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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

CATAR, FIFA E A COPA DA EXCLUSÃO

 

FOTO: M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2022.

Por: Mauro Bechman*

Começa uma nova copa do mundo de futebol, a 22ª promovida pela FIFA. A primeira durante uma pandemia causada pelo Sars cov-2, que assola o mundo inteiro desde 2020, também é a primeira copa do mundo em um país árabe. Um evento global, cada vez menos.

Uma verdaira cultura global a partir de uma modalidade do esporte, o futebol fez com  que a entidade Fifa chegasse a ter mais associados que a própria Organização das Nações Unidas (ONU). Sendo seus associados de pequenas ditaduras promovidas e asseguradas por países desenvovidos até mesmo democracias liberais.

Com este poder, a Geografia da Bola é configurada pela FIFA. Assim, a XXIII Copa do Mundo de Futebol masculino no Catar, expôe em cores e sons as suas contradições aos olhos de quem sabe ler. De um lado, a entidade repudia o trabalho escravo, de outro, o permite se for para a construção de arenas para "roleta dos jogos".

De um lado, apresenta-se como uma entidade global de afirmação da igualdade dos gêneros, mas realiza a Copa de 2022, num país que não há plenos direitos ás mulheres. De um lado, inclui seleções de futebol cujos governos promovem o facismo infligindo os direitos humanos e de outro exclui países que são até integrantes dos sistema internacional em vários fóruns e organizações.

A copa do Catar é o evento em que se excluem mulheres, países e direitos. Não vemos o povo do Catar nas ruas, não vemos a paixão pelo futebol nas ruas, não vemos a espontaneidade popular, não sabemos quais são seus verdadeiros rostos. É uma copa para se ver e não viver.

Concomitante a isto, no Brasil temos uma situação sui generis. Uma linha de extrema direita aproprioiu-se das cores da seleção brasileira de futebol desde 2013 que insiste em manter seu monopólio iconográfico sobre a camisa pentacampeã do mundo de futebol. 

Com o resultado de derrota nas eleições de outubro deste ano, muitos torcedores brasileiros não compram camisas em verde amarelo (uniforme da seleção brasileira canarinho) pois não desejam serem confundidos como se fossem um dos simpatizantes desta corrente política extremista.

Na copa anterior, a de 2018 na Rússia, até o mascote da seleção foi alterado em sua concepção inicial, o  Canarinho passou a ser retratado com semblante de raiva e ódio, sendo apelidado de "Canarinho Pistola". Em certo sentido, uma exclusão das cores e do canarinho símbolos de um país que construiu uma marca de alegria e arte neste esporte de alcance global.

Boa copa.

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

QUANDO O MELHOR É TER RAZÃO

 

FOTO: TEATRO AMAZONAS. 29M.
AUTOR: CUCUNACA, 2021

Por: Mauro Bechman*

Em muitas derrotas, aliás somos campeões em derrotas, sempre fica um sabor da vitória incompleta. Foram muitas eleições que se passaram.

Na verdade poucas vitórias. Aquelas inesquecíveis, como a de Mestrinho sobre Josué Filho em 1982 e ainda nem sabíamos o que estava em jogo áquela altura. Talvez uma outra, a vitória de Arthur Neto sobre Gilberto Mestrinho em 1989 ou a de Lula sobre José Serra (2002) enfim os dedos das mãos sobram quando falamos em vitórias em pleitos eleitorais.

Nas derrotas, o sentido de que faltou comunicação entre as idéias e as pessoas. Os desacertos e a imaturidade e mesmo assim, nunca nos faltou paixão e razão. Em 2012, o começo do apocalipse para Zootopia e chegamos assim a primeira década do século XXI.

Perdemos com Haddad, um professor num processo corrompido e legitimado devidamente pelo estabilishment, afinal era preciso retomar o domínio do quintal e o nosso lugar como nação na penumbra descrita por Roosevelt. 

Estávamos com a razão e com a emoção, esta última prisioneira da ilusão de democracia por quem não era democrático. Com a derrota, a pauta de futuro do Brasil foi para o fim da fila. Perdemos também com José Ricardo, um humanista e os amazonenses sofreram brutalmente com o choque da Pandemia.

Perdemos colegas de trabalho, amigos próximos e distantes, a ausência encoberta pela chuva de mantras e mentiras que impediram a tomada de consciência e lucidez. Mais uma vez, a derrota foi apenas a constatação de uma anomalia quase congênita implantada no córtex coletivo. 

Hoje, vemos que foi melhor manter a razão, estar embebecido de lucidez não nos desumanizando acreditando que está tudo bem, que o galo não vai cantar e que o amanhã nunca nascerá. Estais atentos! pois

Quem dorme com a razão nunca dorme


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

sábado, 13 de novembro de 2021

50 MAIS 1: "NO AMOR, SOFRE MAIS QUEM..."

 

FOTO: PROF.ME.BECHMAN.
AUTOR: CUCUCANA, 2021.

Por: Mauro Bechman*


A  vida não é somente composta por flores ou vitórias. Há mutos momentos de dificuldade até sofrimento.

Certa vez, sofri muito com um rompimento amoroso. São coisas que não estão sob nosso controle e talvez por isso, esta idéia de que um casal de enamorados tem igual quantidade de sentimentos um para com outro parece mais com um ponto fora da curva que a linearidade infinita de uma reta.

