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domingo, 18 de dezembro de 2016

PADROEIRA DO AMAZONAS - IMACULADA CONCEIÇÃO

FOTO: PROCISSÃO DA IMACULADA CONCEIÇÃO. MANAUS, 2016.

Neste Dia 08 de Dezembro, ás 16h30mn no Centro Histórico de Manaus, ocorreu a magnifica procissão em honra de Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Padroeira do Amazonas e dos Amazonenses. Todas as comunidades católicas envolvidas neste ato de fé, encheram as ruas do Centro de Manaus em seu trajeto clássico, saindo da Igreja da Matriz sob a condução de todo o clero da arquidiocese de Manaus,passando pelas ruas histórias Av. Sete de Setembro, Joaquim Nabuco, 10 de Julho e com a sua finalização na missa campal na Avenida Eduardo Ribeiro esquina com a avenida Sete de Setembro.

FOTO: GUARDA DA MARINHA DO BRASIL, 2016.

A procissão é carregada de simbolismo e muitos fiéis usam para pagarem promessas pela cura de uma doença ou até pela superação de alguma dificuldade, daí vermos muitas crianças vestidas de anjos, pessoas de pés descalços ou carregando imagens de Maria. A imagem de Nossa Senhora, coberta pela bandeira do Amazonas só reforça a identidade da santidade com os amazonenses, sendo conduzida por uma guarda da marinha do Brasil. Ao longo da procissão alguns fiéis e famílias voluntárias distribuem água para os cristãos,um gesto que acredito de muita boa vontade.

FOTO:IMAGEM DE N.S.DA IMACULADA CONCEIÇÃO.2016.

Este ano de 2016, a Procissão em honra da Padroeira do Amazonas,foi estimada em cerca de 80 mil pessoas e toda uma infraestrutura foi montada para a missa campal, com telões e tendas para a comunhão dos fiéis. Coroinhas de todas as paróquias se fizeram presentes no auxílio da distribuição das hóstias consagradas, dentre eles, os jovens coroinhas da paróquia pessoal Dom Bosco.

FOTO:COROINHAS DE DOM BOSCO.2016.

Em especial, esta data , marca para mim,35 anos em que fiz minha Primeira Eucaristia, meu encontro pessoal com Jesus Sacramental. Um momento de alegria e louvor ao Senhor Jesus de Nazaré, meu Senhor e mestre.

sábado, 14 de maio de 2016

IMAGENS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA NA AMAZÔNIA


FOTO: SAÍDA DA PROCISSÃO LUMINOSA. 2016
FOTO: FACE DE N.S. FÁTIMA. 2016
FOTO: PERFIL DA IMAGEM PEREGRINA.

FOTO: PROCISSÃO. 2016
FOTO: PROCISSÃO. RUA 10 DE JULHO. MANAUS. 2016.

FOTO: PROCISSÃO DE 13 DE MAIO. 2016.
FOTO: RECEPÇÃO DOS FIÉIS. 2016

FOTO: FIÉIS SE DESPEDEM DA IMAGEM. 2016.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A GEOGRAFIA DO PAPA FRANCISCO

FOTO: CARTA ENCÍCLICA LAUDATO SÍ. 2015. AUTOR: CUCUNACA, 2015.

Louvado Sejas meu senhor!

A encíclica papal Laudato si, publicada em 2015 pelo primeiro papa latino americano, Mário Bergólio, chamado Francisco, é um documento importante que insere a Igreja definitivamente nas questões da contemporaneidade. Mesmo, sabendo que a religiosidade por si só traz uma preocupação com a criação. É uma encíclica com muitos recursos a ciência, característica do universalismo cristão católico. 

Há o chamado a uma Ecologia Integral, onde não haja a separação entre sociedade e natureza, uma dicotomia que custou caro a humanidade. Na diversidade de temas e contextos, nossas palavras verberarão sobre o eixo da Geografia em suas facetas presentes na leitura de Francisco. Assim, podemos tecer alguns comentários um pouco mais delimitados.

As paisagens como obra do Criador, contempladas em beleza e a compreensão das águas como patrimônio de todos. Na encíclica Francisco cita a diversidade de paisagens naturais como os oceanos, as florestas, a Amazônia.

A encíclica trata do meio ambiente. O sumo pontífice estabelece uma leitura doravante acintosa sobre a relação campo-cidade. Inicialmente, destacamos as condições socioeconômicas da vida humana no campo, afetada pela desigualdade no acesso a terra por parte das camadas mais numerosas de camponeses. Analisando as condições em que uma urbanização centralizadora e desprovida de humanidade, coloca os seres humanos em condições de moradias subnormais e degradantes, Francisco propõe uma ecologia de integração.

Da mesma forma que medir os danos a natureza apenas a partir do uso de técnicas e tecnologias conformadas as necessidades do mercado, precisam ser reavaliadas estas ações tendo em vista a consolidação de um antropocentrismo prático onde as pessoas e as coisas são desprovidas de vida, sendo apenas consideradas como objetos.

Ergue-se então, uma ode a tecnocracia, elevando o homem a dominação das naturezas (física e humana) sem restrições. A biotecnologia, se insere neste contexto. A proteção ambiental não pode vir somente a partir de cálculos e necessidades financeiras.

