo inglês, o mestre falou quase que somente para os seus botoes: É... tá dificil de homenagear o professor!

Neste pleito alguns professores foram eleitos para a vereança da cidade de Manaus. Espero que possamos bradar um dia: - Uma salva de palmas para o Professor, pela defesa intransigênte da Educação e do Magistério, contra as injustiças e perseguições, contra a carga horária opressora, contra a insegurança nas escolas que afugenta alunos, constrange professores e compromete o futuro dos manauaras!
 
Contudo, neste dia 15 de outubro peço a todos os mestres que dignamente exercem o magistério e buscam dele fazer uma profissão de vida, que reflitam sobre nossa condição e que aproveitem este "Dia Branco" para nunca esquecer que nesta luta nunca podemos nos desumanizar, deixando de sorrir, de transmitir otimismo, de fazer valer a história quando ela nos provocar a transformá-la.

Um beijo grande a todos os colegas e as colegas desta magnifica profissão que é ser professor!


A luta continua...SEMPRE!