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sexta-feira, 21 de junho de 2013

MANAUS NAS RUAS

FOTO: PROTESTOS EM MANAUS AM. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.

Nesta quinta-feira 20, uma multidão estimada em aproximadamente 50 mil pessoas foram as ruas da cidade de Manaus para protestarem contra a corrupção e o aumento nas passagens de ônibus. A cidade integrou o grande movimento de massas que tomou conta do país, iniciadas a partir dos protestos violentos de Goiânia cujo aumento chegou a ser de R$ 1,00 (hum real).

FOTO: PELA EDUCAÇÃO NO AMAZONAS. GEÓG. M. BECHMAN, 2013.

Com muitas faixas, os manifestantes foram se concentrando em vários pontos da cidade e aos poucos as ruas históricas foram sendo tomadas. No interior da manifestação encontramos muitos e vários cartazes cujas reivindicações possuem os mais distintos interesses, indo do protesto pela fata de acesso 3G para internet até os torcedores que pedem a preservação do estádio Parque Amazonense, berço do nosso futebol, ameaçado pela construção de um posto policial. Mas uma reivindicação sempre apareceu mais forte, a da qualidade do ensino e da melhoria das condições de educação como a melhor remuneração dos professores. 

FOTO: MANIFESTANTES CONTRA O CORTE DE ÁRVORES URBANAS. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.

O meio ambiente não foi esquecido e as árvores urbanas foram lembradas pelas vezes que nas imediações do Teatro Amazonas, algumas delas foram cortadas. Na passagem pela Igreja de São Sebastião a igreja saudou a manifestação com o toque dos sinos e ao menos uma cena interessante com o abraço fraternal entre o pároco da Igreja e um manifestante de cultos afro-descentes sob os aplausos e as lentes daqueles que registravam a manifestação até aí pacífica.

Durante a noite, a grande parte dos manifestantes dirigiu-se para a Arena da Amazônia e outro grupo já concentrado á frente da prefeitura de Manaus na Av. Brasil (Compensa) produziu choques com a polícia com ataques aos carros da polícia e o incêndio de um ônibus. Neste sentido, Manaus integrou um cenário que vem se repetindo em outras grandes cidades do Brasil que ontem foram ás ruas contra a corrupção. A imprensa local aberta não repercutiu as imagens da participação de Manaus nos protestos promovidos em todo país.

terça-feira, 18 de junho de 2013

PROTESTOS NO BRASIL

Foto: Mão. Autor: Geóg. M. Bechman, 2013.

Nos últimos dias assistimos a uma série de protestos no Brasil cujo estopim fora o aumento das tarifas de passagens em ônibus coletivos. A origem dos protestos, embora a imprensa do sudeste, fale em São Paulo, em nossa visão, esse pioneirismo pode ser atribuído a Goiânia cujos protestos foram violentos e em que foram presos alguns manifestantes. Mas, essência não é aparência.

As manifestações nas ruas e praças do Brasil podem ser analisadas sob diversos prismas dentre os quais podemos citar o do papel do Estado ante este novo tempo em que os meios como a internet fazem parte do cotidiano das pessoas e dos reais motivos que levaram as classes ascendentes ás ruas nestes dias.

O papel do Estado no enfrentamento das questões sociais precisa ser revisto a partir de uma revisão sobre a  institucionalidade dos movimentos sociais. O que significa que a burocratização dos movimentos sociais com a criação de secretarias especiais e a própria desidentificação dos partidos políticos que tiveram origem nestes movimentos geraram um afastamento das lutas e anseios das parcelas excluídas da sociedade. Embora, as políticas públicas do Estado vêm sendo pautadas por uma ampla e maior inclusão de setores sociais alienados do consumo.

Neste sentido, a classe política do Brasil, precisa rever sua forma de lidar com este novo tempo e uma destas revisões está ligada a forma de como o aparelho de estado (polícia) enfrenta os protestos num regime liberal democrático, pois mesmo sob um governo de origem popular, continua agindo de forma a "criminalizar os movimentos sociais" como se estivesse num regime autoritário, apesar da real necessidade e  relevância de suas reivindicações.

Noutro ponto, as "Alianças para a governabilidade" vêm sendo desgastadas a cada eleição, pois partidos políticos até ideologicamente distantes aliam-se de acordo com interesses econômicos e conveniência política, revelando uma falta de identidade política dos seus membros. Isto posto, os reflexos passam a conjecturar o cenário político brasileiro com a imobilidade do governo nas ações de combate a corrupção parlamentar, o que preservou  o grupo dos mensaleiros, fortaleceu José Sarney no Senado e permitiu a eleição de Renan Calheiros, além de tolerar a presença na Secretaria de Direitos Humanos do deputado Marcos Feliciano - o que selou claramente o afastamento do governo dos movimentos populares de auto-afirmação, além da falta de transparência e eqüilibrio nos gastos para a realização da Copa do Mundo de Futebol, enquanto os serviços públicos ficam precarizados.

Neste sentido, a impunidade e a falta de combatividade a alianças políticas inapropriadas gera um estado de tensão popular e que atinge diretamente a setores da classe média brasileira que vem ficando mais robusta com a "ascensão social" advinda nos últimos governos. 

Mas, sempre é bom ver o povo nas ruas. É sempre um sinal de mudança de rumo, de tempo, de que o espaço das ruas e das praças também é do povo.

Saudações Geográficas!