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sexta-feira, 17 de abril de 2020

GESTORES PREMIUM EM TEMPOS DE PANDEMIA

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
 AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Nestes tempos de tantos ensaios sobre a vida, o convívio coletivo, os sentimentos e o trabalho, nada mais sadio que socializar um pouco de nossas experiências com estes novos gestores que chegam com tanto ímpeto de mostrar serviço nas organizações sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor.

Na literatura corporativa e na área do cafezinho há muitos mantras adoçados aos modelos midiáticos de chefias e gestores, e muitos destes, modelos estranhos e extremamente tóxicos para os colaboradores e para as organizações.

Neste sentido, ao que parece a pandemia quase sempre contamina primeiramente os chefes. Começam as cobranças, os relatórios, as tabelas, cadê você? onde estão os resultados e etc, etc, etc.

Dificil desintoxicar os chefes, especialmente em organizações com a tradição do "Estado sou eu". Mas, vão aí algumas dicas para melhorar o desempenho sem fazer os colaboradores adoecerem:

Primeiro, Respeite o horário de Trabalho, pois assim como há o Homeoffice, há o Homeworks.

Segundo, Desligue o automático. Isso requer que o gestor tenha uma autodisciplina para entender que todos tem vários papéis sociais. Em casa, o pai ou mãe, o esposo ou a esposa, o filho ou filha, o namorado, a namorada...enfim todos temos outros papéis sociais.

Por isso, se contenha. Como diz o nosso bom Deus: Há tempo para tudo. Então, por quê ficar fazendo cobranças a qualquer hora da noite ou do dia? Tenha etiqueta corporativa, isso mostra que a organização fez a melhor escolha em aceitar você para representá-la.

Terceiro, em situações em que tudo nas organizações estão sendo questionados e pensados, aprenda a raciocinar distanciando-se da situação e se perguntando se esta ou aquela exigência ou rotina é realmente necessária. Em que grau ela é necessária ao objetivo da empresa ou só é mesmo um exercício de nossas vaidades ou exibicionismo de nosso pseudo-poder.

Quarto, em situações novas e ainda a serem conhecidas e domadas, pratique a simplicidade. Isto quer dizer simplifique os processos e procedimentos. Não caía na tentação de inventar a roda e gerar mais técno-burocracias que tomam o tempo e esgotam a energia dos funcionários e dos próprios gestores com tarefas e tarefas que invadem o espaço da privacidade dos colaboradores.

Quinto: Administre a sua vaidade. Não existe apenas um modelo de gestão de sucesso e nem apenas uma forma de produzir resultados. Se tens muitos sistemas para a comunicação, padronize e use os mais amigáveis aos colaboradores. Não precisa ficar inovando toda semana com a mais nova novidade (!) que você aprendeu no último video de youtube ou via videoconferência coaching.  Seu colaborador tem ritmos, funções e salário diferente do seu.

Em tempos de Pandemia, as organizações e gestores de sucesso, serão os mais lúcidos cuja simplicidade certamente será mais producente e produtiva, além de inspirar seus colaboradores.

Anote isso!


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* O autor foi Coordenador dos cursos de Geografia e Tecnologia em Petróleo e Gás em Centros Universitários da rede privada de 2005 a 2011. Diretor Geral da Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB Manaus (2012-2015). Livre-docente de Ensino Superior em Nível de Graduação e Pós-graduação. Atualmente Professor de Ensino Médio da Rede Pública de Ensino.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

RESILIÊNCIA

Foto: Mesa de Escritório. Autor: M. Bechman, 2011.



Palavra usada na Física, resiliência significa a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original, depois de submetido a uma deformação. Por exemplo, um elástico, uma mola.

Na Biotanatologia usamo-la para indicar a capacidade de uma pessoa para se recobrar de um trauma, uma perda, um sofrimento intenso.

A resiliência tem muito a ver com sua autoestima. Quem gosta de sim mesmo não se prende a lamuriações permanentes nem se volta contra infortúnios. Expressa, sim, a sua dor, os seus sentimentos, mas somente para se libertar e retomar a sua vida integral. Se sentir necessidade, não teme buscar ajuda externa, pois ela sabe que Deus nos fez para sermos felizes.

Evaldo A. D'Assumpção
www.nucleofenix.com

[Extraído da Folhinha Católica, 2013].

sábado, 2 de março de 2013

BENTO XVI: A RENÚNCIA E O MARTÍRIO

Foto: Papa Bento XVI. Autor: Geóg. M. Bechman, 2013.


A renúncia do Papa Bento XVI no último dia 28 de Fevereiro, nos fez refletir sobre tal postura tomada pela liderança da Igreja Católica Apostólica Romana. Á luz dos acontecimentos, as mais estranhas e imprevisíveis análises e teorias vem sendo formuladas pelos meios de comunicação de massa, sejam eles de orientação atéia e ou de reformistas cristãos. No entanto, nossa análise partirá de uma observação que apenas deverá se somar a tantas outras que vem sendo tecidas. Talvez o diferencial seja pela ousadia em observar a ação do pontífice emérito com nuances de estrategista.

A nosso ver, Bento XVI ao anunciar sua renúncia ao ministério de Pedro assumindo uma incapacidade física, conseguiu verter algumas situações interessantes que pontuamos agora:

1. O Evento da Renúncia trouxe à baila toda uma discussão sobre a Igreja na História e seu papel de centralidade no mundo ocidental judaico-cristão, uma vez que, mesmo os meios de comunicação  aversos ao cristianismo destinaram valioso tempo á discussão da renúncia. Na verdade, um chamado do Mundo cristão e não cristão ao debate sobre a Igreja, mesmo sob um novo cenário permeado pela pseudo vitória do individualismo e do materialismo sobre a teorias sociais da coletividade.

2. Bento XVI, expôs a esfera do Homem, em seus limites físicos em contra posição ao divino e perfeito, relativizando o poder temporal que vinha se considerando como eterno. Poupou os cristãos católicos de vê-lo "caducar" no poder. Aliás, este aprendizado deve ser compartilhado por muitos governos e executivos que acreditam que seus cargos sejam vitalícios.

3. O cardeal Joseph Ratzing, em sua renúncia ao papado, anunciou que a Igreja não pode perder a sua essência - com os atos de retorno a antigas liturgias. Defendeu uma igreja purista, essencial em vez de uma multidão de cristãos não verdadeiramente cristãos;

4. No plano interno, Bento XVI colocou as correntes mais "materialistas e imediatistas" do Vaticano sob a pressão velada dos cristãos e da essencialidade cristã secular. A nosso ver, cercou as correntes materialistas e imediatistas com a moral cristã e com os olhares da igreja e dos leigos.

5. Não se pode negar a inteligência de Bento XVI que prevendo sua retirada (em seus livros, entrelinhas como o nome adotado e outras pequenas coisas) conseguia reafirmar a primazia do cristianismo católico ao mesmo tempo que abria um livre diálogo com não-cristãos, cujas audiências  papais estavam cada vez mais cheias;

Na verdade, ainda haverá muito tempo, para se interpretar a renúncia e as decorrências deste ato de Bento XVI. Por hora, para muitos cristãos católicos, a renúncia ganha a cada dia um significado de martírio de alguém que sacrificou seu próprio cargo para que a instituição fosse renovada sem sua desintegração... Mas isto, é apenas mais uma análise leiga que se somará a muitas outras e só o tempo explicará as decorrências deste ato que não ocorria a cerca de 600 anos.

Saudações Geográficas!