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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ADEUS JANEIRO!

FOTO: FLOR DE JANEIRO, 2017. AUTOR: CUCUNACA.

Após uma passagem de ano esplêndida, acordamos em Janeiro mais tristes e inseguros na cidade de Manaus e no Brasil. Um rebelião nos presídios de Manaus, nos levou aos noticiários internacionais e até nos deu a misericórdia do Pai-eterno na Ave-Maria rezada pelo Papa Francisco a nos lembrar que os presídios devem ser lugar para reeducação das pessoas. Foi a barbárie exposta da Amazônia para o mundo.Dias de janeiro de apreensão nas casas e nas ruas, as ruas no seu mais profundo silêncio e nas mentes um clima de insegurança total.

Em Janeiro,vimos a banalização do mal especialmente trabalhada ao longo de anos na mente das pessoas. E, viabilizada na auto-destruição da espécie humana. No turbilhão da crise social, vimos o nascimento de um cientista social a se comover com a agonia do viver e do morrer, uma repórter que deixou de ser aquela mocinha bela das baladas e dos shoppings centers, chocada diante da dor inerente aos seres humanos quando se perde uma vida. Aos dois, vos saúdo: Bem vindos a vida real!

No coração, a fé. Em janeiro não saímos ás ruas e a brisa fria ficou órfã dos caminhantes e andarilhos na cidade dos Manaú. Na mente, desconfiança e a sensação de impotência. Neste dias, perdeu-se um pouco do encantamento construído desde a Copa do Mundo de 2014 e a cidade teve sua imagem inserida na pior parte da História do Brasil em pleno século XXI.

O final de Janeiro,foi um pouco melhor. Lembramos que há o carnaval, o samba, a celebração da vida que nos dizeres do samba de concentração da GRESC Andanças de Ciganos nos ensina que "A vida hoje é confete/É serpentina". 

Haverá outros Janeiros.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

POESIA À TOA

Foto: Oficina de Poemas. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.



SEM NOME III
 
Mais um pedaço de poesia
Para essa porra que me azucrina
De tanto me falar em tempo
Me transformou num bobo dessa pantomima.
 
Valente foi El Rei
Que buscou sua amante
No mosteiro
Desfilou nu pelas ruas de Berlim
Dando de boca com um gay.
 
 
 
CAMPANHA
 
Abri a boca contra todos
Encontrei ecos e discórdias
Pensei em nunca mais escrever
Foram longas e tenebrosas horas
 
Atirei quando avançava
Mas a multidão era um Monstro
Sem igual
A barriga gelada ameaçava
Greve de fome, greve total
 
Era nossa luta vermelha-amarela
Caricata, escorregadia e intensa
Era minha fantasia tácida
Um sonhar de aquarela
 
Nossa vida foi passando
Nos esquecemos do sorriso
Escrevi derrota mais derrota
E aos poucos fui cansando
 Caminhei, fui à pé
Sem chegar a lugar algum
Tomei mingau, comi chibé.
Olá companheiro! Não vi nenhum.
 
[Poesias extraídas do Livro "Poesias à Toa" no prelo para lançamento em 2013].
 
Saudações Poéticas!