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sábado, 1 de fevereiro de 2020

OUTRO JANEIRO, JÁ FOI.


FOTO: FLOR DE JANEIRO, 2020.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

E lá se foi outra vez Janeiro, o mês que mais gosto. Só deu para aproveitar alguns poucos passeios sentindo a brisa levemente fria quando o forte sol incidia anunciando uma chuva forte. Ver o dia, o azul do céu e claro também presenciar a chuva, em tudo isso há a presença do Criador. Usar mais calção e sandálias, falar de carnaval e do futebol amazonense, eliminar objetos que não tem mais utilidade ou que venceram no seu prazo de validade, separar e reciclar papéis já usados, tudo metódico, mas leve.

Vivenciar mais intensamente a comunidade cristã no novenário a São Paulo Apóstolo, trocar o guarda roupas, e como vi num dos conselhos de alguém, se seu guarda roupas está desorganizado, assim está a sua vida, se você se apegou demais ás suas peças de roupas, talvez você não esteja vivendo o hoje.

Em Janeiro, meu coração se acalma e me sobra um tempinho pra mim. Tem dias que o silêncio total faz a paz se tornar real. Em Janeiro isso me parece mais possível por isso, é importante desacelerar. Que venha 2020, afinal o meu querido Janeiro já foi.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ADEUS JANEIRO!

FOTO: FLOR DE JANEIRO, 2017. AUTOR: CUCUNACA.

Após uma passagem de ano esplêndida, acordamos em Janeiro mais tristes e inseguros na cidade de Manaus e no Brasil. Um rebelião nos presídios de Manaus, nos levou aos noticiários internacionais e até nos deu a misericórdia do Pai-eterno na Ave-Maria rezada pelo Papa Francisco a nos lembrar que os presídios devem ser lugar para reeducação das pessoas. Foi a barbárie exposta da Amazônia para o mundo.Dias de janeiro de apreensão nas casas e nas ruas, as ruas no seu mais profundo silêncio e nas mentes um clima de insegurança total.

Em Janeiro,vimos a banalização do mal especialmente trabalhada ao longo de anos na mente das pessoas. E, viabilizada na auto-destruição da espécie humana. No turbilhão da crise social, vimos o nascimento de um cientista social a se comover com a agonia do viver e do morrer, uma repórter que deixou de ser aquela mocinha bela das baladas e dos shoppings centers, chocada diante da dor inerente aos seres humanos quando se perde uma vida. Aos dois, vos saúdo: Bem vindos a vida real!

No coração, a fé. Em janeiro não saímos ás ruas e a brisa fria ficou órfã dos caminhantes e andarilhos na cidade dos Manaú. Na mente, desconfiança e a sensação de impotência. Neste dias, perdeu-se um pouco do encantamento construído desde a Copa do Mundo de 2014 e a cidade teve sua imagem inserida na pior parte da História do Brasil em pleno século XXI.

O final de Janeiro,foi um pouco melhor. Lembramos que há o carnaval, o samba, a celebração da vida que nos dizeres do samba de concentração da GRESC Andanças de Ciganos nos ensina que "A vida hoje é confete/É serpentina". 

Haverá outros Janeiros.

domingo, 31 de janeiro de 2016

FIM DE JANEIRO

FOTO: LUZEIRO DO PAÇO DA LIBERDADE, 2015. AUTOR: CUCUNACA, 2015.

Janeiro chegou ao fim. Incrivelmente um mês atípico. Tivemos muito calor em Manaus. Pouco friozinho e poucas chuvas. Anos anteriores, o céu amanhecia em chuva e as tardes eram mais frias com uma leve claridade, ideal para caminhar pelas ruas quase tranquilas do centro histórico da cidade, perceber sua paisagem e suas personagens mais ilustres, as árvores.

Em Janeiro, a brisa fria mexia com os galhos da floresta urbana quase desprovida de carros nas vias. Janeiro, esperei tanto por este mês e ele já se foi. É um mês tranquilo, pois não tenho que aturar os chatos urbanos que vivem a mal dizer a cidade, sem dela extrair sua verdadeira beleza. Sim, os chatos urbanos, estão de férias, ou enfim, me deram férias em Janeiro.

Visito os museus, leio meus livros, caminho pela cidade, ouço os passarinhos, durmo até mais tarde, só um pouquinho e a noite vou as Escolas de Samba, onde minha identidade pulsa e minha infância é mais transparente. Estou em família. Janeiro tem dessas coisas. Ainda encontro, alguns outros andarilhos pela cidade, pequenos poetas, idosos e suas histórias. 

Neste janeiro, há sempre um ar de bem viver, de esperança. Minha escrivaninha limpa, apenas meus óculos e o livro que estou lendo no momento. Em Janeiro, não dou muita atenção a televisão...me intoxica demais! Saio e vou a Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Aparecida, degusto uma tapioca e quase me desfaço em sabores, na tapioca com café e às vezes, vou de pastel frito com caldo de cana na feira ao lado do santuário. Uma delícia!

Janeiro também é o mês de São Sebastião, cuja procissão em todo dia 20, enche as ruas de fiéis católicos com seus trajes vermelhos em honra ao santo guerreiro, foguetório e uma devoção já tradicional na cidade dos manaú. O belo cortejo em vermelho, é muito fotografado por turistas que em alguns hotéis registram esta bela manifestação de fé.

Em Janeiro, é assim...pacientemente esperarei outro janeiro para ser feliz de novo, no novo ano que vem.

Saudações de um andarilho da cidade.