Não conseguia afastar a tristeza pelo rompimento e a decepção parecia não ter fim. Como uma rocha, cumpria minha rotina cotidianamente: casa, trabalho, trabalho casa...por dentro, eu em frangalhos me arrastava pelo deserto do coração.

Numa destas rotinas, pedi um táxi para ir ao trabalho de uma companhia próxima a minha casa na zona leste de Manaus. E um taxista, magro, moreno usando óculos me atendeu me conduzindo ao trabalho. E, ao longo do trajeto, falei a ele sobre relacionamentos que parecem sólidos, cúmplices e duradouros, mas, que diante de crises mais fortes, desaparecem no ar.

O senhor taxista, após ouvir minhas narrativas, claro, falei apenas que eram pessoas conhecidas minhas de colégio para manter meu anonimato, enquanto dirigia, fazendo uma curva disse-me: "É, no amor, sofre mais quem ama mais, sofre menos quem ama menos". A frase ficou reverberando no meu pensamento e com o tempo, passei  reconhecer que a  métrica do amor nem sempre é perfeita, ou seja, as pessoas amam de forma e intensidade diferentes.

Chegamos ao destino, paguei a corrida, agradeci pela condução e fui consciente que é preciso seguir em frente.


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.

sábado, 21 de agosto de 2021

AS FANTÁSTICAS VIAGENS DO ISENTO DA RUA DOS ANDRADAS


FOTO: PROF. M. BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

Nestes dias de Agosto, tiramos um tempo para visitarmos pela rede mundial de computadores, alguns vídeos, publicados na plataforma privada YouTube, por internautas que mostram suas passagens por alguns países do Mundo em que talvez muitos brasileiros jamais sonhariam  conhecer.

Descrevem lugares, situações e sentimentos pessoais durante suas estadas.  Claro, não se pode esquecer que o viajante, mesmo letrado e bem "viajado" se auto proclama como isento, como se está declaração lhe concedesse, o selo indelével da isenção. 

Nestes casos, nos parece interessante lembrar que todos nascemos e vivemos numa dada sociedade, num dado lugar e sob determinada ética de vida. 

Daí, a idéia de isenção nos parecer uma extensão da tal neutralidade científica. É esquecer que nossa visão de Mundo e da vida permeia nossos pensamentos e nossas atitudes. Daí, emergem nossos pré conceitos e também nossos preconceitos.

Para muitos espectadores e internautas, talvez soe bom o selo da "isenção", aliás é uma forma de atrair mais seguidores.

Do ponto de vista geográfico, é difícil manter alguns formatos de visão promovidos pela mídia corporativa sobre algumas pessoas e lugares e que estão incustrados em nossos "repórteres amadores" em campo. Isto posto, significa que mesmo a narrativa de nossos viajantes, elas por sua gênese, já expressam claramente o etnocentrismo.

Claro, uma crítica real aos turistas brasileiros, a baixa leitura sobre os lugares que visita e por algumas vezes metidos em pequenas gafes. Talvez, muitas destas não sejam incluídas nos vídeos.

A questão central não é empatia (termo da moda) e sim, estudar a alteridade para assim, desvendar o Mundo. Partindo daí, talvez o viajante da Rua dos Andradas possa nos fornecer uma visão menos estereotipada e míope do Mundo e das culturas que partilham este planeta conosco.

Ver e relatar o mundo real com o mínimo de preconceitos ou apenas visões pre estabelecidas por narrativas intencionadas de empresas de comunicação não é sadio para o Turismo e nem para a Geografia. Somente, a busca pela informação coerente inclusive com nossas limitações intelectuais possam dar um brilho de autenticidade a aventura de conhecimento do Mundo.

Talvez assim, nossos viajantes possam nos mostrar o mundo muito mais real que fantástico.

E, viva a Geografia!

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM. Professor de Geografia da rede pública do Estado do Amazonas.

domingo, 15 de agosto de 2021

DIA DE VACINAÇÃO E A NECESSIDADE DE IR EM FRENTE


FOTO: PROF.ME. M. BECHMAN, 2021. AUTORA: DESCONHECIDA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Nesta segunda-feira (09/08) por volta das 09h30, conseguimos chegar à segunda dose da vacina para a imunização em duas etapas contra a Pandemia causada pelo Sars Cov-2. Exatamente após 569.000 mortes de brasileiros, a vacinação chegou aos educadores da rede pública do Amazonas.

O Estado do Amazonas até agora (15/08) contribuiu com 13.625 mil óbitos para esta tragédia mundial e brasileira, sendo que mais de 300 profissionais da educação perderam a vida, dentre professores, técnicos, seguranças, cozinheiras e outros. Uma estatística cuja precisão também nos foi negada.

De 2019, lembro do horror que eram as imagens, algumas falsas que chegavam da Ásia via redes sociais privadas, também os dias sombrios que ia ao trabalho sob grande temor, mesmo porque na volta, não tínhamos a certeza de que estávamos infectados. O anúncio do primeiro caso em Manaus, baixou mais ainda o moral, já combalido. Evitamos fazer estoques de máscaras e álcool  em gel e quando houve a explosão de casos e internações, corri para comprar e não havia disponível. Um certo desespero.

Em casa, manter uma rígida disciplina de higienização diária, desde a entrada á saída da casa. Ir ao supermercado, somente nos dias e horários de sol. Enquanto isso, nas ruas o silêncio e o abandono das vias com o mato crescendo por todas as partes.

