Mostrando postagens com marcador Rússia 2018. Anote. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rússia 2018. Anote. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de junho de 2018

FUTEBOL E O ANALFABETISMO GEOGRÁFICO

FOTO: TORCIDA DA CROÁCIA.
AUTOR: CUCUNACA, 2014.

FUTEBOL E O ANALFABETISMO GEOGRÁFICO

Os grandes eventos esportivos como as olimpíadas e as copas do mundo, são momentos importantes para o avanço da sociedade na compreensão do mundo, uma vez que, integram bilhões de pessoas e um número considerável de países.Uma oportunidade para a superação de muitas barreiras entre as nações como os regionalismos, barrismos e xenofobia, tidos como ideologias geográficas. Entretanto, esta oportunidade a nosso ver, tem sido desperdiçada, vejamos alguns casos. 

O primeiro, relacionado aos comentaristas esportivos brasileiros, tanto dos canais de televisão abertos quanto, os por assinatura, quando ingressam sobre o conhecimento geográfico, revelam completo desconhecimento e até reforçam preconceitos. Numa das narrações de uma rede estadunidense com canal no Brasil, se referiu à equipe da Rússia como se fosse a União Soviética (extinta em 1991) numa das partidas nesta Copa da Rússia em 2018. 

O segundo caso, trata de um debate entre ex-jogadores brasileiros do Mundial de 2010 realizado na Africa do Sul em que o atleta Amaral relembra um episódio em que o entrevistador pergunta a ele sobre a importância de atuar num país em que havia o problema do Apartheid. O atleta respondeu que se esse era o problema, a solução seria fazer uma ''marcação cerrada" para impedi-lo de jogar! Ou seja, Amaral ignorou que Apartheid era um regime político de segregação racial, imposto pela classe política dominante, repudiado mundialmente.

O último caso, em plena Copa do Mundo da FIFA 2018 na Rússia, torcedores brasileiros gravaram um vídeo em que expõe seu machismo e sua misogenia ao cantarolarem ofensivamente uma jovem russa que inocentemente não compreendia o que estava sendo cantado. A repercussão do vídeo gerou indignação em meios mais intelectualizados, mas o que esperar de grupos de torcedores de  classe social mais abastada e com boa escolaridade que verbalizaram as piores ofensas em 2014 a primeira mulher eleita presidente do  Brasil na cerimonia de abertura da copa?

Mídia hegemônica, atletas e torcedores precisam voltar às aulas de Geografia, senão vai ficar mais difícil de praticar futebol e tonar o mundo melhor.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

MEMÓRIAS DE 2014: COPA DO MUNDO DE FUTEBOL NO BRASIL EM 2014 – MANAUS

FOTO-MOSAICO: COPA 2014 MANAUS.
AUTOR: CUCUNACA, 2014.
Memórias de 2014: Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 – Manaus

E já se passaram 4 anos. Estamos novamente diante de mais uma Copa do Mundo de Futebol da FIFA, nesta edição realizada na Rússia, neste ano de 2018. Manaus, foi selecionada com uma das subsedes do evento mesmo recebendo uma “enxurrada” de críticas que justificaram mais o preconceito regional do que o uso de critérios técnicos, mesmo assim,  a cidade foi escolhida como a melhor das subsedes.

Desde 2013, a revolução colorida imposta pelo imperialismo com vistas a derrubar o governo de Dilma Rousseff (PT) gerava um clima intensamente negativo com um a mídia empresarial privada intensamente comprometida com a queda do governo federal de origem trabalhista.

Neste clima, ás vésperas do evento maior do futebol não se viam as empresas com decoração para a festa do futebol, apenas os bares do centro histórico e alguns pequenos estabelecimento exibiam seu orgulho nacional. Mas as grandes empresas nacionais e multinacionais nem sequer colocavam faixas sinalizando para o evento. Assistir a televisão então, nem pensar, pois este meio desenvolvia uma agenda extremamente contaminada com ódio, aliada a opinião isenta (?) das organizações não-governamentais sobre os temas nacionais, perfazendo um ambiente tóxico.

Em 2014, sob grande tensão a Copa aconteceu num país já fraturado pela sua própria classe dominante, que como esperta que é, comprou os ingressos e assistiu aos jogos, enquanto, a classe média ascendente e tola, era alimentada de ódio pela mídia nacional e internacional (disfarçada de nacional).

As camadas mais pobres, foram as que enfeitaram as ruas como todos os anos fazem desde a Copa de 1982 em que se criou a Seleção Canarinho. Como amantes do Futebol e do Brasil, fomos a favor da Copa do Mundo, pois a leitura da Geografia nos conduzia a isto. O Brasil integrava a Classe Média do Mundo, o chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e também a 7ª economia do mundo. E Manaus, também estava preparada, pois a posição de 6ª economia do Brasil, o que evidentemente não inviabilizaria a realização do evento na capital do Amazonas.

As memórias que temos da Copa no Brasil, e em Manaus especialmente, são as melhores, apesar do clima criado pela mídia hegemônica. Desligamos da mídia hegemônica, compramos os ingressos para todos os jogos e vivemos intensamente esse momento da copa do mundo. Vimos a Inglaterra x Itália, um dos melhores jogos da História das Copa,  a invasão dos estadunidenses (no bom sentido) e a alegria dos croatas pela avenida Constantino Nery em direção a Arena Vivaldo Lima (Arena da Amazônia). Um momento inesquecível!

De tudo isso, ficaram muitas lições, mas uma delas foi a de estávamos certo. Depois de tanto, apenas eu defender a Copa no Brasil em Manaus junto aos meus colegas, que estavam grávidos pela mídia hegemônica, aprendi e ensinei que devemos sempre acreditar no nosso potencial. E uma ex-aluna nossa, deixou um recado em uma das nossas mídias sociais: “- Professor, o senhor venceu! Enquanto todos falavam em vexame que não ia dar certo. O senhor foi o único que afirmou que deveríamos ver este evento pelos nossos próprios olhos e não pelos da mídia hegemônica. O senhor  ainda falou que os lugares mais visitados, seriam o Rio de Janeiro, o Nordeste e Manaus. Mestre, parabéns o senhor venceu!”.

Em 2018, há um esforço gigante da mídia hegemônica em fazer o torcedor brasileiro abraçar o evento e a “seleção globalizada do Brasil”. O uso da camisa da seleção brasileira nas campanhas contra a corrupção, por pessoas envolvidas e promovedoras de corrupção, inclusive jogadores de futebol, gerou um descrédito deste que foi um dos maiores ícones de identificação e da integração do povo brasileiro.