A vida nas cidades, onde se trata, que para passar a uma ecologia integral, devemos dar atenção a moradia nas cidades em que as inclusões sejam necessárias. A dicotomia entre espaços de vida em que poucos são privilegiados com o acesso a beleza da natureza em territórios privativos e outros em sua grande maioria desprovidos deste mesmo acesso a beleza das paisagens naturais. 

Francisco reconhece o papel da arquitetura das cidades que incluem pessoas em espaços públicos que unem e promovem o encontro do eu com o outro. Na Geografia de Francisco, o espaço do encontro é o espaço da humanização divina. Assim como viver nas cidades, sem o uso de fontes renováveis de energia e a dificuldade do cotidiano medida pelas condições reais dos transportes, subtraem a qualidade de vida das pessoas juntamente com a poluição visual  e sonora das cidades, por isso chamando ao mundo para a construção de uma ecologia humana do cotidiano.

No campo, as pesquisas sobre os transgênicos, o mercado sobre os alimentos, que podem falsear o criacionismo de Deus, e trazem consequências ainda não claramente definidas pela ciência, cujos saberes das populações tradicionais vão sendo usurpados e instrumentalizados pelo mercado. A  mas media, que afasta e transforma as relações pessoais no campo, a perda da identidade com as inovações que transformam seu cotidiano, o trabalho e as suas necessidades.

Conforme o papel de cada papa - o de estabelecer pontes -, as religiões, juntamente com  a ciência, a transparência no processo decisório, o diálogo entre o local e o global, contextos e atores são chamados a cuidarem da nossa casa comum.

Neste sentido, a Geografia de Francisco insere-se uma preocupação disposta na forma da integração ecológica da vida e dos espaços, numa perfeita complementaridade e com isso, convida aos cristãos a uma conversão ecológica.

Um texto empolgante, vivo, denso e de alerta para as presentes gerações. A Geografia do Papa Francisco presente em Laudato Si é apenas uma notação a extensão dos temas e preocupações da Igreja Católica com este tempo. Espero ter sido fiel à leitura e ao caminho proposto pelo papa nesta carta encíclica, pois deste documento, pode-se se extrair leituras sobre as óticas de outras ciências e saberes. Por hora, vos convido a refletir sobre as palavras de Francisco.

sábado, 2 de março de 2013

BENTO XVI: A RENÚNCIA E O MARTÍRIO

Foto: Papa Bento XVI. Autor: Geóg. M. Bechman, 2013.


A renúncia do Papa Bento XVI no último dia 28 de Fevereiro, nos fez refletir sobre tal postura tomada pela liderança da Igreja Católica Apostólica Romana. Á luz dos acontecimentos, as mais estranhas e imprevisíveis análises e teorias vem sendo formuladas pelos meios de comunicação de massa, sejam eles de orientação atéia e ou de reformistas cristãos. No entanto, nossa análise partirá de uma observação que apenas deverá se somar a tantas outras que vem sendo tecidas. Talvez o diferencial seja pela ousadia em observar a ação do pontífice emérito com nuances de estrategista.

A nosso ver, Bento XVI ao anunciar sua renúncia ao ministério de Pedro assumindo uma incapacidade física, conseguiu verter algumas situações interessantes que pontuamos agora:

1. O Evento da Renúncia trouxe à baila toda uma discussão sobre a Igreja na História e seu papel de centralidade no mundo ocidental judaico-cristão, uma vez que, mesmo os meios de comunicação  aversos ao cristianismo destinaram valioso tempo á discussão da renúncia. Na verdade, um chamado do Mundo cristão e não cristão ao debate sobre a Igreja, mesmo sob um novo cenário permeado pela pseudo vitória do individualismo e do materialismo sobre a teorias sociais da coletividade.

2. Bento XVI, expôs a esfera do Homem, em seus limites físicos em contra posição ao divino e perfeito, relativizando o poder temporal que vinha se considerando como eterno. Poupou os cristãos católicos de vê-lo "caducar" no poder. Aliás, este aprendizado deve ser compartilhado por muitos governos e executivos que acreditam que seus cargos sejam vitalícios.

3. O cardeal Joseph Ratzing, em sua renúncia ao papado, anunciou que a Igreja não pode perder a sua essência - com os atos de retorno a antigas liturgias. Defendeu uma igreja purista, essencial em vez de uma multidão de cristãos não verdadeiramente cristãos;

4. No plano interno, Bento XVI colocou as correntes mais "materialistas e imediatistas" do Vaticano sob a pressão velada dos cristãos e da essencialidade cristã secular. A nosso ver, cercou as correntes materialistas e imediatistas com a moral cristã e com os olhares da igreja e dos leigos.

5. Não se pode negar a inteligência de Bento XVI que prevendo sua retirada (em seus livros, entrelinhas como o nome adotado e outras pequenas coisas) conseguia reafirmar a primazia do cristianismo católico ao mesmo tempo que abria um livre diálogo com não-cristãos, cujas audiências  papais estavam cada vez mais cheias;

Na verdade, ainda haverá muito tempo, para se interpretar a renúncia e as decorrências deste ato de Bento XVI. Por hora, para muitos cristãos católicos, a renúncia ganha a cada dia um significado de martírio de alguém que sacrificou seu próprio cargo para que a instituição fosse renovada sem sua desintegração... Mas isto, é apenas mais uma análise leiga que se somará a muitas outras e só o tempo explicará as decorrências deste ato que não ocorria a cerca de 600 anos.

Saudações Geográficas!