No exercício das atividades em 2020, as aulas remotas em homeofice, cuja metodologia tivemos que inventar para não tornar as aula previsíveis e monótonas, metologia que cremos, mesmo sendo despedidos da faculdade, fora usada por esta mesma instituição e replicada a outros mestres. Nesse tempo, o computador e o mobiliário de um quase escritório pré montado em casa eram o espaço de trabalho. Nas redes, a amizade de quem jamais aguardava ter. 

Partilhas sinceras com colegas como o administrador Wandelei Pires, a ex-aluna de Arquitetura, Karla e as colegas de Geografia, professoras Graça Medeiros e Ivete Belém nos mantinha a saúde da mente. 

O espiritual partilhado com a Coordenadora da pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Manaus, a relações públicas, Adriana Ribeiro foram em muito valiosas para que o tempo fosse vivido de forma espiritualizada e com o alimento de fortaleza.

Certa vez, lembro que liguei para a Adriana perguntando sobre as transmissões das celebrações litúrgicas em que o risco de nossa equipe de pastoral ser contaminada, ela com sua lucidez e forte fé me disse: O que fazer? Alguns de nossos irmãos e irmãs pedem para parar as transmissões e outros irmãos e irmãs apenas desejam assistir uma missa para se despedirem em paz? Meu Deus!!!

Naquela breve conversa, a força para manter as transmissões, mesmo sob grande risco e a fé em Deus que ninguém da equipe seria contaminado. Ali, vi a importância da pastoral da comunicação, quando colocamos nossas vidas, a serviço das comunidades. Também não foi fácil, ouvir as missas pela rádio Riomar e ver a enorme lista de cristãos e cristãs que partiram durante estes dias.

Sou extremamente grato a estes amigos e amigas que partilharam estes dias. Aliás, escrevemos esta postagem para reconhecer que todo este cenário e as nossas limitações não foram impedimento para que pudéssemos somar e nos estender os braços.

Durante toda a Pandemia, sempre fomos a favor do Lockdown, da testagem em massa e das vacinas. Sempre.

Sabia que o mundo e a vida não seria mais os mesmos após 2019. Não estamos livres da Pandemia, pois no Amazonas ainda cerca de 400 pessoas são registradas como novos casos, fora as que contraem e não entram para as estatísticas oficiais. O vírus ainda circula, como também a ignorância, o negacionismo, o diversionismo e o relativismo diante das certezas da ciência somados a desumanidade e incompetência das três esferas da gestão da república.

Estamos vivos.


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*Mestre em Sociedade e Cultura pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM (1909).



sábado, 10 de julho de 2021

A VIDA TEM DESTAS COISAS

 

FOTO: PROFS:. AYRES, MÁRCIA FABÍOLA E MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Mauro Bechman*

Desde de 2019 venho tendo gratas surpresas entre encontros e desencontros. Na última sexta feira 09, me deparei com uma situação inusitada e agradabilíssima.

Exercendo o magistério desde 1998, entre escolas públicas e faculdades particulares, nos níveis básico e superior, conheci muitas pessoas. E nesta sexta-feira, reencontrei pessoas queridas de um passado profissional e aproveitando o ensejo, fizemos uma fotografia para Registro com os colegas Prof. José Ayres e Profª Márcia Fabíola.

Com o professor Ayres, partilhei a disciplina de Geografia em 1998 no Colégio Estadual Eldah Biton Teles da Rocha, ou seja, no início da carreira. Tempos de muitas lutas, como a defesa da Hora do Trabalho Pedagógico (HTP), o pagamento dos vencimentos descentralizados, pois antes era feito apenas no extinto BIG BEA no Boulevard Álvaro Maia e outras tantas.

Já com a Professora Márcia Fabíola, a lembrança do primeiro concurso da Seduc  em 2004 no Colégio Estadual Waldocke Fricke no Centro da Cidade. Um tempo bonito, alegre e também de muita consciência diante das pressões de gestores mal preparados. Contudo, deste tempo, permaneceu a boa saudade.

Para quem acredita no Destino, fica a lição de que às vezes somos premiados por estes belos retornos.

Particularmente adorei reencontrar estes colegas profissionais e amáveis que me proporcionaram um "Djavu", cheio de saudosismo e alegria.

Os dois mestres, testemunhas de dois momentos especiais em minha carreira. A vida tem destas coisas. Que boa surpresa!

É uma honra tê-los novamente como colegas e que possamos assim continuar por longo tempo. Valeu Ayres! Valeu Márcia!

Meu abraço amigo e meu beijo carinhoso!


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM. Professor da Rede pública do Estado do Amazonas.


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Das noites escuras, pré-versos

FOTO: NOITE. AUTOR: CUCUNACA, 2021.

Por: Primeiro Rapaz*

Das noites escuras, os tiranos em seus disfarces de tontas baratas

Caminham sob os pés da Cidade Morena,

vem com suas barbas longas, multifaces de dentes podres

São o pseudo saber, o não-saber

Estão na faculdade sem faculdades mentais

Meus girassóis tremem e desconfiam

Pois se arma um golpe contra os dias de sol

E a cretinice desfila em palavras, discursos uivantes e carapaças negras

Como sempre um péssimo gosto estético

Agridem a Rainha, mas não ousam tocar o ouvidor de passarinhos

Não tem envergadura para enfrentar um certeiro contra-golpe

Preparo as solas das minhas botas marrom

É preciso recuperar a Menina Morena sequestrada pelos escrotos

Para que as manhãs voltem a nascer e a noite volte ao seu papel de dama

Para que a alegria e seu vestido de florais baile á luz do dia e da noite

E o povo celebre infinitamente a retomada da Cidade da Bela Morena.

