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quarta-feira, 22 de abril de 2020

AMAZONAS: ESTAMOS EM GUERRA?

FOTO: SEDE DE UMA EMPRESA DE SUCESSO NA DÉCADA DE 1990.

Vejam as medidas: Isolamento Social, Use equipamentos individuais, Mantenha a higiene total, Medo, Horror, Informação, Contra-informação, Isolamento Vertical, Quarentena, Hospitais de Campanha, Valas, Trincheira, Homens de farda, Ansiedade, Vacinas, Linha de Frente, Proteja-se, Caos,  Intubação, Dados e gráficos, Obediência, Desobediência, Solidariedade, Orçamento de Guerra, Não saia de casa, Economia.

Sim, estamos.

Não perca a lucidez.

Seja um guerrilheiro da vida.

Ame.

Seja disciplinado na Guerra.
Sua arma é seu conhecimento.
A ciência e a sabedoria estão na mesma mão.
A ignorância e a derrota também.
Evite a ignorância.
Tenha horários de trabalho e de descanso.
Desligue os equipamentos eletrônicos antes de dormir.
Tome suco de limão.
Imunize-se.
Brinque com a família.
Ligue para as pessoas.
Não se vicie em tecnologia.
Leia um livro.
Alimente sua Fé.
Faça seus projetos pessoais.
Não se atomize.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

DOME SEUS DRAGÕES

FOTO: PROF. MAURO BECHMAN.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

*Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman


Os dragões, eles sempre nos aparecem, do meio do nada.

Alguns deles foram criados para nós, para nos impor limites. Outros dragões, nós mesmos criamos no interior de nossos subconscientes e até os alimentamos diariamente.

Os Dragões nos acompanham a vida toda.

Para muitas pessoas, eles são como carcereiros e não temem as Joanas D`arcs, nem os cavaleiros com suas reluzentes espadas. Para outras, são apenas companheiros da prudência, uma espécie de fera que temos que conviver com lucidez para que eles não nos queimem ou devorem.

Nestes tempos difíceis, dome seus dragões e faça o que tiver que ser feito. Nunca a fé foi tão complemento da ciência. Por isso, devemos compreender com lucidez os enfrentamentos postos a nossa frente.

Para enfrentar os dragões são necessários alguns apetrechos:  a prudência, a ciência e a fé.

A prudência deve ser a tutora dos nossos comportamentos, balizados por nossa capacidade de desenvolver com inteligência a nossa auto disciplina, o nosso auto-cuidado e o nosso amor para com aquelas pessoas que estão ao nosso lado partilhando de nossas alegrias e desventuras, de nossas vitórias e esperanças.

A ciência, um dos Sete Dons do Espírito Santo de Deus deixados aos apóstolos de Jesus, deve ser a nossa poderosa lança para o enfrentamento dos dragões sejam eles reais ou imaginários.

E por último, a . Nossa força e energia motoras de nossas atitudes e esperanças. Se não alimentamos nossa fé, nossa campanha contra nossos dragões estará mais propensa ao insucesso. Então, não percamos a Fé.

Por isso, dome seus dragões! Assim como aparecem do meio do nada, ao nada voltarão. E, esta receita serve para os Dragões de verdade e os imaginários.

Salve a prudência, a ciência e a fé!


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* Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Processos socioculturais. UFAM.

quinta-feira, 19 de março de 2020

2º DIA APÓS A SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA DE MANAUS

FOTO: AV. GOV. JOSÉ LINDOSO.
AUTOR: CUCUNACA, 2020.

Hoje, 18 de março de 2020.

Numa breve caminhada pela avenida Tenente Roxana (Igarapé do Passarinho) observa-se um redução das pessoas nas ruas. A temperatura baixa para os padrões amazônicos de Cerca de 35º C é reflexo de uma chuva que caiu por volta das 16h30mn na região da avenida. 

Na caminhada, poucas pessoas no trajeto geralmente usado por muitos. As pessoas que caminham são em sua maioria jovens e diferente do dia anterior, talvez afugentados pela chuva, os idosos.

