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quinta-feira, 11 de julho de 2013

DIA NACIONAL DE LUTAS: MANAUS VOLTA ÁS RUAS.

FOTO: INDÍGENAS NO DIA NACIONAL DE LUTAS. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.
Neste dia 11 de Julho de 2013, estivemos e acompanhamos as manifestações convocadas pelas centrais sindicais mais representativas do Brasil, cujo ato público, seria em nível nacional e simultâneo em todo o país. 

Em Manaus, capital metropolitana da Amazônia e do estado do Amazonas, a movimentação começou cedo em que a categoria de trabalhadores dos transportes urbanos retiveram parte da frota de ônibus para atendimento aos usuários. Durante a tarde, a concentração do movimento foi no Centro Histórico de Manaus, na Avenida Eduardo Ribeiro na esquina com a Avenida Sete de Setembro, reunindo ás 17h cerca de oito mil manifestantes, dentre profissionais sindicalizados e movimentos sociais.

FOTO: MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS. MSU. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.

O discurso central de unidade dos sindicatos operários fora bem absorvido pelo público presente e abraçado pelos movimentos sociais que apresentaram suas principais reivindicações. A diversidade foi realmente impressionante, com a presença de profissionais da área de saúde, notoriamente os enfermeiros e técnicos em saúde, os funcionários públicos, os professores, tribos indígenas - que denunciavam a violência contra suas etnias -, assistentes sociais, movimentos de autoafirmação como os homossexuais e os movimentos sociais urbanos, que defendiam uma Reforma Urbana para o acesso á moradia digna nas cidades. 

FOTO: UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES - UNE (BANDEIRAS AZUIS). AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.
Os sindicalistas denunciavam setores conservadores de se "apropriarem dos movimentos populares" com o intuito de criminalizar os movimentos sociais de cunho classista encobertando suas reivindicações mais elementares, além de fazerem referência á prática "fascista" de defender a exclusão dos partidos políticos e sindicatos das lutas sociais com a ideologia do "apartidarismo", bandeira esta defendida em regimes políticos de extrema direita durante a Alemanha Nazista e a Itália Fascista antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

FOTO: PARTIDOS POLÍTICOS DE ESQUERDA NO DIA DE LUTAS. AUTOR: GEÓG. M. BECHMAN, 2013.

Os estudantes estiveram presentes no Ato Público com bandeiras da UNE (União Nacional dos Estudantes) e no qual se solidarizaram aos trabalhadores presentes. E, contraditoriamente, ao nosso ver, os protestos ligados as redes sociais, foram mais violentos que estes, que foram coordenados pelas centrais sindicais, muito mais intelectualizadas e com posições políticas mais claras. Os trabalhadores trouxeram á baila, lutas clássicas como a Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, melhorias nas condições de trabalho e mais investimento da Educação.

Saudações Geográficas!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR

Foto: Estante do Professor de Geografia. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

No dia 15 de outubro estaremos rememorando este espetacular profissional que é o professor. E, neste tempo de eleições municipais, não podemos deixar de passar desapercebido, a figura do político professor, uma vez que na história do país e desta cidade sempre houveram alguns nomes para lembrar sua passagem no campo da administração pública e que usaram e abusaram da licenciatura como necessidade e, em alguns não raros casos, para auto-promoção com vistas ao alcance de um cargo público.

Podemos lembrar de alguns destes personagens que passaram pela política manaura, como o já falecido professor Gilberto Mestrinho, de formação política ligada ao Movimento pela Democratização do Brasil, mas que ficou mais conhecido pela construção de escolas públicas com 40 salas de aula nos bairros mais densamente povoados de Manaus, além da dura repressão ao movimento grevista dos professores, que marcou tristemente, a histórica luta dos trabalhadores da educação no anos 1980, com a chamada "Batalha do Igarapé de Manaus".
 
 
Outros personagens que não podemos deixar de reportar, pois evocam a titulação de professor, são o professor Sinésio Campos, cuja militância pelo combativo Partido dos Trabalhadores (PT) vem a cada tempo esmaecendo e se distanciando das reais necessidades dos professores e ainda a Professora Therezinha Ruiz (DEM) recentemente reconduzida a um cargo politico na Câmara Municipal de Manaus como vereadora eleita, cuja atuação para as melhorias que garantam um ensino de "Real Qualidade" para a sociedade amazonense e manauara, ainda precisam ser melhor visualizadas e incorporadas pela categoria dos professores que ainda sentem-se órfãos com relação a sua representatividade no poder público.
 
Como professor há mais de 15 anos, penso que ainda falta muito para esta profissão ganhar a respeitablidade devida pela sociedade. Situações que vão muito além de programas políticos assistencialistas que reforçam o partenalismo político como o tal de "Um computador por aluno" como se isto redimisse a educação e ou ainda a simples e pura edificação de escolas para o deleite de empreiteiras enquanto o Amazonas e Manaus, pelos baixos índices na educação, acabam relegados ao triste papel de financiadores de empregos para outras regiões brasileiras - sem ser regionalista ou barrista, pois acredito numa educação que dê igual oportunidade a todos e não a que cerceia, desqualifica e sub-educa. 
 
Um causo. Certa vez, estávamos vindo de uma eleição municipal com resultados inesperados, uma vez que a candidatura apoiada pelos professores e movimentos sociais, havia sucumbindo num segundo turno sob forte suspeição, os professores sabiam que após a eleição viria o castigo para todos por não terem apoiado a candidatura do sistema.
 
Foi então que em silêncio quase sepulcral estávamos á mesa na sala de professores, quando ás vésperas do dia do Professor num clima de apatia, hironicamente o professor de História bradou: Hoje é dia do Professor! Uma salva de palmas para o Professor Gilberto Mestrinho! Todos ficaram calados. Novamente o mestre bradou: Uma salva de palmas para o professor Fernando Henrique Cardoso! e novamente silêncio e a indiferença. Sem graça, mas com um senso de humor no melhor estilo inglês, o mestre falou quase que somente para os seus botoes: É... tá dificil de homenagear o professor!

Neste pleito alguns professores foram eleitos para a vereança da cidade de Manaus. Espero que possamos bradar um dia: - Uma salva de palmas para o Professor, pela defesa intransigênte da Educação e do Magistério, contra as injustiças e perseguições, contra a carga horária opressora, contra a insegurança nas escolas que afugenta alunos, constrange professores e compromete o futuro dos manauaras!
 
Contudo, neste dia 15 de outubro peço a todos os mestres que dignamente exercem o magistério e buscam dele fazer uma profissão de vida, que reflitam sobre nossa condição e que aproveitem este "Dia Branco" para nunca esquecer que nesta luta nunca podemos nos desumanizar, deixando de sorrir, de transmitir otimismo, de fazer valer a história quando ela nos provocar a transformá-la.

Um beijo grande a todos os colegas e as colegas desta magnifica profissão que é ser professor!


A luta continua...SEMPRE!