Assim, aguarda...o paciente ouvidor de passarinhos.


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*Aprendiz de versador. Brincante do Boi Bumbá Mina de Ouro e Marcador de Ciranda da Rua Visconde de Porto Alegre.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A PANDEMIA E O FIM DA ESTATÍSTICA


FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

A Estatística é uma das aplicabilidades mais importantes das ciências exatas para a prospecção, diagnóstico, monitoramento, inferência e projeção dos mais diversos campos da vida humana.

A Estatística está praticamente em todos os cursos superiores, apesar da banalização das ciências, do métodos e das metodologias de ensino-aprendizagem.

Os institutos de pesquisa, especialmente aqueles voltados a Pesquisa eleitoral gozaram de grande prestígio e também desprestígio antes de 2020. Com a Pandemia do vírus Sars Cov-2, a Estatística novamente ganha uma visibilidade talvez jamais vista no mundo. 

Dentre os vários ramos que necessitam de tratamento estatístico, vemos o levantamento de dados sobre os óbitos causados pela Pandemia.

Alguns dados que nos parecem difícieis como a mortalidade em lugares cujo acesso a dados e ao próprio registro do indivíduo como pessoa física. Aí, como ficam as tabelas, mapas e gráficos?

Talvez, a Igreja Católica que ainda mentem seus registros rigorosos pudesse contribuir para o preenchimento desta lacuna, embora há que se pensar na negligência e desprezo destes dados e registros por outras religiões e denominações cristãs e laicas.

De qualquer modo, as Estatísticas brasileiras sobre a Pandemia parecem sugerir que não há uma margem de erro, mas uma sensível insuficiência de dados na geração das tabelas, mapas e gráficos.

Noutro ramo vital, como a Educação, vemos a coleta de dados, a partir de formulários eletrônicos, muito fragilizada para se definir ações e políticas educacionais. Se junto aos professores e professoras há carência de acesso a internet quiçá a comunidade estudantil neste colosso que é o Amazonas. 

Da mesma forma, temos as perguntas nos formulários, que limitam execessivamente as respostas dos pesquisados. Algumas alternativas que deixam de estar presentes no formulário que até talvez abalassem a execução da pesquisa.

Sendo assim, diante deste cenário, a Estatística tornou-se também uma espécie de vítima desta Pandemia, daí rememorar o ilustre geógrafo Milton Santos no seu livro Por uma Geografia Nova, Edusp (2002), devemos "...Medir para refletir ou refletir para medir?".


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

quarta-feira, 31 de março de 2021

O LEGADO DA PANDEMIA PARA O AMAZONAS APÓS UM ANO


FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2021.


Por: Mauro Bechman*

Estamos chegando ao fim de Março. A Pandemia Mundial do Covid-19 continua e agora se espalha pelo Brasil.

Lembro da atmosfera de medo que tomou conta do meu cotidiano. Uma esperança, as temperaturas altas de Manaus. Pura inocência, reforçada por pesquisas científicas limitadas.

Às vezes nos perguntamos o que ficou depois de um ano? Qual o legado deixado para os gestores públicos, privados e para o povo? 

Ficamos reféns dos números "insuspeitos"e da beleza estética dos gráficos, mesmo que a base de dados estivesse comprometida. Mas, como a Pandemia é de todos e não somente de um, então arriscaremos postar um legado:

1. Não houve um hospital construído. Todos adaptados ou virtualizados, logo desmontados.

2. Não houve uma política de seguridade economica alimentar. Chamar auxílio emergencial de política pública é temerário.

3. Não houve uma política de atendimento aos estudantes pobres para acesso ao ensino remoto e nem aos professores para as aulas em casa. O custo foi todo dos mestres e mestras.

4. A zona Franca rica em arrecadação e tecnologia não consegue fabricar  respiradores.

5. Não se aprendeu nada com a Logística, pois não se antecipou a falta de oxigênio.

6. A sociedade não se disciplinou diante de grandes eventos mundiais, pois sem uma liderança centralizada não se coordena os esforços para superação de crises.

7. Cloroquina e Ivermectina não servem para tratar Covid-19.

8. A nuvem sobre a sociedade que na Era da Ciência e da Tecnologia alimentada por mentiras, passou a relativizar a ciência.

9. Não se produziu inovações tecnológicas.

10. O Amazonas continua com uma classe Dominante que não se identifica e solidariza com seu povo.

11. A Ética de fato, faltou da Medicina à Política. Por isso, todos os cursos superiores devem ter esta disciplina.

12. Se a capital, Manaus, já ficou desassistida imagine o interior.

13. Legado: caos hospitalar, sanitário e social e perda de vidas brasileiras.

E, a Pandemia ainda não acabou e nem se acaba uma Pandemia Mundial por decreto.

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

SAINDO PELAS RUAS DE MANAUS


FOTO: ARTE-TELHA, SUMIDADE.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

E de repente da sala fechada, o velho monstro desperta de um coração jovem na idade da lucidez. O boicote dos tolos diante do brilho da estrela semi nova que estréia contra a escuridão e a sujeira das ruas.

Num estrondoso grunido, a fera de barbas sai do tempo/espaço atirando lixeiras no asfalto enquanto atônitos os guardas da cachoeirinha recuam atemorizados com suas fardas alinhadas e insgnias brilhantes. 

