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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

UM ATÉ BREVE AO CENTRO DE MANAUS


FOTO: MANIFESTAÇÃO PÚBLICA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2015.

Um até breve ao Centro de Manaus


Hoje já não moro mais no Centro Histórico de Manaus. Prá lá deixei uma parte inseparável da minha vida. Acho que agora acabou.

Ali cada passo meu tem uma história para contar.  E são muitas. Optarei pela primeira pessoa do singular. Acho mais sadio para falar de uma cidade como Manaus, uma metrópole. 

Nas pedras do paralelepípedo português da Vila Dona Marciana, ficaram o cansaço, a luta e as esperanças em meio o temporal da chuva que me faz lembrar que estou na Amazônia e no meu amado Amazonas. Lá procurei viver intensamente, cada espaço e cadafalso. Em cada passo, um compasso marcado de história, a minha e a de outros sobreviventes da cidade. Pelas ruas, alguns poetas, barbudos, mendigos, pequenos assaltantes, saltimbancos dos cruzamentos, os  bons operários, anarquistas, filósofos, comunistas, os sapateiros intelectuais, os reformadores de móveis cientistas sociais, com a nobreza dos aristocratas, os padres e o maravilhoso  divino mundo da Igreja, também os salafrários parasitas do sistema político de castas e estamentos urbanos. 

Lá ficaram os imigrantes americanos: os alegres colombianos, os altivos peruanos, os ciganos indígenas venezuelanos com suas vestimentas estonteantes em cores vivas, que penso eu, se acreditam de fato herdeiros da Terra, e os gigantes haitianos e seus chapelões com suas mulheres negras de rara beleza na dura vida de frutas e picolé da massa, elas e eles não se ajoelham. Os meus bons caboclos, com sua tez de sol, seu sorriso largo, operários da vida e ainda assim honrados. As doces caboclas, trabalhadoras, do sorriso de Yara e da fibra das amazonas de Gaspar de Carbajal. E eu, apenas Cucunaca.

Há política em toda parte no Centro, entre palavras e negócios. O protético ético, na bela missão de transmitir amor pelos gestos e pelas palavras, educar com todas as forças, o filho amado para entregar ao mundo  e assim também a minha missão, como a do comerciante de coração grande, ou melhor dizendo, de um grande coração. Em tudo isso há um nobreza impressionável. Mas tu me perguntarias:  E as praças históricas, a da Polícia? a da Saudade? a do Congresso? e o Largo de São Sebastião e a Praça da Matriz? Ah...  elas ainda são do povo!

Cucunaca

domingo, 19 de junho de 2016

TOCHA OLÍMPICA EM MANAUS

FOTO: CONDUTOR DA TOCHA OLÍMPICA EM MANAUS AM. AUTOR: CUCUNACA, 2016.

Hoje chegou a Manaus a Tocha Olímpica, um dos símbolos mais conhecidos e representativos da união dos povos a partir do esporte. Há algumas décadas inimaginável a possibilidade de Manaus participar ativamente de uma Copa do Mundo de Futebol (2014) e agora da XXXI Olimpíada dos Tempos Modernos. 

FOTO: PÁRA ATLETA SIMPLICIO. AUTOR: CUCUNACA, 2016.

Nesta manhã, a chama eterna do esporte foi conduzida por uma série de pessoas ligadas ao desporto local e nacional. Saindo do aeroporto Eduardo Gomes chegou ao Centro Histórico de Manaus por volta das 12h50mn na altura da Avenida Constantino Nery esquina com a Rua Ramos Ferreira. Ao longo da rua Luiz Antony, centenas de populares saudavam o símbolo olímpico, além de faixas e cartazes de protesto contra o Golpe Jurídico Midiático, travestido de Impeachment, contra a presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT). Um dos momentos importantes ao longo deste trajeto foi quando a Tocha Olímpica passou para a condução do pára-atleta Simplício que com um único braço conduziu o símbolo mais importante do esporte mundial sob os aplausos e um coro do cordão em volta, chamando seu nome. Aqui abro um parêntesis, Simplício foi meu aluno no ensino médio na Escola Pública Waldocke Frick, hoje extinta. Um exemplo de determinação e superação, sendo um dos poucos privilegiados a conduzir a tocha mais importante do esporte. 

FOTO: LOCOMOTIVA DO PORTO DE MANAUS. AUTOR: CUCUNACA,2016.
A tocha olímpica, passou pelo esquecido museu do Porto, com sua locomotiva do século XIX entregue ao mato e ao ferrugem, jazendo no pátio das instalações do Porto de Manaus, seguindo seu destino até o Mercado Adolpho Lisboa, Teatro Amazonas para então chegar a Zona Leste de Manaus.