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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A LUTA DOS PROFESSORES NO AMAZONAS

FOTO: PRAÇA DO CONGRESSO - IEA.
AUTOR:CUCUNACA,2014.

A categoria dos professores sempre foi muito mal remunerada no Brasil. A despeito do que retratam mais uma valoração ética e moral do que salarial. A verdade é que ela nunca na prática foi tratada como uma verdadeira profissão. Do "professor sacerdócio" ao "professor gestor" a "Luta social dos Professores" continua.

Desde a Histórica "Batalha do Igarapé de Manaus" nos anos 1980 em que o movimento docente fora duramente reprimido até as Greves e Paralisações por uma Política de Carreiras,cargos e salários nos anos 1990 e na primeira década dos anos 2000, a nosso ver, ainda há muito a caminhar. 

Algumas vitórias foram sentidas e hoje fazem parte do cotidiano das novas gerações de professores e professoras do Amazonas. Dentre estas conquistas, a HTP - Hora do Trabalho Pedagógico, uma reivindicação dos anos 1990, a regularização dos pagamentos dos salários, pois quando se iniciava nesta atividade, especialmente na condição de contrato temporário ou no chamado regime especial, atrasava-se cerca de três meses o pagamento gerando muitos movimentos paredistas e revoltas difusas em escolas do Estado. 

No Brasil, ainda que existam escolas que usam o Giz, as escolas públicas em Manaus foram substituindo esse recurso pelo pincel atômico e a lousa branca, também uma luta pela saúde dos mestres e das mestres. Recordo sem muita saudade, que ao término de um dia de trabalho,minha garganta e meu pescoço e minhas mãos estavam cheios de giz que misturados ao meu suor nos fazíamos sentir "derrotados". A merenda estendida aos professores também auxilou aos que mal podiam se alimentar em casa ou tinham dinheiro para fazer um lanche na cantina da escola. Também, a descentralização do pagamento dos salários que a todo mês era uma aventura ir "receber no Banco do Estado,o BIG BEA onde não era raro alguma professora desmaiar ou passar mal com a lotação, pois recebíamos o salário na chamada boca do caixa.

Todos estes movimentos, embora sejam usufruídos por professores e professoras que não vivenciaram essas lutas, seria inteligente saber que são frutos de uma luta coletiva e que nenhum governo ou prefeito simplesmente presenteou os mestres com o atendimento às suas reivindicações. Foram os mestres que organizados pelo coletivo, geraram algumas destas poucas vitórias do presente. Ainda insuficientes para se afirmar que os professores são plenamente uma profissão igual aos profissionais que formam.

A luta continua!

sábado, 12 de novembro de 2016

13 DE NOVEMBRO DIA DA IMPRENSA OPERÁRIA

FOTO: CARTAZ AFIXADO EM POSTE.
AUTOR: CUCUNACA, 2015.
Neste dia 13, por iniciativa de um partido político de esquerda, chamado PCO - Partido da Causa Operária, será celebrado o Dia da Imprensa Operária. Embora, não haja data oficial, a idéia é a de mostrar e revigorar a imprensa operária como canal de formação e informação da classe operária brasileira, especialmente porque diante da media empresarial hegemônica, jornais, blogs, sites e outros canais, podem apresentar um contra-ponto na formação das subjetividades e das leituras de mundo e da realidade.

No Amazonas, foram os jornais operários que informaram por muito tempo a classe trabalhadora e ajudaram a formar uma consciência de classe. O curso de História da Universidade Federal do Amazonas - UFAM trabalhou muito em monografias e registros dessa imprensa ao longo da História do Trabalho e do Trabalhador amazonense e manaura. No incio do século XX, em pleno período áureo da economia da borracha na Amazônia, tem-se registro de jornais operários anarquistas e comunistas, ligados a sindicatos e associações operárias.

Parabéns aos que se dedicam à causa dos trabalhadores, seja formando ou informando os atores mais importantes na produção da riqueza.