O Monstro coração anda com suas calças surradas pelas lutas do dia a dia apedreja a Drogaria que vende drogas e sem perceber apaixona a morena dos cabelos lisos e longos que tudo observa da janela do terceiro andar do velho condomínio dos imigrantes. Em músculos invade a padaria Santa Cecília e distribui aos falidos do sistema internacional pães e brioches e as crianças da Vila Mamão aderem ao coração insurgente, com seus patinetes de madeira e tamancos de lata seguem em uma multidão sem fim, o quase herói da cidade morena.

A velha cidade decadente com seus cabelos raros e grisalhos azulados vê seus dias de oligarca chegarem ao fim.

E, sobre as ruínas do Vivaldo Lima, o coração feroz convoca os deserdados da urbe caótica.

E ele segue pelas avenidas colonizadas ousando destruir tudo que não seja a tradução da vida. Já seguido por milhões de crianças aos olhos dos bons avós, o coração razão, vai distribuindo gratitude em forma de frutas-pães ao sorriso contemplativo de Naruna e da flauta de Jurupari. 

E assim, se demole a escravidão e se ergue a cidade cosmopolita dos Barés, morena, quente, mãe dos Deuses.


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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas UFAM.

domingo, 8 de novembro de 2020

QUEM GOSTA DE POLÍTICA?

 

FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Bechman*

Desde jovem, aprendi a gostar de política. Embora não fosse um militante partidário ou até mesmo estudantil secundarista, mas sempre me interessei.

Acompanhava os pleitos e toda a movimentação em volta das eleições liberais desde 1982. Desde de lá, vi uma grande massa de pessoas afirmarem categoricamente que "Odeiam Política", alguns já nos tempos de faculdade se auto denominavam como "independentes" - o que equivalem nos dias atuais aos "isentões".

Um universo de pessoas mergulhadas no mais estreito "senso comum" e argumentos para justificar suas posições nunca faltaram, desde os clássicos "Todo mundo roba", "São todos iguais", "Só tem ladrão" até negacionistas da Política como ciência da decisão.

Com o surgimento da internet e das redes sociais privadas, a política ganhou um novo espaço. Neste sentido, como minha formação e profissão passa pela formação não apenas técnica mas também política, passei a partilhar um pouco destes assuntos relacionados á política para os meus contatos. Mesmo estando entre professores, poucos mostravam interesse nos assuntos ou creio que até ignoravam minhas postagens e partilha de conteúdos.

Por ocasião das eleições municipais no Brasil, neste período, algumas dessas pessoas que eu me preocupava em conscientizar politicamente ressurgiram, como eu falo em minhas aulas "Do meio do Nada", e se apresentando como candidatos pediram meu voto. Durante quase 5 anos partilhei conteúdos sobre Política com a pessoa e em todo esse tempo nunca recebi uma resposta ou comentário e agora, surpreendentemente alguém se "iluminou" e de uma hora para outra decidiu que "Gosta de Política" e que neste momento único da vida social e política, conta com meu voto.

Fico a pensar sobre os eleitores que acreditam nestas pessoas e se caso eleitas, como docilmente servem aos interesses antipopulares e até se locupletando de negócios escusos.

Na verdade, talvez não amem a Política como nos ensina o papa Francisco, a "Arte de fazer o Bem ao Próximo", mas amam o que a Política pode lhes oferecer como benesses pessoais. Nesse sentido, se pensam que fazem Política, não o fazem, pois o que fazem é na verdade a Politicagem, ou seja a Anti-política contribuindo para a anti civilização do ser humano e da sociedade.

Afinal, quem gosta de Política?

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Processos Socioculturais pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

EM MINUTOS...(pré-poesia).

FOTO: PROF. ME. MAURO BECHMAN. AUTOR: CUCUNACA, 2020.


Por: Mauro Bechman*


Em minutos o tempo passa.

As oportunidades também.

Vale muito a virada no placar, ela dá prazer.

Acompanhem o ponteiro, não vejam apenas ele andar.


Jogos de poder, chantagens emocionais, tristezas passadas

Não servem muito a quem quer correr na raia com justiça

Em segundos, se perde a corrida

Sem ter ao menos saído da largada.


A fé é o recheio dos ousados

dos que querem se inscrever no livro dos Heróis e das Heroínas

Por isso, é imprescindível estar a postos na hora certa

Erguer a taça no meio, bem no meio dos incautos.


Por isso, aproveite o tempo.


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* Membro da Confraria dos Poetas Livres, no exílio.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

AMAZONAS: ESTAMOS EM GUERRA?

FOTO: SEDE DE UMA EMPRESA DE SUCESSO NA DÉCADA DE 1990.

Vejam as medidas: Isolamento Social, Use equipamentos individuais, Mantenha a higiene total, Medo, Horror, Informação, Contra-informação, Isolamento Vertical, Quarentena, Hospitais de Campanha, Valas, Trincheira, Homens de farda, Ansiedade, Vacinas, Linha de Frente, Proteja-se, Caos,  Intubação, Dados e gráficos, Obediência, Desobediência, Solidariedade, Orçamento de Guerra, Não saia de casa, Economia.

Sim, estamos.

Não perca a lucidez.

Seja um guerrilheiro da vida.

Ame.