No supermercado ali próximo, idosos e jovens fazem as compras diárias gerando um pequeno congestionamento do estacionamento. Enquanto no lado de fora, mototaxistas não tem clientes e se distraem com o jogo do baralho.

No retorno a casa, o frio amazônico anuncia a noite chegando e as pessoas começam a se recolher. Na psicosfera do ambiente, uma sensação de dúvidas e ausência de uma segurança nas palavras e nos toques entre as pessoas.

sexta-feira, 13 de março de 2020

A GEOGRAFIA DA SAÚDE E A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS EM MANAUS

FOTO: ESTANTE.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Por: Mauro Jeusy Vieira Bechman*

Hoje 13/03, foi anunciado o primeiro caso de infecção respiratória pelo Coronavírus na cidade de Manaus, uma mulher vinda de uma viagem a Londres capital da Inglaterra. Impossível não discutir este tema neste atual momento. 

Lembrando, a manifestação avassaladora de um vírus ainda não propriamente mapeado pela ciência, nos parece cirurgicamente ou estrategicamente caracterizado para atingir crianças e idosos. Uma seletividade quase que diabólica.

No Japão, sede das Olimpíadas, um impasse cruel: suspender as aulas da educação básica e deixar as crianças estarem mais tempo na presença dos avós idosos ou manter o sistema de distanciamento entre crianças e idosos? Na China socialista/capitalista, a dureza em se tratar algo desconhecido tendo que sacrificar a vitalidade de sua pujante economia e pagar um preço muito alto em vidas humanas. Os governos europeus sem muitas respostas ou quando as tem, imprecisas.

Nesta seara toda, lembramos de duas situações, a primeira em 2013 quando da visita do Papa Francisco ao Brasil por ocasião da Jornada da Juventude, o sumo pontífice falou do descarte de idosos e jovens por um mercado que exclui. Na segunda situação, os temores de analistas políticos e econômicos que ás vésperas das eleições presidenciais de 2018, que o cenário dos mercados sofreriam coisas muito ruins num futuro brevíssimo. E hoje, temos este cenário. 

No Brasil, com um governo de extrema-direita, parece ainda viver o deslumbre do acesso ao poder da república e sem respostas necessárias diante da velocidade dos fatos ocupa-se mais em distrair a platéia sempre disposta a gargalhar diante das tragédias alheias televisionadas ou em lives transmitidas por canais de redes sociais privadas.

Em meio a este turbilhão de coisas Manaus a 6a economia do Brasil, teve registrado o seu primeiro caso de Coronavírus. A pandemia chega a cidade dos barés, essa metrópole no meio da Amazônia brasileira, cuja classe dominante orgulha-se do seu pólo industrial que atualmente depende de muitos componentes da China para montar aparelhos eletroeletrônicos num cenário de desindustrialização aguda que gera gigantescas taxas de desemprego, subemprego e subutilização na força de trabalho.

Neste fatídico dia lembramos de um fato interessante. Por volta de 2006, já falávamos em implantar o Curso de Bacharelado em Geografia no antigo Centro Universitário do Norte - Uninorte. Uma das propostas de currículo para o curso, sugerimos a cadeira de Geografia da Saúde.

A proposta vinha ao encontro de uma matriz curricular voltada ao século XXI. Chegamos até a contratar um enfermeiro-geógrafo, ou seria, geógrafo-enfermeiro que na prática assumiria a disciplina quando o curso de bacharelado fosse implantado. Infelizmente, o Projeto de Bacharelado em Geografia sucumbiu diante de uma má vontade administrativa de técnicos que não tinham tato com a educação e a pesquisa. O jovem professor foi melhor aproveitado na área de saúde e por lá ficou até onde tivemos informações.

Exatamente hoje, lembrei disso. Ás vezes, perdemos quando negligenciamos nossas capacidades e nossa visão de futuro. Perdeu a Geografia e quando a Geografia perde, também perde toda uma sociedade. Por vezes ganhamos quando ousamos antever o futuro e nele ver o serviço a humanidade. É disso que se alimentam os sonhos, da necessidade do bem comum e do desejo de contribuir para uma vida melhor neste planeta.

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*Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Processos socioculturais pela Universidade Federal do Amazonas. UFAM.