Salve a Imprensa Operária!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR

Foto: Estante do Professor de Geografia. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

No dia 15 de outubro estaremos rememorando este espetacular profissional que é o professor. E, neste tempo de eleições municipais, não podemos deixar de passar desapercebido, a figura do político professor, uma vez que na história do país e desta cidade sempre houveram alguns nomes para lembrar sua passagem no campo da administração pública e que usaram e abusaram da licenciatura como necessidade e, em alguns não raros casos, para auto-promoção com vistas ao alcance de um cargo público.

Podemos lembrar de alguns destes personagens que passaram pela política manaura, como o já falecido professor Gilberto Mestrinho, de formação política ligada ao Movimento pela Democratização do Brasil, mas que ficou mais conhecido pela construção de escolas públicas com 40 salas de aula nos bairros mais densamente povoados de Manaus, além da dura repressão ao movimento grevista dos professores, que marcou tristemente, a histórica luta dos trabalhadores da educação no anos 1980, com a chamada "Batalha do Igarapé de Manaus".
 
 
Outros personagens que não podemos deixar de reportar, pois evocam a titulação de professor, são o professor Sinésio Campos, cuja militância pelo combativo Partido dos Trabalhadores (PT) vem a cada tempo esmaecendo e se distanciando das reais necessidades dos professores e ainda a Professora Therezinha Ruiz (DEM) recentemente reconduzida a um cargo politico na Câmara Municipal de Manaus como vereadora eleita, cuja atuação para as melhorias que garantam um ensino de "Real Qualidade" para a sociedade amazonense e manauara, ainda precisam ser melhor visualizadas e incorporadas pela categoria dos professores que ainda sentem-se órfãos com relação a sua representatividade no poder público.
 
Como professor há mais de 15 anos, penso que ainda falta muito para esta profissão ganhar a respeitablidade devida pela sociedade. Situações que vão muito além de programas políticos assistencialistas que reforçam o partenalismo político como o tal de "Um computador por aluno" como se isto redimisse a educação e ou ainda a simples e pura edificação de escolas para o deleite de empreiteiras enquanto o Amazonas e Manaus, pelos baixos índices na educação, acabam relegados ao triste papel de financiadores de empregos para outras regiões brasileiras - sem ser regionalista ou barrista, pois acredito numa educação que dê igual oportunidade a todos e não a que cerceia, desqualifica e sub-educa. 
 
Um causo. Certa vez, estávamos vindo de uma eleição municipal com resultados inesperados, uma vez que a candidatura apoiada pelos professores e movimentos sociais, havia sucumbindo num segundo turno sob forte suspeição, os professores sabiam que após a eleição viria o castigo para todos por não terem apoiado a candidatura do sistema.
 
Foi então que em silêncio quase sepulcral estávamos á mesa na sala de professores, quando ás vésperas do dia do Professor num clima de apatia, hironicamente o professor de História bradou: Hoje é dia do Professor! Uma salva de palmas para o Professor Gilberto Mestrinho! Todos ficaram calados. Novamente o mestre bradou: Uma salva de palmas para o professor Fernando Henrique Cardoso! e novamente silêncio e a indiferença. Sem graça, mas com um senso de humor no melhor estilo inglês, o mestre falou quase que somente para os seus botoes: É... tá dificil de homenagear o professor!

Neste pleito alguns professores foram eleitos para a vereança da cidade de Manaus. Espero que possamos bradar um dia: - Uma salva de palmas para o Professor, pela defesa intransigênte da Educação e do Magistério, contra as injustiças e perseguições, contra a carga horária opressora, contra a insegurança nas escolas que afugenta alunos, constrange professores e compromete o futuro dos manauaras!
 
Contudo, neste dia 15 de outubro peço a todos os mestres que dignamente exercem o magistério e buscam dele fazer uma profissão de vida, que reflitam sobre nossa condição e que aproveitem este "Dia Branco" para nunca esquecer que nesta luta nunca podemos nos desumanizar, deixando de sorrir, de transmitir otimismo, de fazer valer a história quando ela nos provocar a transformá-la.

Um beijo grande a todos os colegas e as colegas desta magnifica profissão que é ser professor!


A luta continua...SEMPRE!