Seja disciplinado na Guerra.
Sua arma é seu conhecimento.
A ciência e a sabedoria estão na mesma mão.
A ignorância e a derrota também.
Evite a ignorância.
Tenha horários de trabalho e de descanso.
Desligue os equipamentos eletrônicos antes de dormir.
Tome suco de limão.
Imunize-se.
Brinque com a família.
Ligue para as pessoas.
Não se vicie em tecnologia.
Leia um livro.
Alimente sua Fé.
Faça seus projetos pessoais.
Não se atomize.

terça-feira, 17 de março de 2020

1º DIA DE SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NA EDUCAÇÃO - CORONAVÍRUS

FOTO: AV. GOV. JOSÉ LINDOSO.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Hoje, 17 de Março de 2020.

Na manhã, ruas mais vazias que os dias normais. Transportes coletivos circulando normalmente embora sem estudantes. Nas escolas, alguns estudantes e seus pais retornam para suas residências, pois talvez não soubessem claramente sobre a decisão de suspensão das aulas na rede estadual e municipal. A lava jato, que sempre está aberta ás 08h está fechada.

Na tarde, por volta das 17h30mn, numa caminhada breve pela avenida Tenente Roxana, vê-se muitos idosos nas ruas caminhando esportivamente, geralmente sempre acompanhados de um jovem ou uma jovem. Eu, me resguardo em não incluir no relato o que sinto, pois agora, são muitas as impressões e podem até falsear o relato.

No supermercado, muita gente. Algumas com máscaras, outras em sua maioria sem. Também muitos idosos geralmente sem máscaras e as filas nos caixas lentamente caminham diante de funcionárias-caixas com máscaras médicas e luvas de silicone.

Entre os vendedores ambulantes, quase ninguém pára para ver seus produtos que geralmente são frutas e guloseimas. Os moto-taxistas se distraem no jogo do baralho á espera de clientes.

Na pequena Igreja Católica, um grupo de homens reza o terço num ritual de veneração e súplica pelo fim destes tormentos do mundo.

São 20h40, o silêncio da rua só é quebrado por risos das crianças nas casas dos vizinhos.

Na esfera virtual, muitas informações e espantos. Facknews vão perdendo a força diante da dura realidade que vai cobrindo este dia com a noticia de mais casos suspeitos, porém não confirmados de pessoas com COVID-19 no Amazonas. 

sábado, 1 de fevereiro de 2020

OUTRO JANEIRO, JÁ FOI.


FOTO: FLOR DE JANEIRO, 2020.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

E lá se foi outra vez Janeiro, o mês que mais gosto. Só deu para aproveitar alguns poucos passeios sentindo a brisa levemente fria quando o forte sol incidia anunciando uma chuva forte. Ver o dia, o azul do céu e claro também presenciar a chuva, em tudo isso há a presença do Criador. Usar mais calção e sandálias, falar de carnaval e do futebol amazonense, eliminar objetos que não tem mais utilidade ou que venceram no seu prazo de validade, separar e reciclar papéis já usados, tudo metódico, mas leve.

Vivenciar mais intensamente a comunidade cristã no novenário a São Paulo Apóstolo, trocar o guarda roupas, e como vi num dos conselhos de alguém, se seu guarda roupas está desorganizado, assim está a sua vida, se você se apegou demais ás suas peças de roupas, talvez você não esteja vivendo o hoje.

Em Janeiro, meu coração se acalma e me sobra um tempinho pra mim. Tem dias que o silêncio total faz a paz se tornar real. Em Janeiro isso me parece mais possível por isso, é importante desacelerar. Que venha 2020, afinal o meu querido Janeiro já foi.

UM ETERNO RETORNO: CAMPEONATO AMAZONENSE

FOTO: ARENA DA AMAZÔNIA. 2020.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Estamos de volta aos estádios. Desde 2014 não acompanhamos mais o futebol amazonense em função das várias situações postas que vão desde a Copa do Mundo de Ludopédio da FIFA até a nossa colonizada imprensa, passando é claro, pelos dirigentes de nossos clubes. 

Fomos ao jogo Nacional F.C x Amazonas F.C na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Nessa volta, vimos um  campo de jogo maltratado, gramado em lastimável condições e as cadeiras do estádio já perdendo as cores vibrantes que embelezavam aquela arena outrora tão linda.

Antes de 2014, a crônica esportiva amazonense reclamava que não dispunha de estádios e condições que alavancassem o futebol local. Em 2020 temos três bons estádios, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, o Ismael Benigno (Colina) e o Carlos Zamith no bairro do Coroado, isto sem falar no interior da região metropolitana, Floro de Mendonça (Itaquatiara) e de Manacapuru.

Os clubes permaneceram praticamente na mesma. O Nacional nunca deixa de ser a eterna esperança de termos um clube antigo e grande entre os grandes no cenário brasileiro. O São Raimundo lutando para voltar a ter um céu celeste e o Nacional Fast Clube com a eterna garra de um time de eternos amantes do futebol. Grupos fechados com visões fechadas proporcionaram o nascimento de outros clubes como o Manaus F.C e o Amazonas F.C dissidências do Leão da Vila Municipal, aliás mais duas depois do Fast.

A verdade é que chegamos ao século 21 e não temos um representante na elite do futebol brasileiro. E estas novas agremiações foram nascendo deste certo inconformismo. Sim, gerações que já nasceram sem identidade com o futebol do Amazonas representados pelos clubes centenários sem títulos de expressão regional ou participação nacional digna de nota. Desse modo, a 5a economia do Brasil está ainda órfã de um clube de futebol que a faça se sentir parte do universo futebolístico nacional.

