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sexta-feira, 31 de março de 2017

PROTESTOS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM MANAUS

FOTO: GEÓG. E PROF. JEVALDO SILVA,2017
 AUTOR: CUCUNACA, 2017.
Neste dia 31, as Centrais Sindicais juntamente com representantes dos movimentos sociais, estudantes, intelectuais, professores, geógrafos, historiadores,cientistas sociais, alguns partidos de esquerda e centro-esquerda e coletivos feministas e jovens, fizeram um Ato Público de Protesto no Centro Histórico de Manaus, na esquina das Avenidas 7 de Setembro com a Eduardo Ribeiro por volta das 16h chamando a atenção da classe trabalhadora para a agenda conservadora do governo Michel Temer (PMDB).O Ato Público faz parte do "Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência em Defesa dos Direitos" e faz parte da programação sindical para o calendário de manifestações classistas das centrais sindicais para enfrentamento da crise política brasileira. Estiveram presentes, segundo nossas estimativas, cerca de 250 manifestantes ligados às centrais sindicais e profissionais de diversas categorias.

FOTO: MANIFESTANTES. AUTOR: CUCUNACA,2017.

O ato serviu didaticamente para chamar a atenção da sociedade para a aprovação da Reforma da Previdência Social que afetará sensivelmente os trabalhadores, além da terceirização que precarizará o trabalho para as presentes e futuras gerações. De acordo com o professor de História Social Pedro Marcos Mansour, 34 anos, esta jornada conservadora vem ganhando força pelo mundo e chega a América Latina buscando retirar Direitos Sociais e Trabalhistas. Num outro setor, uma professora da rede estadual de Educação, afirmou que professores e professoras estão seriamente ameaçados pela contenção de gastos dos governos estaduais e que isso pode refletir nos vencimentos dos mestres.

FOTO:COLETIVO AYUKA, 2017.
 AUTOR: CUCUNACA,2017.
Um dado especial, além das clássicas associações de luta pelos direitos trabalhistas como sindicatos e associações, surgem os chamados "coletivos" que geralmente são compostos por jovens e grupos marginalizados na sociedade que buscam uma "leitura" sobre a realidade social, política e ambiental. 

Um deste coletivos, trata-se do Ayukaka (Sig. de Luta na língua índigena Kokama) que debate e participa ativamente dos grandes temas sociopolíticos e ambientais do Brasil e da Amazônia, aliás este coletivo se autodeclara ecossocialista e sua bandeira de luta social defende uma radical mudança no sistema social. A importância destes coletivos mostra o vigor jovem na disposição para o enfrentamento das questões estruturais de nossa contemporaneidade, especialmente quando a inquietação surge numa região como a Amazônia, mais precisamente no Amazonas.
O Ato foi encerrado às 18h após os discursos das lideranças sindicais ali representadas. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

I ENCONTRO MUNICIPAL DE PROFESSORES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO AMAZONAS



FOTO: PROF. Me. MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS BORGES.
AUTOR: CUCUNACA, 2016.
Hoje das 9h ás 17h no auditório Luis Geraldo Pontes Teixeira - SEMED , ocorreu o I Encontro Municipal de Professores de História e Geografia com o tema: Rediscutindo História e Geografia do Amazonas - que contou a presença de professores, representantes dos movimentos sociais e pesquisadores. O encontro foi promovido pelo GEPHAM - Grupo de Estudos e Pesquisa em História do Amazonas - que integrou aos debates os profissionais da Geografia. 

FOTO: PROF.Me. ELISÂNGELA. AUTOR: CUCUNACA, 2016.
O tema central versou sobre a importância dos conteúdos ministrados pelas disciplinas de História e Geografia com o foco nas necessidades atuais de inserção das temáticas regionais nos currículos conforme o BNCC - Base Nacional Comum Curricular, e mais especialmente, a reafirmação da necessidade de reinserção da disciplina Geografia do Amazonas no currículo do ensino fundamental, tendo em vista a sua supressão nos primeiros anos de 2000. 

FOTO: I ENCONTRO MUNICIPAL DE PROFESSORES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA.
 AUTOR: CUCUNACA, 2016.

O encontro marcou o inicio de um grande debate histórico e científico para as duas categorias e que certamente refletirão na definição de uma política municipal de educação que não mais descarte a abordagem amazônica do contexto da História e da Espacialidade brasileira. No período da tarde, as palestras da Prof. MSc Elisângela (História) e da Prof. MSc. Maria das Graças Medeiros Borges (Geografia) aquilataram o evento e geraram intensa participação dos presentes. Ainda registramos a presença da ilustre geógrafa Ivete de Azevedo Belém.   De acordo com os organizadores do encontro, houve grande avanço e os próximos eventos contarão com grupos de trabalhos avançados.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

LEITURA DO BRASIL EM 2016



FOTO: PRAÇA DO CONGRESSO. CENTRO HISTÓRICO DE MANAUS. AUTOR: CUCUNACA, 2014.

Iniciamos 2016. Algumas considerações sobre as perspectivas e aspirações para o novo ano, no campo da Geografia do Brasil e seus possíveis cenários. Assim, partiremos de uma matriz cartográfica, baseada nas escalas clássicas da Geografia: a dimensão global, a regional e a local em que pese seu cotidiano sociopolítico, econômico e ambiental .

