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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

OMELETE MANAUARA

FOTO: OMELETE MANAUARA.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Uma receita  simples que geralmente agrada todos os paladares.

04 ovos brancos ou marrons
01 maço de cheiro verde
01 tomate
01 cebola média
25g de manteiga

MODO DE PREPARO

1º passo: Lave bem as mãos e os alimentos, bem como os instrumentos de preparo e área de trabalho.
2º passo:  Corte, excluindo a raiz do cheiro verde. Retire do coentro apenas as folhas verdes. Corte em picadinhos.
3º passo: Corte em picadinhos o tomate.
4º Passo: Corte em picadinhos a  cebola média.
5º Passo: Bata, neste momento, apenas dois ovos, até misturar clara e gema.
6º passo: Adicione duas colheres de chá com a cebola picada, o tomate e o cheiro verde
7º passso: Bata esmagando levemente a cebola picada.
8º passo: Aqueça a frigideira grande ou média em fogo baixo com meia colher de chá com manteiga, espalhando levemente a manteiga ela extensão da frigideira como se tivesse untando.
9º Passo: Após a frigideira aquecida na manteiga, derrame a parrtir do centro da frigideira, o preparo do omelete manauara.
10º passo: Com uma colher de frigideira, vá soltando o preparo pelas bordas para que não queime e no ponto, dobre sobre a outra parte,fazendo assim, uma espécie de tapioca fechada. Atente para que não queime e também para que o seu interior não fique cru.
11º Após isso, retire da frigideira  e monte o prato, seja com arroz branco ou parbolizado e farinha de Uarini, Branca ou Farinha da Ilha de Vera Cruz (Município de Maués).

Obs: Repita a operação para os outros dois ovos, usando a outra metade do preparo.

Anotem e Bom Apetite!

sábado, 23 de novembro de 2013

BOLINHA

FOTO: BOLINHAS DE GUDE. AUTOR: PROF. M. BECHMAN, 2013.

Uma volta feliz á infância dos manauaras e amazonenses é de fato uma visita mágica ao inconsciente coletivo daqueles que puderam desfrutar deste jogo de infância chamado "Bolinha". Não se tem dados históricos sobre o jogo no Amazonas, sua origem, seus praticantes, sua classificação...mas sabe-se que muitas gerações praticaram e ou praticam este encantador jogo.

Possui regras claras passadas de geração a geração, também pode ser considerado um ritual com seus códigos, regras e ritos. Tão especial a ponto de ter um vocabulário específico como o "fonas" para o último jogador a atirar sua bolinha em direção a linha das bolinhas dispostas na linha. Ainda inventaram-se o "antes fonas" ´para ser ainda antes do último. O "turite" em que um dos jogadores acerta de uma só vez todas as bolinhas postas na aposta e que marca o recomeço do jogo.

Há também uma gradação de valor nas bolinhas. As coloridas em azul, vermelho, amarelo (predominante) e branco sem transparências, são chamadas de "preciosas" ou "colombianas", chegando a valer cinco das bolinhas comuns transparentes. O Mercado Adopho Lisboa ainda possui bancas que comercializam estes brinquedos maravilhosos que nos ensinam a competir com respeito obedecendo regras.

Saudade enorme do meu tempo de criança. O "viciado" em bolinha com sua lata (lata de leite) cheia era chamado de "Fome"...tudo parte desta mágica fase de nossa infância em Manaus. Vamos brincar de bolinha? Hoje eu sou fonas!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SER AMAZONENSE É...



Foto: Grafite de muro de Artista Popular.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Na semana do Amazonas e da Pátria, faço a questão de mostrar que
 SER AMAZONENSE é...
 
Tomar açaí doce com farinha de Uarini;
Comer Jaraqui frito com arroz e molho de pimenta murupi,
Tomar café com um "X" Caboquinho regado a vinho de cupuaçú ou taperebá.
 
No domingo assar de brasa o Tambaqui com tucupí,
Ir até Parintins pro Festival e se definir pelo Boi do Coração ou do Sangue Azul,
Torcer pro Naça (Nacional F. C) e pro Mequinha (América F.C) contra qualquer time de fora do Amazonas.
Namorar as belas morenas, nossas caboclas, sereias do rio Amazonas.
 
Ter um silêncio sereno antes de emitir sua opinião,
Pagar a conta quando convida os amigos para a festa, pois "rachar" a conta é para quem é de fora do Amazonas,
Ter os olhos amendoados, cabelos lisos e a tez morena como filhos do sol,
Ter um sorriso largo e a alegria de um curumim ou cunhantã que nunca cresceu.
 
Acreditar nos mitos herdados dos nossos antepassados,
Buscar a cura para a enfermidades na própria mãe natureza e nas simpatias dos "antigos"
Comer tapioca com castanha e festejar o mês de Junho como em nunhum lugar se faz.
 
Dar dois beijos no ato de cumprimentar qualquer pessoa,
É ser parte destes rios, destas terras e destas florestas luxiriantes e mágicas.
 
Falar "Tú é leso é..." para as pessoas que contam causos absurdos.
Tomar banho nos rios, igarapés e cachoeiras que a elite ainda não destruiu,
Dançar, cantar e ouvir Raízes Caboclas, Chico da Silva e Paulo Onça,
No carnaval se emocionar com o desfile da Verde-e-rosa da Praça 14 de Janeiro, a Escola de Samba Vitória Régia.
Ser pacífico e não passivo diante das situações da vida.
 
Saudações Amazonenses!