E a imprensa colonizada do Amazonas? Bem, continua colonizada e anciã, dando sinais de caducidade. Crônica que ainda não leva os ex-jogadores para dentro dos estúdios, repórteres de campo que não vivem o futebol e nem o cotidiano dos atletas. Locutores que fazem apologia e se deslumbram com o futebol europeu e de outras regiões do Brasil, marcando assim esse "provincianismo" do Amazonas.

Aliás, as matérias televisivas são sempre levando os torcedores a verem o futebol como "entretenimento", uma brincadeira. Sempre levado na galhofa. Daí o título do campeonato apelidado de Barezão por esta imprensa, que em vez de homenagear, ganha mais o tom de depreciar, quando o melhor deveria ser o Amazonão para orgulhar e dar dimensão da grandeza deste estado que pode muito bem ter sido o primeiro lugar a ter recebido uma partida de futebol no Brasil.

Afinal, no final do século 19 e inicio do 20, as empresas inglesas construíram nosso porto do Rodway e a rede de esgoto do Centro Histórico, será que ninguém sabia jogar bola?. Espero que os jovens respondam a este momento. O momento é de vocês.

E o jogo? Ah, no campo o perigosíssimo Amazonas F.C fez no primeiro tempo jogadas melhores que o Leão, e o Naça com a luta de sempre igualou. O Jogo foi empate em dois tentos para cada lado. 

E a volta ao estádio? Indescritível. A emoção, o barulho das torcidas, a vibração, a companhia da família e o papo sobre futebol de sempre, focado na bola...a magia do futebol, o orgulho dos "moleques"de agora, o torcedor humilde e apaixonado, os fanfarrões e seus gritos de incentivo e xingamento e a explosão do gol, ah que êxtase! E esse meu coração que não muda de cor...

Naça é Naça, o resto é fumaça!



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

OMELETE MANAUARA

FOTO: OMELETE MANAUARA.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Uma receita  simples que geralmente agrada todos os paladares.

04 ovos brancos ou marrons
01 maço de cheiro verde
01 tomate
01 cebola média
25g de manteiga

MODO DE PREPARO

1º passo: Lave bem as mãos e os alimentos, bem como os instrumentos de preparo e área de trabalho.
2º passo:  Corte, excluindo a raiz do cheiro verde. Retire do coentro apenas as folhas verdes. Corte em picadinhos.
3º passo: Corte em picadinhos o tomate.
4º Passo: Corte em picadinhos a  cebola média.
5º Passo: Bata, neste momento, apenas dois ovos, até misturar clara e gema.
6º passo: Adicione duas colheres de chá com a cebola picada, o tomate e o cheiro verde
7º passso: Bata esmagando levemente a cebola picada.
8º passo: Aqueça a frigideira grande ou média em fogo baixo com meia colher de chá com manteiga, espalhando levemente a manteiga ela extensão da frigideira como se tivesse untando.
9º Passo: Após a frigideira aquecida na manteiga, derrame a parrtir do centro da frigideira, o preparo do omelete manauara.
10º passo: Com uma colher de frigideira, vá soltando o preparo pelas bordas para que não queime e no ponto, dobre sobre a outra parte,fazendo assim, uma espécie de tapioca fechada. Atente para que não queime e também para que o seu interior não fique cru.
11º Após isso, retire da frigideira  e monte o prato, seja com arroz branco ou parbolizado e farinha de Uarini, Branca ou Farinha da Ilha de Vera Cruz (Município de Maués).

Obs: Repita a operação para os outros dois ovos, usando a outra metade do preparo.

Anotem e Bom Apetite!

domingo, 21 de julho de 2019

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM - MISSA NA COM. SÃO JOÃO BATISTA

FOTO: PE. ISAÍAS LIMA EM HOMILIA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Neste 
domingo às 18h foi realizada Missa na Comunidade São João Batista, integrante da Área Missionária São Paulo Apóstolo - AMSPA, do Setor Padre Pedro Vignola da Região Episcopal de Nossa Senhora Aparecida.

A celebração foi presidida pelo Padre Joseleito Isaías Lima cuja homilia foi pronunciada após a leitura do Evangelho de São Lucas 10,38-42 realizada pelo Ministro da Eucaristia senhor Antônio Cruz (Sr. Edilson).

Padre Isaías Lima destacou quatro momentos importantes presentes nas leituras de hoje. Num primeiro momento, destacou a importância da moradia para o cristão que acolhe o Cristo em sua casa e em seu coração. Em seguida, tratou de como tratamos a administração do tempo numa vida cotidiana tão cheia de preocupações que por vezes nos impedem de aceitar Jesus em nossas moradias para se ter um encontro e ouvir a mensagem do Cristo Jesus.

No terceiro momento, o celebrante, correlacionou as leituras da missa diante da moradia que se abre a presença de Deus, enfatizando que desde Abraão, quando abre a casa ao estrangeiro, Deus lhes abençoa quatro vezes mais, passando por Simão, Zaqueu até as casas de Marta e Maria, o Senhor sempre trouxe transformações boas e bençãos. E assim, no quarto e último momento de sua homilia, o sacerdote fez um apelo aos fiéis para que abram a sua moradia a entrada de Jesus Cristo ratificando que como no Evangelho, a casa de Marta e Maria nunca ficará sem uma benção. 