O BRASIL E O MUNDO - OS BRICS.

O Brasil vem crescendo sua participação no cenário mundial, especialmente pela sua integração ao chamado clube da classe média mundial, os Brics. As parcerias entre as nações estão se estreitando a cada novo encontro, seja na prestação de serviços de engenharia, seja na cooperação financeira e agora intelectual entre as universidades, com o estímulo a convênios e bolsas de estudo e pesquisa. Financeiramente, o desafio é instigante se levarmos em consideração a consolidação do Banco dos Brics que sugere-se como alternativa ao FMI (Fundo Monetário Internacional) controlado pelos Estados Unidos e alguns países desenvolvidos da Europa ocidental. Ainda assim, também se busca um estreitamento dos intercâmbios nos campos da cultura e da dotação de uma infraestrutura com base em fontes sustentáveis. Num cenário ainda conturbado pela crise econômica global de 2008, o BRICs busca fincar bases sem desviar o caminho, mesmo diante de cenários mais reticentes criados pela Revolução Hashteg ou Revolução Colorida imposta ao Brasil em 2013 e a crise na Ucrânia que envolve diretamente a Rússia e agora, o recente envolvimento russo na Guerra da Síria com desdobramentos globais e conceituais. Num cenário renhido o Brics busca consolidar-se e 2016 será fundamental para os projetos de intercâmbio.

O BRASIL E AS AMÉRICAS

Sim. Em 2016, o que ocorrer no Brasil, será sentido nas Américas do norte, central e do sul. Sua importância econômica e ambiental que faz parte de seu esteio dentre as nações americanas, inevitavelmente conduzem a esta condição. O projeto de estado nacional brasileiro e sua integração regional, vem sendo duramente atacado por forças conservadoras sob o discurso reacionário de manutenção da dependência aos Estados Unidos. A imagem do governo brasileiro vem sendo fustigada pela imprensa conservadora e hegemônica, ligada aos grandes grupos empresariais capitalistas. O cenário político vem sendo dosado de forte ação dos meios de comunicação de massa, "transformados" em verdadeiros partidos de oposição, embora recebam "gordas" fatias de dinheiro público para seus projetos além de um histórico de alinhamento conservador. Equador, Venezuela e Argentina, se mostram cenários indefinidos dadas as proporções e as condições sociopolíticas. Venezuela e Argentina ainda em processo de mudança política, embora as forças que promoveram a nova composição do poder político nestas nações tenham se caracterizado pelo avanço das forças conservadoras no parlamento e no executivo. Uruguai e Bolívia, assumem um papel importante no protagonismo social liberal da região, pois vem se posicionando cada vez mais no plano das relações regionais. O Mercosul parece capitular diante da Unasul.

O BRASIL E O POVO BRASILEIRO

Neste ano, espera-se duas situações: a primeira no cenário político, o acirramento da confrontação política partidária entre governo e partidos de oposição. O desespero da oposição vem desgastando sua imagem junto ao eleitorado e a cada tempo vem ocorrendo uma perda de credibilidade dos meios de comunicação hegemônicos, uma vez que, protestos convocados pela mídia hegemônica, não tem movido significativas parcelas da classe média nacional e as instituições seguem observando o movimento dos atores no cenário. Há um claro e viciado esforço em tornar o segundo mandato de Dilma Roussef inviável, embora parcelas significativas do povo brasileiro que reconhecem que sua vida melhorou sob a gestão do PT (Partido dos Trabalhadores) não se apresentam como favoráveis a uma quebra da institucionalidade. Setores da sociedade civil organizada como associações religiosas, culturais e sindicatos já se posicionaram contra a quebra do voto democrático que elegeu a primeira mulher a governar o Brasil.

No plano econômico, é esperado um ano de recuperação após um ano de 2015 de insegurança e retração econômica. Alinhado o déficit da balança de exportação com a queda do dólar por influência da China e da variação conjuntural do preço do petróleo, o Brasil terá um segundo semestre de melhor desempenho, claro que acertadas as decisões políticas do governo. De acordo com economistas menos enviesados, é possível esperar um equilibrio sustentável da inflação, mas também é importante destacar que cada vez mais, o empresariado nacional, precisa renunciar a velhos mantras pseudo econômicos de que não se podem baixar os preços para manter-se no mercado. O leão está no setor primário e com a onda ambiental, o mundo vem assistindo a chamada "desindustrialização" e o Brasil está no mundo e não fora dele. Afinal, estamos no modo de produção capitalista!

Na dimensão ambiental, o Brasil buscará cumprir suas metas e talvez seja a área mais promissora tendo em vista, que a cada ano, novas soluções vem sendo pautadas nas mais distintas áreas, da sustentabilidade verde ao desenvolvimento ecotecnológico com o avanço das energias do fonte renovável. Avanços por todos os campos, exceto o ético, pois continuaremos a assistir comportamentos não compatíveis com o século XXI.


Uma brevíssima explanação sobre o Brasil, que a cada ano que passa amo mais e mais ainda! 

BOM 2016, SÃO OS VOTOS DESTE BLOG PARA TODO O POVO BRASILEIRO!