Especialmente neste momento, que possamos refletir sobre Marta e Maria, em que Jesus nos aponta que Maria ficou com o melhor parte da visita, ou seja, o próprio Jesus ouvindo suas palavras e que Jesus ao chamar a atenção de Marta nos mostra que precisamos de um momento de parada das atividades, dos afazeres e trabalhos cotidianos para abrir nossa morada e nosso coração para o melhor da visita, a Palavra de Jesus. 

"Senhor, quem morará em vossa casa?"

segunda-feira, 24 de junho de 2019

NOVOS COROINHAS NA COMUNIDADE SÃO JOÃO BATISTA


FOTO: ENVIO DE COROINHAS. 2019

A origem do termo "Coroinhas" está relacionado as crianças que participam do "Coral" ou do "Coro de Vozes" das celebrações eucarísticas nas igrejas católicas. Um serviço cristão ao Altar de Nosso Senhor Jesus Cristo. São eles e elas que auxiliam no ritual das missas e demais celebrações litúrgicas, de memórias, festas e solenidades. Os coroinhas são co-partícipes na celebração representando a presença infanto-juvenil na liturgia, sendo em alguns momentos agentes de evangelização de jovens e adolescentes. 
FOTO: CORPO DE COROINHAS CSJB.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.
Neste domingo 23, véspera de São João Batista, á noite, durante o Tríduo a São João e Missa Dominical, foram enviados novos coroinhas para o serviço ás celebrações na comunidade. São Tarcísio, o jovem mártir que teve sua vida ceifada por proteger o Cristo Sacramental na Hóstia Consagrada, é o Padroeiro e Protetor dos Coroinhas.


FOTO: COROINHAS E SÃO JOÃO BATISTA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.
O envio foi feito sob a Benção do padre Joselito Pedro com a imposição das mãos e apresentação dos novos coroinhas para a Comunidade de São João Batista, integrante da Área Missionária São Paulo Apóstolo e do Setor Padre Pedro Vignola.


FOTO: FAMÍLIA RÉGIS.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.
Que Deus Nosso Pai de Misericórdia ilumine sempre a caminhada cristã destes jovens e adolescentes no serviço ao Altar de Cristo Jesus. Sob as bençãos e proteção de São João Batista e São Tarcísio.

"Glória a Jesus na Hóstia Santa que se consagra neste altar (...)"

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Fomos, meus irmãos e eu, coroinhas na Paróquia de São José Operário no Centro Histórico de Manaus nos anos 1970-1980 e um dos meus filhos foi coroinha nos anos de 2013 a 2016 na Paróquia Pessoal de São João Bosco também no Centro Histórico de Manaus.

sábado, 11 de maio de 2019

HOMENAGEM DO DIA DAS MÃES A PROFESSORA MARIA EUGÊNIA, IN MEMORIAN

FOTO-MONTAGEM: ACERVO DA FAMÍLIA. 2000.

Saudades de Você.

Há dez anos você partiu. Fostes a minha primeira professora, me alfabetizando e corrigindo para que eu me tornasse um bom homem. Mesmo, adulto ainda adorava deitar sobre sua barriga e ouvir o ronco que me alçava a uma sensação de feto, de aconchego, segurança e paz. Dos tempos de criança, lembro das lições e das advertências sempre necessárias: "-Primeiro a obrigação, depois a diversão.". Na cozinha da casa simples de madeira, sobre a mesa, o caderno e a cartilha "Caminho Suave" foi a minha primeira sala de aula e eu, na gana de ir para o quintal, correr, pular, jogar futebol, brincar de ser herói cavalgando uma vassoura de cipó sob a sombra da caramboleira e da majestosa e generosa mangueira do quintal.

No embalar da rede com meus irmãos, era mais fácil serenizar com suas canções alegres e infantis. Isso só poderia ser algo do céu. Sim, acho que era isso. Você não era daqui, você era do céu. Quando comecei a sair para namorar, você esperava a cada um de nós filhos chegar e para agradá-la já trazíamos algum lanche - um sanduíche ou cachorro quente - e sob o olhar feliz do meu pai, você degustava o que o pequeno salário do seu filho poderia proporcionar. Você acreditou em mim sempre. Sabes de uma coisa, vou confidenciar um segredo. Quando comecei minha carreira de professor no Colégio estadual Eldah Bitton Teles da Rocha foi a você que homenagiei quando preferia ser chamado de Prof. Mauro Vieira por funcionários, colegas e alunos daquele colégio, ou seja, fiz questão de dar ênfase a seu sobrenome. Acho que fiz o certo.

Uma vez, vi você em uma fotografia, numa pose sobre a bicicleta do papai. Nossa! Que mulher bonita! Seus brincos argolados e a elegância de um vestido florido junto a um sorriso feliz marcaram para sempre a minha memória e que lembrança você deixou na minha mente. Sabes, quando os eventos dessa vida nos abatem, nos desencorajando e até sugerindo que devêssemos abandonar nossos ideais, você me vem à lembrança como que me dissesse: "-Vá lá, você vai conseguir!". Vejam só. O Amor existe e agora mais do que nunca creio que você não era daqui. Você era do céu. Você foi a mulher mais espetacular e especial que me trouxe á vida e me ensinou a viver. Obrigado pelo que sou mãe. Te amarei sempre. Não foi fácil a sua partida. Desculpe ainda pelo "você" pois contigo aprendi que o correto é "Senhora", mil perdões Senhora Minha Mãe.

Prof. Mauro Vieira.